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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

#Retrospectiva Literária: Leituras de 2017!



Oiee my dear leitores!


           Como já é tradição nesse humilde bloguinho, trago hoje as categorias de melhores leituras do ano, primeiramente gostaria de explicar que li pouco esse ano, pouco das coisas que eu realmente queria como continuar minhas sagas, séries e trilogias que não estão dentro da grade do mestrado 'haha, mas se formos considerar minhas pesquisas, disciplinas e afins, eu li muito esse ano e descobri/aprendi muitas coisas novas e edificantes.
Hoje trarei uma breve listinhas do que foi lido dentro dos escapes da pesquisa! hahah Vamos nessa!

#1 O queridinho do ano: UM TETO TODO SEU - Virgínia Woolf


Esse é o único livro ligado a minha pesquisa nessa lista e foi exatamente por isso que ele é o queridinho, Um Teto Todo Seu trata sobre autoria feminina e os desafios que a mulher enfrenta da sociedade para se posicionar como um ser pensante detentor de conhecimento válido para tratar sobre o próprio ponto de vista e o que está a sua volta principalmente dentro da literatura, já que é esse o ponto de discussão que a maravilhosa Virginia Woolf põe em foco.

#2 Surpresa do ano: OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA - Rupi Kaur


Confesso que fiquei vários dias considerando se esse livro seria bom ou não, antes de comprá-lo 'rsrsrs foi uma surpresa exatamente por isso, depois que o li comecei a compreender todo o burburinho em volta dele e claro saí recomendando pra todo mundo. A poesia de kaur é verdadeira ao extremo e traz o relato de conflitos comuns a toda mulher que busca o auto conhecimento e a afirmação do próprio eu.

#3 Para ler e assistir: O CONTO DA AIA -Margaret Atwood


Alguém tem dúvida de que O Conto da Aia foi um dos maiores destaques do ano? Acompanhada da série homônima produzida pelo Hulu, a obra de Margaret Atwood foi uma das minhas melhores leituras do ano, um romance visceral onde a todo tempo você é envolvido pela trama e porque não dizer surpreso do quão verossímeis são os eventos que levam a realidade de Offred ser como é.

#4 Bye Bye do ano: BELO FUNERAL - Jamie McGuire


Lencinhos à postos pois a série Irmãos Maddox chegou ao fim... Belo Funeral foi o último livro da série unindo todos os Maddox em 265 páginas, onde todas as tramas dos outros romances se fecham em um final surpreendente, já são três anos seguindo essa série e com certeza sentirei falta de ler coisas inéditas sobre essa família sexy e imprevisível. 

#5 Gostinho de quero mais: O LADO FEIO DO AMOR - Colleen Hoover


Gostinho de quero mais! Li o Lado Feio do Amor bem no comecinho de 2017 e prometi pra mim mesma que leria mais coisas da Colleen durante o ano, maas muitos plot twists aconteceram e não consegui ler mais nenhuma obra dela até agora.. :'( 
Este livro é maravilhoso, discute o amor por um lado comum, mas de um ângulo nem sempre explorado. A escrita de Colleen é precisa e nos dá a sensação se estar dentro da trama compartilhando cada angústia com os personagens. Quero mais Colleen urgente!

Essa foi minha listinha! Que 2018 venham com muitas leituras para todos nós! See ya! ;)

domingo, 10 de dezembro de 2017

#MestrarSemPirar: Mestrado é difícil?



Poderia estar lendo, poderia estar escrevendo, mas estou aqui chorando as pitangas com vocês!


Oie meu povo,

 Resolvi ressuscitar esse humilde bloguinho e começar uma série de alguns posts contando pra vocês um pouco do que eu estou vivendo, essa experiência desafiadora/ maluca/ enriquecedora que é estar fazendo mestrado. Vou começar respondendo algumas questões que as pessoas costumam fazer quando eu digo que faço mestrado. A mais comum delas é: Mestrado é difícil?

Bem, senta que lá vem história... A verdade é que o mestrado em si não é difícil, pense comigo, você cria um projeto durante algum tempo, tem umas leituras feitas nesse campo, já tem uma ideia mais ou menos formulada do que quer pesquisar então é só sair lendo e escrevendo as coisas e mandar ver! Só que não! há muito mais a se fazer do que apenas sua pesquisa e esse sentimento de ter que fazer muitas coisas ao mesmo tempo é o que desespera de vez em quando. Temos disciplinas, demandas de leituras, eventos, escritas de artigos... a sensação de que você sempre está deixando algo importante passar é constante e o que antes parecia simples vai tomando uma proporção maior e incontrolável.

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Já que é pra chorar as pitangas vamos chorar logo tudo! Além do que já mencionei outra dificuldade do mestrado é dar conta do que há fora dele, é muito difícil que uma pessoa queira se envolver APENAS com a pesquisa, sempre tem aquele livro da saga favorita que você ainda não terminou, os últimos lançamentos do cinema e claro as sempre problemáticas séries pra por em dia, sem falar do lado mais afetivo da coisa: vida social. o que é isso mesmo? Os almoços em família que você já vai pensando em voltar pra terminar de ler aquele texto que ficou pela metade ou a baladinha que suas amigas estão combinando e você já sabe que não vai porque tem um seminário na mesma semana. É difícil até ficar por dentro das notícias do dia a dia que a nível de momento caótico na política no país é essencial ficar por dentro do que os golpistas estão a preparar. Sempre existem uma gama de coisas por fora dos desesperos da pesquisa que te fazem valorizar cada segundo dos tempinhos em que nos permitimos respirar fora deles.

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Pra finalizar, sei que pode ter soado meio baixo astral, mas essa seção é pra isso, expormos os problemas e quem sabe o "peso" ser menor, afinal, o intuito é não pirar no meio do caminho e tentar passar por todos os processos das melhores formas possíveis, não é uma estrada fácil, nada nunca foi, escolher fazer mestrado, como tudo na vida, é uma etapa de sacrifícios e delícias que você só descobre se tentar.

Musiquinha pra melhorar os ânimos:



Até o próximo post!
obs: estamos abertos a guest posts caso alguém queira compartilhar seus desesperos tbm é só entrar em contato. @giiselems

#MestrarSemPirar #VemChorarasPitangas 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

#Little Things: Lidando com Jamie Fraser no sec XXI


Oieeee!!!

Felizona de ter tirado esse tempinho pra compartilhar com vocês um pouco da minha mais nova série favorita de todos os tempos ~nem um pouco exagerada~ Sim, é a maravilhosa Outlander!!! 

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Pra quem não conhece ela narra a história de Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.

Segue o Trailer da primeira temporada pra quem quiser ficar por dentro:


Caso meus leitores aqui presentes não tenham assistido a série que agora está em sua terceira temporada, fica aqui o meu Spoiler Alert! Pois irei comentar dois fatos ocorridos durante a primeira temporada.

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Que James Alexander Malcom Mackenzie Fraser parece ser o escocês que pedimos a Deus não é mentira, mas algumas das ações dele nos fazem pensar em como o personagem é único e em como os séculos de distância entre ele, Claire e os espectadores parecem se tornar gigantes e próximos ao mesmo tempo.

A primeira vista Jamie é o típico herói cavalheiro e corajoso que nos acostumamos a ver nos filmes e séries por aí, forte, guerreiro, honesto e lindo de cair o queixo, mas o que não prestamos atenção em uma primeira impressão é que o Highlander dos nossos sonhos também é machista, conservador um típico homem do século XVIII apontando certos comportamentos na série , que não tiveram muita importância para a trama no geral, mas que fariam qualquer mulher do século atual pensar duas vezes em se envolver com ele.

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Vou destacar dois pontos que não saíram da minha cabeça, o fato do Jamie ter batido na Claire logo depois que ela tenta fugir dele e o motivo que o fez ficar longe de sua irmã por tantos anos: pensar que ela havia sido estuprada por Black Jack Randall.

No primeiro caso, logo após Claire tentar fugir de todas as formas para ás pedras de Craigh na Dun que a levaram na viagem do tempo. Jamie vai atrás dela e ao encontrá-la decide puni-la com agressão física. Se bem me lembro do episódio, ainda na primeira temporada, Jamie sofre muita pressão dos companheiros para que ele tome uma atitude sobre a fuga e essa foi a escolha feita por ele, parecia estar fazendo pela pressão mas, foi difícil de engolir depois de todos os feitos heroicos dele para com Claire.

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 Fica meio óbvio que na nossa época agressão física dentro de um casamento infelizmente não é novidade, convivemos com essa realidade, muitas vezes não tão distantes, sobre mulheres que sofrem em relações abusivas com homens que se sentem donos das esposas/namoradas/ficantes  que chegam a sofrer esse tipo de agressão, mas isso não deve fazer com que casos assim se tornem normais ou aceitáveis, pois não são! Não importa o quão perfeito o cara aparente ser, NADA JUSTIFICA UMA AGRESSÃO, sendo ela física ou de qualquer outra forma.

NA SÉRIE, Claire ao sofrer a agressão ficou tão perplexa que não teve uma reação imediata, mas logo após se afastar dele por um tempo ela o perdoou depois de Jamie dizer que espetaria uma faca no próprio coração se voltasse a tocar nela de forma agressiva. Claire teve em mente os mundos que os separavam, como eles sempre fazem e acabam compreendendo um ao outro, logo ela aceitou as desculpas, não sem antes dizer que comeria o coração de Jamie caso a promessa fosse quebrada. Românticos como só eles sabem ser.

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O segundo ponto diz respeito a relação de Jamie com a irmã Jenny, no decorrer da trama descobrimos que a irmã dele poderia ter sido estuprada por Jack Randall, isso é um dos motivos que fazem Jamie sentir vergonha de voltar para casa, pesa o fato de que ele por ser o irmão mais velho, deveria proteger a honra da irmã e meio que as circunstâncias acabam fazendo com que seja um pouco "culpa" dele a ida de Randall a casa da família que resultou neste fato, mas o que Jamie descobre depois é que sua irmã nunca foi estuprada por seu inimigo e que ela conseguiu se virar muito bem sozinha, casou, teve filhos e manteve as terras deles em ordem.

O que eu achei mais estranho nesse caso foi que ao saber que Randall poderia ter abusado da irmã, Jamie não se importou em tentar de alguma forma saber como a irmã estava emocionalmente depois do ocorrido ou mesmo depois de retornar ele meio que queria envergonhá-la pela ideia do filho dela poder ser de Randall. Muito ele pensava sobre como iria lidar com a desonra da irmã.

O que fica implícito aqui e em outros episódios onde estupro é mencionado, é que a vítima nem sempre é acolhida de forma adequada depois de um trauma desses, o que Jamie demonstra sendo um homem de 1742 é que a culpa/vergonha do estupro sempre recai sobre a vítima, nem a irmã dele escapou deste julgamento. Bem parecido com o que vivemos hoje, exceto que temos mais voz pra reforçar que estupro NUNCA é culpa da VÍTIMA!! Não importam as circunstâncias, meios, formas. A vítima merece amparo, acolhimento e acima de tudo respeito para poder seguir em frente.
NA SÉRIE, logo tudo se esclarece, Jenny perdoa Jamie e o acolhe novamente em casa.

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Devemos odiar Jamie por causa disso? Não, o que trago aqui é apenas uma reflexão já que as atitudes de Jamie são justificadas por ele pertencer a uma outra época e portanto viver de acordo com os costumes desta. O que não se pode esquecer é que no século XXI certos comportamentos como os dele não podem ser aceitos.

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Tentamos lidar com Jamie e ao mesmo tempo tentamos evitar cair de amores por ele, que como o personagem que é, representa o seu tempo mas também cresce e aprende muito em sua convivência com Claire. Então assistam Outlander e amem Jamie Fraser sem culpa, já que muitas vezes ele também provou que dentre os Highlanders ele é o melhor.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

#Why Not?: Onde eu estou, pra onde vou e porque eu sumi.


Eu deveria estar escrevendo um projeto de pesquisa agora ou batendo minha cabeça na mesa me perguntando "onde eu fui amarrar meu jegue?!" como eu fiz algumas vezes nessa semana, mas a pressão é demais o tempo é pouco e acreditem, nem tempo pra resmungar eu tenho mais. Prefiro listar os pequenos prazeres dessa semana e torcer para que as demandas sejam cumpridas mesmo que eu tenha que borrar meu rímel algumas vezes.

Meu blog sempre foi um projeto bem pessoal, um lugar pra escrever aleatoriamente sobre coisas que só eu me interessaria a ler, apesar de ter tomado caminhos diferentes ao longo destes quase seis anos, acredito que o propósito dele ainda não foi descoberto e nessa vibe vou fazendo o que quero mesmo que ninguém goste.

Nos últimos dois anos consegui manter uma regularidade de postagens de qualidade, espontâneas que me traduziam e deixavam que eu pudesse falar o que eu queria que fosse lido, continuarei dessa forma, mas com menos frequência. Os caminhos que eu decidi percorrer me levam a ter menos tempo para passear pela blogosfera, mas não tiram minha vontade de estar sempre escrevendo, escreverei ainda mais, de uma forma mais pessoal, tendo ideias de postagens dentro dos ônibus e esquecendo delas quando chegar em casa. Aguardemos.

Sobre o título desta postagem, tenho a dizer que são perguntas sem resposta, estou indo e voltando de lugares que achei que estive, mas que na verdade nunca fui, espero não respondê-las tão cedo se não a graça de ser quem eu sou pode se perder pelo caminho. 


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Leituras e Devaneios: Beleza Perdida - Amy Harmon



Hey leitores!

Sim eu estou mais que sumida das minhas Leituras e Devaneios, nunca mais havia postado sobre isso, mas isso não significa que eu parei minhas leituras, muito pelo contrário eu só não consegui, na correria da vida, fazer posts de tudo que andei lendo. Por isso volto hoje trazendo novidades!


Preparem um espaço no coração para o seu mais novo livro favorito

O devaneio de hoje é sobre o livro Beleza Perdida da autora americana Amy Harmon, e se você me segue por aí, sabe que eu saí recomendando esse livro loucamente pois ele é maravilhoso! E continuo recomendando sempre que alguém me pede opiniões sobre livros.

Segue a sinopse:

Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.
332 páginas, Editora Verus, 2015.
De início Beleza Perdida parece ser um livro despretensioso, daqueles que tem uma história cheia de clichês de High School americano, onde a garota 'nerd' se apaixona pelo jogador de futebol, mas ao decorrer do livro tudo começa a mudar e cada personagem toda sua forma e relevância amadurecendo durante o enredo. Beleza Perdida tem uma pitadinha de A Bela e a Fera mas de uma forma muito mais densa e sem focar apenas nos personagens principais, os antagonistas por sua vez também vivem seus dilemas e tem a capacidade de nos emocionar tanto quanto os protagonistas.

É impossível não se emocionar com a história de Fern e Ambrose, Amy Harmon nos presenta um enredo cheio de reviravoltas e momentos que com certeza te farão sentir um aperto no coração, além de te fazer se apaixonar por cada capítulo.

Quem é Amy Harmon?
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Amy Harmon é uma autora bestselling do Wall Street Journal, USA Today, e New York Times. Amy sabia desde cedo que escrever era algo que ela queria fazer, e ela dividia seu tempo entre escrever músicas e estórias enquanto crescia. Tendo crescido no meio dos campos de trigo sem televisão, com apenas seus livros e seus irmãos para se ocupar, ela desenvolveu um grande senso sobre o que fazia uma boa história. Seus livros estão agora sendo publicados em diversos países, um verdadeiro sonho sendo realizado pela pequena garota do campo, de Levan, Utah. Amy já escreveu 9 livros, dois deles lançados no Brasil pela editora Verus, são eles o meu queridinho Beleza Perdida e Infinito + Um que está na minha listinha de leituras futuras!

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Já leu algum livro da Amy? Vai ler? Conta pra gente! Boas leituras e até a próxima!! 

sábado, 1 de outubro de 2016

Why Not?: Somos Como Flocos de Neve...



"Livre, se já não faz sentido
Ou nunca fez
Livre, pra encontrar motivo outra vez
Mais uma vez ou de uma vez" (Tiago Iorc)


Eu sou eu, não posso deixar de eu pra ser o que você quiser, eu provavelmente sentiria muita falta de mim! Assim como você, se deixar de ser você, fará muita falta pra si mesmo. Somos únicos, seu eu é o que faz de você tão interessante, inigualável. 

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Não posso tentar te moldar a minha maneira, te aceito como você é e se encontro algo em comum comigo fico feliz pela surpresa, mas assim que as diferenças aparecem fico fascinada com o jeito único que você lida com a vida. É o seu eu se fazendo presente, se manifestando de forma livre e sem medo.

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Somos como flocos de neve, desenhos da natureza que nunca saem os mesmos, somos preciosos, cada um moldado a forma que queremos nos dar, marcados por alegrias e decepções, tombos e vitórias, um livro de experiências nunca antes vividas, histórias cheias de emoções inexplicáveis.

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Sua vida é única, sua história é única e inédita não adianta quantas vezes te disserem que deveria ter sido diferente, os seus motivos, suas dores só você pode compreender. Você não imagina o quanto é forte. seu eu guarda dentro de si uma força desmedida, gritando para que o deixem livre. Não tente calá-lo.

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Seja você, se liberte dos moldes você se impõe, não seja inimigo do seu eu. Você, mesmo não sendo perfeito é único! Não há nada igual, ninguém que possa explicar ou se igualar aquilo que está dentro do seu coração. Encha seu eu de coragem, e não tenha medo disso. O mundo irá se surpreender com a tua autenticidade, com a tua liberdade de ser quem você quiser. Como um floco de neve, livre para cair onde quiser, ter a forma que quiser, encantar como quiser.

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O que os outros querem que você seja não importa, eles mal sabem deles mesmos, querem te mudar, pois não tem coragem de lidar com seus próprios problemas. Querem te fazer igual, dispensável, comum. Seja você, fiel e sincero com seu eu. Uma obra prima inédita e autêntica ávida por ser livre na simplicidade de ser apenas você mesmo.


Hasta la Vista!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Leituras e Devaneios: Quando o Vento Sumiu - Graciela Mayrink




Hey amores!

Hoje o nosso devaneio vem apresentar pra vocês a autora carioca Graciela Mayrink e o seu terceiro livro Quando o Vento Sumiu.


Sinopse:

Suzan, Mateus e Renato parecem três jovens como outros quaisquer do Rio de Janeiro. Suzan estuda Turismo. Renato e Mateus, Engenharia Civil. Os três são amigos desde o colégio e, apesar de muito diferentes, são inseparáveis. Mas, entre aulas, festas, momentos em família e idas à praia, cada um deles enfrenta seus problemas. Desde que o pai foi pego dando um golpe, Mateus vive só com a mãe, marcado por esse acontecimento. Renato é um garoto rico que resiste às pressões do pai para surfar menos e se interessar mais pela construtora da família. Suzan é apaixonada por Renato e sofre por ser considerada apenas uma amiga – e pela pressão da mãe para que se envolva com ele. 
No correr dos dias, a amizade dos três se transforma sutilmente. Suzan deve se declarar ao amigo, ou tentar ser feliz de outro modo? Mateus terá realmente só a amizade para lhe oferecer?Renato deve se render à pressão paterna e se aplicar mais aos estudos? E até que ponto a relação dos três suportará o desgaste do tempo? 
Embora tenham toda a vida pela frente, logo descobrirão uma dura lição: algumas escolhas têm consequências duradouras e alteram o curso de toda uma existência. Muitas coisas saem diferente do desejado. O difícil é prever o resultado de nossas opções e conviver com elas no futuro. 
E se você pudesse voltar atrás e escolher outro final para a sua história? Que escolha você faria diferente?


Um pouco da autora:


Graciela Mayrink nasceu no Rio de Janeiro. Publicou em várias antologias de contos e é autora dos romances Até eu te encontrar (2013) e A namorada do meu amigo (2014). É idealizadora do Projeto Jovem Curte Ler, que incentiva a leitura por meio de visitas a escolas, e uma das integrantes do Lit Girls, projeto que busca aproximar autoras e leitores.
Vale muito a pena seguir a Graciela nas redes sociais, além de acompanharmos os eventos e novidades envolvendo suas obras, ela é super fofa e sempre procura interagir com seus leitores.

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www.gracielamayrink.com.br

facebook.com/gracielamayrink.o ficial
Twitter: @gracielamayrink
Instagram/Snapchat: gracielamayrink

 Os perigos de se deixar influenciar pela capa:

Que é um perigo é, mas quem resiste a uma capa linda e cheia de fofurices? Descobri esse livro pelas minhas andanças em Igs literários no instagram, inclusive no próprio perfil da autora, achei a capa a coisa mais linda logo, constatei que que iria me jogar em um romancezinho leve no estilo altos níveis de glicose, bem, me enganei. Quando o Vento Sumiu se inicia já com um mistério no ar e logo no prólogo você já se pega querendo saber o que irá acontecer depois, já que o trama começa com dois dos personagens principais, Renato e Suzan se reencontrando anos depois da história que iremos acompanhar no decorrer do livro. A partir daí foram "páginas pra quê te quero!" ávida para descobrir qual seria o desfecho desta história.

Os Nossos Protagonistas <3 :


Suzan, é uma estudante de turismo que sempre está acompanhada de seus dois amigos Renato e Mateus, o primeiro por quem ela é terrivelmente apaixonada desde que se conheceram , mas Suzan sofre da síndrome da Friendzone, assim como Mateus que é apaixonado pela amiga e sofre tendo que ouvir ela se lamentar pelo seu amor platônico por Renato. O livro vai muito além desse triângulo amoroso, o que eu também achei ótimo. Renato é o sonho de qualquer garota, lindo, surfista, estudante de engenharia e rico, fator esse que quase seduz a mãe de Suzan mais do que ela mesma. Afinal a mãe dela é um ótimo exemplar da típica Sra. Bennet de Orgulho e Preconceito: pretende casar a filha com alguém que possa "dar um futuro" a ela, ou seja, seja rico o bastante para sustentar a filha. O que não é o caso de Mateus, o jovem simples e batalhador que tenta viver tranquilamente apesar de uma grande sombra que atormenta sua vida e que claro, faz toda a diferença na trama.

Foi um pouco difícil pra mim pra me identificar com Suzan ao ponto de torcer para um final feliz, achei ela chata de início, pois dificultava coisas óbvias, como o fato de que o Renato não iria adivinhar se ela gostava dele ou não, ela precisava se declarar, ir em frente, tomar as próprias decisões e viver a vida dela apesar de gostar dele. Mesmo no início com um lista interminável de críticas a Suzan, fui me deixando envolver pela trama, que ainda me reservava muitas surpresas!

A narrativa da Graciela é bem leve e dinâmica, mergulhamos de cabeça na vida de Suzan e seus amigos, como se estivéssemos realmente compartilhando de suas expectativas e angústias, é essa aproximação que faz toda a diferença no final da trama, pois o livro deixa aquela saudade gostosa que te faz se arrepender de não ter ido mais devagar com os últimos capítulos.

Quando o Vento Sumiu é um livro sobre amizades e amores intensos, sobre como a realidade pode ser cruel com todo mundo e principalmente sobre decisões que podem mudar o rumo de belas histórias pra sempre. Uma leitura imperdível pra quem quer conhecer novos nomes da literatura brasileira e se apaixonar ainda mais por ela!

Playlist:

A música tem um papel muito importante em Quando o Vento Sumiu e como consequência disso fiz uma pequena playlist com hits que na minha opinião combinam com a vibe do livro! Aperta o play e até a próxima!

                                                     

sábado, 27 de agosto de 2016

Leituras e Devaneios: Depois de Você - Jojo Moyes





Sim, começo a escrever esse texto ainda com o coração acelerado. O fim de Depois de Você, a esperada continuação de Como Eu Era Antes de Você, me deixou cheia de emoções misturadas. E é tão bom quando um livro proporciona isso! E caso você não tenha lido o primeiro livro e queira se inteirar antes de ler esse post pode conferir um pouco da história aqui no meu post sobre ele.
 Sinopse: Quando uma história termina, outra tem que começar. Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.



Fui obrigada pelo meu subconsciente faminto por histórias  a ler Depois de Você, continuação de Como Eu Era Antes de Você, com um pouco de receio fui em frente na sequência, mesmo sabendo que ela poderia desconstruir tudo o que eu amei na protagonista Louisa Clark e foi isso que aconteceu. Jojo Moyes não teve pena de seus leitores e nos apresentou uma nova aventura da vida de Lou, daquelas que te revolta no começo, mas que depois de um tempo você começa a compreender que tudo aquilo foi necessário para que finalmente Lou pudesse se encontrar em seu próprio futuro.



Uma nova Lou Clark surgiu, nada de roupas extravagantes e coloridas que estranhamente pareciam combinar com o estilo vívido e alegre da moça e para a decepção de todos nós, nada de meinhas de abelhinha. De início foi difícil até imaginar essa nova Lou de "Camiseta branca e calça jeans" mas depois foi ficando mais simples compreender seus motivos. Como ela poderia seguir em frente depois de perder alguém tão marcante como Will? 
Em Como Eu Era Antes de Você, Lou conheceu o ponto de vista de Will e da vida amarga que ele vivia, mas ao tentar mudar as opiniões dele acabou mudando ás próprias decidindo viver melhor e intensamente. Pena que essa decisão se foi junto com Will pois ele era a raiz desse sentimento.

                

A Lou que conhecemos no início do livro é de assustar, amargurada, presa em um emprego que não gosta e com o peso de achar que não está fazendo aquilo que Will pedira: viver intensamente. Além de tudo isso recomeçar uma vida longe da casa, sozinha e convivendo com o luto faz com que Lou se perca em seus objetivos, principalmente quando ela encontra uma pessoa muito importante na vida de Will (que eu não vou dizer quem é) que a faz deixar de lado a própria vida.

Ao fim, todas as escolhas que Lou faz durante o livro apesar de parecerem ser erradas de início levam na a um final feliz, mas não definido. Ela volta a se reconhecer e aceitar um recomeço sem Will ao seu lado, a presença dele em sua memória deixou de ser um peso, um motivo de tristeza, para ser uma lembrança de felicidade e crescimento.

No geral eu até que gostei bastante, não quanto o primeiro livro, mas foi uma leitura prazerosa, gostei do estilo da JoJo Moyes que parece estar escondendo pistas sobre os personagens por entre ás páginas e no decorrer da leitura você vai descobrindo um pouco mais, se deliciando e sendo instigado pela vontade de presenciar um final feliz para Lou e as pessoas que ela ama.

E você que achou de Depois de você? Já leu? Vai ler? Deixe sua opinião!!

Hasta la Vista! ;*

domingo, 12 de junho de 2016

Leituras e Devaneios: Um Sorriso ou Dois - Frederico Elboni



Olá leitores, hoje nosso devaneio é sobre o livro mais fofo que eu li por esses dias: Um sorriso ou Dois de Frederico Elboni, acredito que vocês já conheçam o Fred, sim a gente chama de Fred porque depois de ler o livro você se sente amiguinha dele 'haha  



Com três livros já publicados, sendo Um Sorriso ou Dois o primeiro deles, Fred estende o trabalho que encontramos no seu blog "Entenda os Homens" de uma forma muito mais íntima. Me senti realmente como se estivesse tendo um papo cara a cara com ele.

"Para Frederico Elboni, não existe certo ou errado quando os sentimentos estão em pauta. O que importa é encontrar harmonia e equilíbrio entre quem somos e o que fazemos; entre nossas ações e nossa perspectiva diante da vida.
E, consciente de que mulheres trazem na bagagem alguns conflitos internos em relação ao mundo e aos homens – e haja conflito! -, esse jovem autor se dirige a elas: mulheres apaixonadas, decepcionadas, ingênuas, destemidas... Todas ansiosas por palavras que as façam abrir em seu rosto um lindo e incessante sorriso. Ou dois."


Um sorriso ou dois é uma coletânea de crônicas e contos estes podem ser divididos em três partes: crônicas, contos e vida a dois, que retratam os relacionamentos, amorosos e as problemáticas que os envolvem, dentre eles as ‘nóias das mulheres com relação a postura dos homens em um relacionamento, sendo ele sério ou casual.

Apesar do título ser “para mulheres que querem mais” acredito que ele pode ser lido por ambos os sexos, são ideias que devem ser discutidas por todos que tem a chance de participar de uma relação e queiram que esta possa ser tranquila, ou que queiram  ser solteiros e poder ficar de boa curtindo a vida por aí. O problema é que tanto para mulheres e homens a sociedade impõe modos de se comportar quando os assuntos são relações afetivas,o que atrapalha no que deveria ser mais importante; sermos nós mesmos de uma forma natural e verdadeira.  

O livro é um afago no coração, por mais que  tenhamos uma boa alta estima e segurança nos relacionamentos sempre há aquele medinho atrás da orelha assombrando e dizendo “tudo esta bem agora mas pode desmoronar a qualquer momento” ou se você curte sua solteirice o medinho fala “aah, mas nenhum homem vai te querer rodada deste jeito!" Você termina a leitura cheia de esperanças e novas ideias, além daquela vontade de sair indicando o livro pra todo mundo! É como se as palavras do Fred fossem abrindo seus olhos para coisas que nem sempre paramos pra pensar, mas que são relevantes e podem fazer a diferença em nossa postura em um relacionamento.

                           


No final todos queremos arrancar um sorriso ou dois da pessoa que amamos, e a maneira mais fácil de conseguir isso não é seguir nenhuma regra da sociedade ou seguir o que outras pessoas dizem, é sim saber se desprender deste tipo de preocupação e focar no que que deve ser o ponto principal de um relacionamento saudável; felicidade conjunta.

Nem preciso dizer que amei cada palavrinha do livro né? E super recomendo pra todo mundo que queira ler algo tranquilo, debaixo das cobertas em um domingo frio ou largado na rede em uma tarde de sol.

Hasta La Vista! :*

sábado, 7 de maio de 2016

Leituras e Devaneios: de Shakespeare, um soneto...




William Shakespeare é até hoje um dos nomes mais lembrados da literatura inglesa, o poeta e dramaturgo deixou uma vasta obra de clássicos atemporais que continuam sendo difundidas, adaptados e reinterpretadas durante séculos. 


Também considerado como o pai da língua inglesa moderna, Shakespeare além das grandes peças teatrais deixou uma coleção de sonetos que também refletem seu grande talento como poeta. E este será o principal ponto da presente discussão, apresentar as características formais de um soneto shakespeariano bem como seu tema. Como matéria da presente análise será utilizado o soneto 71.

Soneto 71 - William Shakespeare

Quando eu morrer não chores mais por mim
Do que hás de ouvir triste sino a dobrar
Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
Do mundo vil pra com os vermes morar.

E nem relembres, se estes versos leres,
A mão que os escreveu, pois te amo tanto
Que prefiro ver de mim te esqueceres
Do que o lembrar-me te levar ao pranto.

Se leres estas linhas, eu proclamo,
Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,
Nem tentes relembrar como me chamo:

Que fique o amor, como a vida, acabado.
Para que o sábio, olhando a tua dor
Do amor não ria, depois que eu me for. 


Muito se especula sobre do que se tratam os sonetos, ou para quem seriam escritos, pois estes se diferem notavelmente dos demais escritos em sua época, o soneto 71, por exemplo, foi escrito por William Shakespeare na fase que abrange o soneto 18 até o soneto 126 onde Shakespeare se dirige a um jovem, The Young man, sobre o poder destrutivo do tempo, que é contrariado pela força do amor e da poesia. 


O soneto 71 caracteriza bem essa fase, pois o autor expressa o que deseja que façam ou não depois que ele morrer querendo apenas que o ser amado esqueça-se do amor e de quem ele era, para que não seja causado sofrimento pela sua partida. 

É uma espécie de consolo feito pelo poeta que acredita que poderá morrer antes de seu amado, e pede para que o mesmo se esqueça dele após este fato, e até mesmo se desfaça do amor que existia, sem sofrimentos, pois lembrar do amor seria mais um motivo para deixa-lo triste e fazer com que as outras pessoas pensem que o amor e todos envolvidos com ele são tolos. 


O desenvolvimento do tema dentro do soneto acontece nas três primeiras estrofes, onde somos apresentados ao tema (a morte do poeta) que será mais bem detalhado (coisas que o Young man deve agir diante da morte do poeta) e concluído nos dois últimos duetos ( não sofrer pela morte, e esquecer-se do amor.) 

Sobre os elementos formais deste soneto, assim como os demais, este é construído de acordo com o Iambic Pentameter com versos decassílabos que apresentam padrão de rima abab cdcd efef gg, também conhecido como o padrão Shakespeariano.


                                      

Mais sobre o soneto Shakespeariano....

ESTRUTURA BÁSICA DA COMPOSIÇÃO

O Soneto Inglês ou Shakespeariano deve obedecer, para os versos a seguinte estrutura:

Ter um conjunto de 14 versos, dispostos numa única estrofe (monostrófico), com um dístico final, separado por dois espaços para diferencia-lo do restante da construção do SONETO INGLÊS. Podemos chamar os 12 primeiros versos de espaço para DESENVOLVIMENTO DA IDEIA do poema; já o dístico final (conjunto de 2 (dois) versos – denominado pelos ingleses de “couplet”) como a CONCLUSÃO da ideia do poema.
METRO E RITMO

Todos os versos possuem METRO DECASSÍLABO (verso com 10 sílabas poéticas) utilizando o PENTÂMETRO JÂMBICO, que é composto por cinco pés, sendo cada pé um jambo - transferindo para uma linguagem mais simples podemos dizer assim: utiliza-se uma sílaba poética átona seguida de uma sílaba poética tônica (acentuada), por 5 (cinco) vezes seguidas em cada verso até formar, por completo, o verso Decassílabo Shakespeariano: o PENTÂMETRO JÂMBICO, que visualizando dá este esquema RÍTMICO:

U – U – U – U – U –  (U sílaba fraca; – sílaba forte).

Esta estrutura de verso é possível de se realizar, com maior facilidade, no idioma Inglês porque este possui boa quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos; o que no nosso idioma acontece em menor quantidade. Esta menor quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos traz maior dificuldade ao poeta, que escreve em Português, na criação do Pentâmetro Jâmbico.

OBSERVAÇÃO: Shakespeare não tinha a preocupação de manter este esquema rítmico em todos os versos. Ele, às vezes, transgride a regra do Pentâmetro Jâmbico, em algum verso do Soneto Inglês.

Esta afirmação fica clara na dificuldade da tradução, para o Português, dos Sonetos de Shakespeare, onde, os tradutores precisam aclimatar, a maior possibilidade de idéias, por conta do maior número de vocábulos monossílabos e dissílabos presentes no verso decassílabo em Inglês, em um verso, com vocábulos equivalentes no Português: trissílabos e quadrissílabos.


Curtiram?! Qual é o soneto de Shakespeare que você mais gosta? Deixe seu comentário e até a próxima!


referência: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/2062310




sábado, 23 de abril de 2016

Leituras e Devaneios: O Duque e Eu - Julia Quinn



     Olá leitores estou aqui mais uma vez para dividir com vocês as minhas impressões sobre a minhas leituras, hoje, o primeiro livro, dos oito  da série Os Bridgertons- O Duque e Eu. A inserção desta obra  na minha lista foi uma surpresa já que esta leitura não estava programada. Abri um espaço na minha lista já que muitas pessoas me indicaram este livro por saber que eu gosto da autora Jane Austen. Júlia Quinn  é considerada Jane Austen contemporânea. Fiquei curiosa e fui descobrir sobre o que o livro se tratava.



   Não me arrependi, apesar de ter demorado mais tempo nessa leitura do que eu pretendia, é a vida social atrapalhando a vida de leitora mais uma vez... a experiência foi muito prazerosa.Logo de incio Júlia Quinn, como uma boa aprendiz de Austen que é, já vai logo nos apresentando seus personagens, por meio de sua escrita leve e divertida, de uma forma que ficaria impossível não se apaixonar por eles.

   Nossa heroína Daphne Bridgerton é a menina mais velha da família que sofre com os dilemas que uma típica moça de época tem que passar, como por exemplo, seguir à risca as regras da sociedade para preservar sua honra, sobreviver as investidas de sua mãe para lhe arranjar um bom casamento, pois com 21 anos Daphne já pode ser considerada uma solteirona. A família Bridgerton é composta pela matriarca Violet, que é uma perfeita caricatura da Sra Bennet de Orgulho e Preconceito, obcecada em arrumar bons casamentos para  seus oito filhos, que são sempre muito unidos, principalmente os meninos mais velhos, sempre empenhados em proteger as irmãs mais novas.



    O Duque de Hastings é o nosso "herói" que vive uma turbulenta história de amor com Daphne, mas antes disso ele corre de romance igual um vampiro da cruz! Simon é misterioso e taciturno, meio um Mr. Darcy, não tem como não comparar: rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon,o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Porém sua história de vida faz com que ele nunca queira casar, mesmo se sua pretendente for inteligente e espirituosa como Daphne.

    E é assim que se inicia o ápice da trama, para se livrar das garras das senhoras que estão loucas para casar as filhas com um Duque, Simon precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. 

    Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

     O Duque é eu é uma leitura deliciosa, um romance perfeito para se ler na cama em um fim de noite ou enrolada nas cobertas em um dia chuvoso. Tenho mais sete livros da série pela frente e com certeza irei continuar a série, me apaixonei pela família Bridgerton e não vejo a hora de conhecer as histórias dos irmãos de Daphne. Aguardem!

Beijinhos,
Hasta la vista!