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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Leituras e Devaneios: Beleza Perdida - Amy Harmon



Hey leitores!

Sim eu estou mais que sumida das minhas Leituras e Devaneios, nunca mais havia postado sobre isso, mas isso não significa que eu parei minhas leituras, muito pelo contrário eu só não consegui, na correria da vida, fazer posts de tudo que andei lendo. Por isso volto hoje trazendo novidades!


Preparem um espaço no coração para o seu mais novo livro favorito

O devaneio de hoje é sobre o livro Beleza Perdida da autora americana Amy Harmon, e se você me segue por aí, sabe que eu saí recomendando esse livro loucamente pois ele é maravilhoso! E continuo recomendando sempre que alguém me pede opiniões sobre livros.

Segue a sinopse:

Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.
332 páginas, Editora Verus, 2015.
De início Beleza Perdida parece ser um livro despretensioso, daqueles que tem uma história cheia de clichês de High School americano, onde a garota 'nerd' se apaixona pelo jogador de futebol, mas ao decorrer do livro tudo começa a mudar e cada personagem toda sua forma e relevância amadurecendo durante o enredo. Beleza Perdida tem uma pitadinha de A Bela e a Fera mas de uma forma muito mais densa e sem focar apenas nos personagens principais, os antagonistas por sua vez também vivem seus dilemas e tem a capacidade de nos emocionar tanto quanto os protagonistas.

É impossível não se emocionar com a história de Fern e Ambrose, Amy Harmon nos presenta um enredo cheio de reviravoltas e momentos que com certeza te farão sentir um aperto no coração, além de te fazer se apaixonar por cada capítulo.

Quem é Amy Harmon?
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Amy Harmon é uma autora bestselling do Wall Street Journal, USA Today, e New York Times. Amy sabia desde cedo que escrever era algo que ela queria fazer, e ela dividia seu tempo entre escrever músicas e estórias enquanto crescia. Tendo crescido no meio dos campos de trigo sem televisão, com apenas seus livros e seus irmãos para se ocupar, ela desenvolveu um grande senso sobre o que fazia uma boa história. Seus livros estão agora sendo publicados em diversos países, um verdadeiro sonho sendo realizado pela pequena garota do campo, de Levan, Utah. Amy já escreveu 9 livros, dois deles lançados no Brasil pela editora Verus, são eles o meu queridinho Beleza Perdida e Infinito + Um que está na minha listinha de leituras futuras!

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Já leu algum livro da Amy? Vai ler? Conta pra gente! Boas leituras e até a próxima!! 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Leituras e Devaneios: Quando o Vento Sumiu - Graciela Mayrink




Hey amores!

Hoje o nosso devaneio vem apresentar pra vocês a autora carioca Graciela Mayrink e o seu terceiro livro Quando o Vento Sumiu.


Sinopse:

Suzan, Mateus e Renato parecem três jovens como outros quaisquer do Rio de Janeiro. Suzan estuda Turismo. Renato e Mateus, Engenharia Civil. Os três são amigos desde o colégio e, apesar de muito diferentes, são inseparáveis. Mas, entre aulas, festas, momentos em família e idas à praia, cada um deles enfrenta seus problemas. Desde que o pai foi pego dando um golpe, Mateus vive só com a mãe, marcado por esse acontecimento. Renato é um garoto rico que resiste às pressões do pai para surfar menos e se interessar mais pela construtora da família. Suzan é apaixonada por Renato e sofre por ser considerada apenas uma amiga – e pela pressão da mãe para que se envolva com ele. 
No correr dos dias, a amizade dos três se transforma sutilmente. Suzan deve se declarar ao amigo, ou tentar ser feliz de outro modo? Mateus terá realmente só a amizade para lhe oferecer?Renato deve se render à pressão paterna e se aplicar mais aos estudos? E até que ponto a relação dos três suportará o desgaste do tempo? 
Embora tenham toda a vida pela frente, logo descobrirão uma dura lição: algumas escolhas têm consequências duradouras e alteram o curso de toda uma existência. Muitas coisas saem diferente do desejado. O difícil é prever o resultado de nossas opções e conviver com elas no futuro. 
E se você pudesse voltar atrás e escolher outro final para a sua história? Que escolha você faria diferente?


Um pouco da autora:


Graciela Mayrink nasceu no Rio de Janeiro. Publicou em várias antologias de contos e é autora dos romances Até eu te encontrar (2013) e A namorada do meu amigo (2014). É idealizadora do Projeto Jovem Curte Ler, que incentiva a leitura por meio de visitas a escolas, e uma das integrantes do Lit Girls, projeto que busca aproximar autoras e leitores.
Vale muito a pena seguir a Graciela nas redes sociais, além de acompanharmos os eventos e novidades envolvendo suas obras, ela é super fofa e sempre procura interagir com seus leitores.

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www.gracielamayrink.com.br

facebook.com/gracielamayrink.o ficial
Twitter: @gracielamayrink
Instagram/Snapchat: gracielamayrink

 Os perigos de se deixar influenciar pela capa:

Que é um perigo é, mas quem resiste a uma capa linda e cheia de fofurices? Descobri esse livro pelas minhas andanças em Igs literários no instagram, inclusive no próprio perfil da autora, achei a capa a coisa mais linda logo, constatei que que iria me jogar em um romancezinho leve no estilo altos níveis de glicose, bem, me enganei. Quando o Vento Sumiu se inicia já com um mistério no ar e logo no prólogo você já se pega querendo saber o que irá acontecer depois, já que o trama começa com dois dos personagens principais, Renato e Suzan se reencontrando anos depois da história que iremos acompanhar no decorrer do livro. A partir daí foram "páginas pra quê te quero!" ávida para descobrir qual seria o desfecho desta história.

Os Nossos Protagonistas <3 :


Suzan, é uma estudante de turismo que sempre está acompanhada de seus dois amigos Renato e Mateus, o primeiro por quem ela é terrivelmente apaixonada desde que se conheceram , mas Suzan sofre da síndrome da Friendzone, assim como Mateus que é apaixonado pela amiga e sofre tendo que ouvir ela se lamentar pelo seu amor platônico por Renato. O livro vai muito além desse triângulo amoroso, o que eu também achei ótimo. Renato é o sonho de qualquer garota, lindo, surfista, estudante de engenharia e rico, fator esse que quase seduz a mãe de Suzan mais do que ela mesma. Afinal a mãe dela é um ótimo exemplar da típica Sra. Bennet de Orgulho e Preconceito: pretende casar a filha com alguém que possa "dar um futuro" a ela, ou seja, seja rico o bastante para sustentar a filha. O que não é o caso de Mateus, o jovem simples e batalhador que tenta viver tranquilamente apesar de uma grande sombra que atormenta sua vida e que claro, faz toda a diferença na trama.

Foi um pouco difícil pra mim pra me identificar com Suzan ao ponto de torcer para um final feliz, achei ela chata de início, pois dificultava coisas óbvias, como o fato de que o Renato não iria adivinhar se ela gostava dele ou não, ela precisava se declarar, ir em frente, tomar as próprias decisões e viver a vida dela apesar de gostar dele. Mesmo no início com um lista interminável de críticas a Suzan, fui me deixando envolver pela trama, que ainda me reservava muitas surpresas!

A narrativa da Graciela é bem leve e dinâmica, mergulhamos de cabeça na vida de Suzan e seus amigos, como se estivéssemos realmente compartilhando de suas expectativas e angústias, é essa aproximação que faz toda a diferença no final da trama, pois o livro deixa aquela saudade gostosa que te faz se arrepender de não ter ido mais devagar com os últimos capítulos.

Quando o Vento Sumiu é um livro sobre amizades e amores intensos, sobre como a realidade pode ser cruel com todo mundo e principalmente sobre decisões que podem mudar o rumo de belas histórias pra sempre. Uma leitura imperdível pra quem quer conhecer novos nomes da literatura brasileira e se apaixonar ainda mais por ela!

Playlist:

A música tem um papel muito importante em Quando o Vento Sumiu e como consequência disso fiz uma pequena playlist com hits que na minha opinião combinam com a vibe do livro! Aperta o play e até a próxima!

                                                     

sábado, 27 de agosto de 2016

Leituras e Devaneios: Depois de Você - Jojo Moyes





Sim, começo a escrever esse texto ainda com o coração acelerado. O fim de Depois de Você, a esperada continuação de Como Eu Era Antes de Você, me deixou cheia de emoções misturadas. E é tão bom quando um livro proporciona isso! E caso você não tenha lido o primeiro livro e queira se inteirar antes de ler esse post pode conferir um pouco da história aqui no meu post sobre ele.
 Sinopse: Quando uma história termina, outra tem que começar. Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.



Fui obrigada pelo meu subconsciente faminto por histórias  a ler Depois de Você, continuação de Como Eu Era Antes de Você, com um pouco de receio fui em frente na sequência, mesmo sabendo que ela poderia desconstruir tudo o que eu amei na protagonista Louisa Clark e foi isso que aconteceu. Jojo Moyes não teve pena de seus leitores e nos apresentou uma nova aventura da vida de Lou, daquelas que te revolta no começo, mas que depois de um tempo você começa a compreender que tudo aquilo foi necessário para que finalmente Lou pudesse se encontrar em seu próprio futuro.



Uma nova Lou Clark surgiu, nada de roupas extravagantes e coloridas que estranhamente pareciam combinar com o estilo vívido e alegre da moça e para a decepção de todos nós, nada de meinhas de abelhinha. De início foi difícil até imaginar essa nova Lou de "Camiseta branca e calça jeans" mas depois foi ficando mais simples compreender seus motivos. Como ela poderia seguir em frente depois de perder alguém tão marcante como Will? 
Em Como Eu Era Antes de Você, Lou conheceu o ponto de vista de Will e da vida amarga que ele vivia, mas ao tentar mudar as opiniões dele acabou mudando ás próprias decidindo viver melhor e intensamente. Pena que essa decisão se foi junto com Will pois ele era a raiz desse sentimento.

                

A Lou que conhecemos no início do livro é de assustar, amargurada, presa em um emprego que não gosta e com o peso de achar que não está fazendo aquilo que Will pedira: viver intensamente. Além de tudo isso recomeçar uma vida longe da casa, sozinha e convivendo com o luto faz com que Lou se perca em seus objetivos, principalmente quando ela encontra uma pessoa muito importante na vida de Will (que eu não vou dizer quem é) que a faz deixar de lado a própria vida.

Ao fim, todas as escolhas que Lou faz durante o livro apesar de parecerem ser erradas de início levam na a um final feliz, mas não definido. Ela volta a se reconhecer e aceitar um recomeço sem Will ao seu lado, a presença dele em sua memória deixou de ser um peso, um motivo de tristeza, para ser uma lembrança de felicidade e crescimento.

No geral eu até que gostei bastante, não quanto o primeiro livro, mas foi uma leitura prazerosa, gostei do estilo da JoJo Moyes que parece estar escondendo pistas sobre os personagens por entre ás páginas e no decorrer da leitura você vai descobrindo um pouco mais, se deliciando e sendo instigado pela vontade de presenciar um final feliz para Lou e as pessoas que ela ama.

E você que achou de Depois de você? Já leu? Vai ler? Deixe sua opinião!!

Hasta la Vista! ;*

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Para ler, ver e ouvir: Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes



Não sei vocês, mas eu particularmente AMO a sensação de assistir a uma adaptação de um livro que eu gosto para filme, nem que seja para ficar revoltada com o resultado final ou com alguns detalhes, o que claro sempre acontece já que a interpretação do roteirista do filme não é a mesma que a sua e a não ser que você seja um aspirante a roteirista de Hollywood e vá adaptar algum livro que você ama um dia, é melhor se acostumar com essas experiências negativas. Maaaas, nem tudo são espinhos, volta e meia e , sejamos razoáveis, na maioria das vezes, as adaptações de best sellers são boas maneiras de fazer o livro migrar para outras mídias e por quê não, alcançar novos leitores ávidos por histórias de amor.

É esse o caso de Como Eu Era Antes de Você ( Me Before You) um romance escrito pela já popular Jojo Moyes, ganhou sua adaptação recentemente para as telonas. Eu claro, não quis ficar fora dessa e fui escolher o caminho pelo qual eu iria conhecer essa história. Minha escolha desta vez foi: livro primeiro, filme depois. Nada contra os filmes, eu sinceramente não me apego a isso, como disse antes, gosto da sensação de imaginar primeiro e ver se minhas escolhas se encaixariam com as dos produtores do longa, é como se eu contasse os erros e acertos, ou as coisas que eu escolheria melhor 'haha


Para quem ainda não conhece o livro, segue a sinopse:
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

#Para Ler:


Tive três fases na leitura deste livro, podendo ser classificadas como: 1) "OMG não estou curtindo, vou largar em 3... 2.." 2) "OMG não consigo largar mais isso! Vamos lá Lou, você consegue!! Go Girl!" 3) "OMG tá acabando, não sei lidar com isso!!"  Não demorei muito na leitura, até porque não consegui largar mais, me apeguei a Lou Clark um pouco depois dos primeiros capítulos e estou apegada até agora. Viva a ressaca literária! Quem nunca!?
A escrita de Jojo Moyes é detalhada, mas direta, ela nos deixa saber exatamente o que precisamos para que nos identifiquemos com sua personagem principal de maneira a compartilhar das inseguranças e paixões dela. Vai dizer que você não ficou querendo (ou vai querer) uma meia de abelhinha também?
Como Eu Era Antes de Você é acima de tudo uma história de amadurecimento, crescimento e amor, um romance delicado e puro. Que faz jus ao grande sucesso que tem!

          


#Para Ver:


Gostei bastante da adaptação do livro, muitas coisas coincidiram com minhas expectativas, primeiramente a escolha dos personagens, os principais, Lou e Will já estavam na minha minha mente como Sam Clafin e Emilia Clarke então eles já continuaram sendo perfeitos. Emilia então é a personificação perfeita da Lou! Alguns personagens com alguns detalhes diferentes da minha mente que não tiraram a beleza do filme, por exemplo, imaginei Nathan, o enfermeiro de Will, negro, os pais de Will mais novos e a irmã de Will bem magra e alta, minha sorte é que ela é tão chata que nem no filme apareceu!

O que achei como ponto negativo foi a falta de alguns detalhes da vida de Louisa, que podem ser amargos mas são importantes para que pudéssemos compreender melhor algumas das atitudes dela e sua posição diante da própria vida, assim como seu relacionamento com o namorado Patrick, com a sua irmã Katrina e posteriormente com Will. Então se querem saber mais sobre Lou, o livro é a melhor opção.

Um ponto superpositivo no filme foi a "não exploração do dramalhão", é tudo bem leve, puro e muito delicado nas ambientações e cenas, apesar de tratar sobre um assunto polêmico, em nenhum momento parece que o filme (nem o livro) está te forçando a sofrer com os personagens, você apenas sente o que achar ser verdadeiro.

#Para Ouvir:


Tem coisa melhor do que transformar um filme/livro em música? Como Eu Era Antes de Você faz isso com maestria nos cativando logo nas primeiras notas.
Quando eu pensei que não poderiam deixar Thinking Out Loud do Ed Sheeran mais romântica, colocam ela em uma cena super fofa e emocionante do filme. Além dela temos Photograph, também do nosso ginger mais fofo Ed Sherran.
Destaque para a música Not Today, interpretada por Imagine Dragons e escrita especialmente para integrar a trilha sonora do filme.


Confira também Unsteady por X Ambassadors:


                                             


Terminamos por aqui nosso Ler, ver e ouvir, com a certeza que Como Eu Era Antes de Você se encaixa perfeitamente nessas categorias graças a sua leveza e beleza, se não conferiu a história ainda escolha seu caminho (ouvir, ver depois ler/ ler, ouvir e ver/ ver, ouvir, ler) e se jogue nessa vibe apaixonante <3

                                     

Hasta La vista! :*


 

domingo, 12 de junho de 2016

Leituras e Devaneios: Um Sorriso ou Dois - Frederico Elboni



Olá leitores, hoje nosso devaneio é sobre o livro mais fofo que eu li por esses dias: Um sorriso ou Dois de Frederico Elboni, acredito que vocês já conheçam o Fred, sim a gente chama de Fred porque depois de ler o livro você se sente amiguinha dele 'haha  



Com três livros já publicados, sendo Um Sorriso ou Dois o primeiro deles, Fred estende o trabalho que encontramos no seu blog "Entenda os Homens" de uma forma muito mais íntima. Me senti realmente como se estivesse tendo um papo cara a cara com ele.

"Para Frederico Elboni, não existe certo ou errado quando os sentimentos estão em pauta. O que importa é encontrar harmonia e equilíbrio entre quem somos e o que fazemos; entre nossas ações e nossa perspectiva diante da vida.
E, consciente de que mulheres trazem na bagagem alguns conflitos internos em relação ao mundo e aos homens – e haja conflito! -, esse jovem autor se dirige a elas: mulheres apaixonadas, decepcionadas, ingênuas, destemidas... Todas ansiosas por palavras que as façam abrir em seu rosto um lindo e incessante sorriso. Ou dois."


Um sorriso ou dois é uma coletânea de crônicas e contos estes podem ser divididos em três partes: crônicas, contos e vida a dois, que retratam os relacionamentos, amorosos e as problemáticas que os envolvem, dentre eles as ‘nóias das mulheres com relação a postura dos homens em um relacionamento, sendo ele sério ou casual.

Apesar do título ser “para mulheres que querem mais” acredito que ele pode ser lido por ambos os sexos, são ideias que devem ser discutidas por todos que tem a chance de participar de uma relação e queiram que esta possa ser tranquila, ou que queiram  ser solteiros e poder ficar de boa curtindo a vida por aí. O problema é que tanto para mulheres e homens a sociedade impõe modos de se comportar quando os assuntos são relações afetivas,o que atrapalha no que deveria ser mais importante; sermos nós mesmos de uma forma natural e verdadeira.  

O livro é um afago no coração, por mais que  tenhamos uma boa alta estima e segurança nos relacionamentos sempre há aquele medinho atrás da orelha assombrando e dizendo “tudo esta bem agora mas pode desmoronar a qualquer momento” ou se você curte sua solteirice o medinho fala “aah, mas nenhum homem vai te querer rodada deste jeito!" Você termina a leitura cheia de esperanças e novas ideias, além daquela vontade de sair indicando o livro pra todo mundo! É como se as palavras do Fred fossem abrindo seus olhos para coisas que nem sempre paramos pra pensar, mas que são relevantes e podem fazer a diferença em nossa postura em um relacionamento.

                           


No final todos queremos arrancar um sorriso ou dois da pessoa que amamos, e a maneira mais fácil de conseguir isso não é seguir nenhuma regra da sociedade ou seguir o que outras pessoas dizem, é sim saber se desprender deste tipo de preocupação e focar no que que deve ser o ponto principal de um relacionamento saudável; felicidade conjunta.

Nem preciso dizer que amei cada palavrinha do livro né? E super recomendo pra todo mundo que queira ler algo tranquilo, debaixo das cobertas em um domingo frio ou largado na rede em uma tarde de sol.

Hasta La Vista! :*

sábado, 7 de maio de 2016

Leituras e Devaneios: de Shakespeare, um soneto...




William Shakespeare é até hoje um dos nomes mais lembrados da literatura inglesa, o poeta e dramaturgo deixou uma vasta obra de clássicos atemporais que continuam sendo difundidas, adaptados e reinterpretadas durante séculos. 


Também considerado como o pai da língua inglesa moderna, Shakespeare além das grandes peças teatrais deixou uma coleção de sonetos que também refletem seu grande talento como poeta. E este será o principal ponto da presente discussão, apresentar as características formais de um soneto shakespeariano bem como seu tema. Como matéria da presente análise será utilizado o soneto 71.

Soneto 71 - William Shakespeare

Quando eu morrer não chores mais por mim
Do que hás de ouvir triste sino a dobrar
Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
Do mundo vil pra com os vermes morar.

E nem relembres, se estes versos leres,
A mão que os escreveu, pois te amo tanto
Que prefiro ver de mim te esqueceres
Do que o lembrar-me te levar ao pranto.

Se leres estas linhas, eu proclamo,
Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,
Nem tentes relembrar como me chamo:

Que fique o amor, como a vida, acabado.
Para que o sábio, olhando a tua dor
Do amor não ria, depois que eu me for. 


Muito se especula sobre do que se tratam os sonetos, ou para quem seriam escritos, pois estes se diferem notavelmente dos demais escritos em sua época, o soneto 71, por exemplo, foi escrito por William Shakespeare na fase que abrange o soneto 18 até o soneto 126 onde Shakespeare se dirige a um jovem, The Young man, sobre o poder destrutivo do tempo, que é contrariado pela força do amor e da poesia. 


O soneto 71 caracteriza bem essa fase, pois o autor expressa o que deseja que façam ou não depois que ele morrer querendo apenas que o ser amado esqueça-se do amor e de quem ele era, para que não seja causado sofrimento pela sua partida. 

É uma espécie de consolo feito pelo poeta que acredita que poderá morrer antes de seu amado, e pede para que o mesmo se esqueça dele após este fato, e até mesmo se desfaça do amor que existia, sem sofrimentos, pois lembrar do amor seria mais um motivo para deixa-lo triste e fazer com que as outras pessoas pensem que o amor e todos envolvidos com ele são tolos. 


O desenvolvimento do tema dentro do soneto acontece nas três primeiras estrofes, onde somos apresentados ao tema (a morte do poeta) que será mais bem detalhado (coisas que o Young man deve agir diante da morte do poeta) e concluído nos dois últimos duetos ( não sofrer pela morte, e esquecer-se do amor.) 

Sobre os elementos formais deste soneto, assim como os demais, este é construído de acordo com o Iambic Pentameter com versos decassílabos que apresentam padrão de rima abab cdcd efef gg, também conhecido como o padrão Shakespeariano.


                                      

Mais sobre o soneto Shakespeariano....

ESTRUTURA BÁSICA DA COMPOSIÇÃO

O Soneto Inglês ou Shakespeariano deve obedecer, para os versos a seguinte estrutura:

Ter um conjunto de 14 versos, dispostos numa única estrofe (monostrófico), com um dístico final, separado por dois espaços para diferencia-lo do restante da construção do SONETO INGLÊS. Podemos chamar os 12 primeiros versos de espaço para DESENVOLVIMENTO DA IDEIA do poema; já o dístico final (conjunto de 2 (dois) versos – denominado pelos ingleses de “couplet”) como a CONCLUSÃO da ideia do poema.
METRO E RITMO

Todos os versos possuem METRO DECASSÍLABO (verso com 10 sílabas poéticas) utilizando o PENTÂMETRO JÂMBICO, que é composto por cinco pés, sendo cada pé um jambo - transferindo para uma linguagem mais simples podemos dizer assim: utiliza-se uma sílaba poética átona seguida de uma sílaba poética tônica (acentuada), por 5 (cinco) vezes seguidas em cada verso até formar, por completo, o verso Decassílabo Shakespeariano: o PENTÂMETRO JÂMBICO, que visualizando dá este esquema RÍTMICO:

U – U – U – U – U –  (U sílaba fraca; – sílaba forte).

Esta estrutura de verso é possível de se realizar, com maior facilidade, no idioma Inglês porque este possui boa quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos; o que no nosso idioma acontece em menor quantidade. Esta menor quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos traz maior dificuldade ao poeta, que escreve em Português, na criação do Pentâmetro Jâmbico.

OBSERVAÇÃO: Shakespeare não tinha a preocupação de manter este esquema rítmico em todos os versos. Ele, às vezes, transgride a regra do Pentâmetro Jâmbico, em algum verso do Soneto Inglês.

Esta afirmação fica clara na dificuldade da tradução, para o Português, dos Sonetos de Shakespeare, onde, os tradutores precisam aclimatar, a maior possibilidade de idéias, por conta do maior número de vocábulos monossílabos e dissílabos presentes no verso decassílabo em Inglês, em um verso, com vocábulos equivalentes no Português: trissílabos e quadrissílabos.


Curtiram?! Qual é o soneto de Shakespeare que você mais gosta? Deixe seu comentário e até a próxima!


referência: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/2062310




sábado, 23 de abril de 2016

Leituras e Devaneios: O Duque e Eu - Julia Quinn



     Olá leitores estou aqui mais uma vez para dividir com vocês as minhas impressões sobre a minhas leituras, hoje, o primeiro livro, dos oito  da série Os Bridgertons- O Duque e Eu. A inserção desta obra  na minha lista foi uma surpresa já que esta leitura não estava programada. Abri um espaço na minha lista já que muitas pessoas me indicaram este livro por saber que eu gosto da autora Jane Austen. Júlia Quinn  é considerada Jane Austen contemporânea. Fiquei curiosa e fui descobrir sobre o que o livro se tratava.



   Não me arrependi, apesar de ter demorado mais tempo nessa leitura do que eu pretendia, é a vida social atrapalhando a vida de leitora mais uma vez... a experiência foi muito prazerosa.Logo de incio Júlia Quinn, como uma boa aprendiz de Austen que é, já vai logo nos apresentando seus personagens, por meio de sua escrita leve e divertida, de uma forma que ficaria impossível não se apaixonar por eles.

   Nossa heroína Daphne Bridgerton é a menina mais velha da família que sofre com os dilemas que uma típica moça de época tem que passar, como por exemplo, seguir à risca as regras da sociedade para preservar sua honra, sobreviver as investidas de sua mãe para lhe arranjar um bom casamento, pois com 21 anos Daphne já pode ser considerada uma solteirona. A família Bridgerton é composta pela matriarca Violet, que é uma perfeita caricatura da Sra Bennet de Orgulho e Preconceito, obcecada em arrumar bons casamentos para  seus oito filhos, que são sempre muito unidos, principalmente os meninos mais velhos, sempre empenhados em proteger as irmãs mais novas.



    O Duque de Hastings é o nosso "herói" que vive uma turbulenta história de amor com Daphne, mas antes disso ele corre de romance igual um vampiro da cruz! Simon é misterioso e taciturno, meio um Mr. Darcy, não tem como não comparar: rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon,o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Porém sua história de vida faz com que ele nunca queira casar, mesmo se sua pretendente for inteligente e espirituosa como Daphne.

    E é assim que se inicia o ápice da trama, para se livrar das garras das senhoras que estão loucas para casar as filhas com um Duque, Simon precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. 

    Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

     O Duque é eu é uma leitura deliciosa, um romance perfeito para se ler na cama em um fim de noite ou enrolada nas cobertas em um dia chuvoso. Tenho mais sete livros da série pela frente e com certeza irei continuar a série, me apaixonei pela família Bridgerton e não vejo a hora de conhecer as histórias dos irmãos de Daphne. Aguardem!

Beijinhos,
Hasta la vista!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Leituras e Devaneios: O Lado Bom da Vida - Matthew Quick



Hey Leitores!

Hoje nosso devaneio é sobre as páginas de O Lado Bom da Vida obra escrita por Matthew Quick em 2008 e adaptada para o cinema em 2012, sua adaptação é muito elogiada e é conhecida por ter dado a Jennifer Lawrence sua primeira estatueta do Oscar.


Sinopse

"Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança."


Bastou o primeiro capítulo e pronto! Eu já estava apaixonada pelo Pat Peoples o herói de "O Lado Bom da Vida" e já estava torcendo por ele, seja lá o que ele quisesse alcançar.

Matthew Quick soube ser esperto e para o bem da sua história criou um primeiro capítulo que mais serve como um laço, que prende o leitor desde o inicio da obra. Não tem como terminar esse capítulo sem se apaixonar por Pat e torcer pelo final feliz que ele tanto almeja.




O Lado Bom da Vida é um livro sobre tolerância, cheio de personagens super diferentes entre si, uns que você aprende a amar e outros a odiar. Começando pelo pai de Pat, o personagem que mais odiei durante o livro, é muita insensibilidade em um personagem só era incrível como ele não conseguia ver além das limitações do filho e enxergar que ele poderia ser alguém melhor se tivesse o apoio de todos. Inclusive a dele próprio.


Outro personagem super legal é o Dr. Patel e a relação que ele constrói com seu paciente Pat, mesmo sabendo que a essa relação é muito delicada, levando em conta que Dr. Patel trata da saúde mental de Pat, eles conseguiram encontrar uma paixão em comum, o futebol americano, que os uniu ainda mais e fez da amizade um ótimo acréscimo a terapia de Pat.

 
Falando sobre futebol americano, se você não curte muito ler sobre esse tipo de esporte vai ter um pouco de dificuldade durante o enredo já que este é cheio de referências a liga de futebol americano dos EUA.


Pat Peoples é um herói em extrema confusão para os outros mas totalmente decidido para si mesmo, apesar de suas limitações e dúvidas ele acredita que tem a chance de ser feliz e que não pode perder essa chance por nada mesmo sabendo o quão difícil poderá ser a sua trajetória.



Pat, além de tudo se torna um leitor voraz, no decorrer do livro ele nos conta suas impressões sobre os grandes clássicos que lê e o quanto decepcionado ele fica por saber que finais felizes nem sempre são permitidos, na vida e consequentemente na literatura. Entre essas sobras estão: O Grande Gatsby e O Apanhador no Campo de Centeio. 


                                   

Durante sua trajetória Pat deixa sempre claro os seus objetivos e se supera a cada novo capítulo, desde a saída do 'lugar ruim' até quando ele decide escolher pra sua vida aquilo que está ao seu alcance. O Lado Bom da Vida é um livro para sonhadores, pessoas que como Pat são persistentes e que acreditam que mesmo em situações difíceis o melhor pode acontecer. Um livro pra se apaixonar, chorar e se deliciar.

Hasta La Vista! :*

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Leituras e Devaneios: Profissões para Mulheres: Sobre Agent Carter e Virginia Woolf


Buenas!

Hoje vamos ter muito o que devanear sobre este post. Primeiramente este é baseado na leitura do livro Profissões para Mulheres e Outros Artigos Feministas da autora Virginia Woolf. Durante a leitura, percebi que esta obra tem bastante a ver com o plot da série de TV Marvel's Agent Carter e do perfil de sua personagem principal Peggy Carter. As duas obras, mesmo retratando realidades diferentes entre os anos 30 e 40 tem muito a ver com questionamentos que ainda nos fazemos hoje.

Vamos começar com um breve perfil das protagonistas deste post:

#Virginia Woolf



Virginia Adeline Stephen Woolf nasceu em Londres, Inglaterra, em 1882. Seu pai, um crítico literário, foi quem a educou. Figura central do grupo Bloomsbury, do qual também participaram E. M. Forster, Katherine Mansfield, Maximo Gorki, entre outros, colaborava com o Times Literary Supplement. 

Em 1912, casou-se com Leonard Woolf e fundou a casa editorial Hogarth Press, que lançou, além da própria escritora, T.S.Elliot, Forster e K. Mansfield. Foi a primeira editora a publicar a obra de Freud em inglês. Seu primeiro livro, A viagem, foi publicado em 1915. Depois vieram, entre outros,Noite e dia (1919), Mrs. Dalloway (1925), O quarto de Jacob (1922), Rumo ao farol (1927), Orlando (1928), Um teto todo seu (1929), As ondas (1931). No início da década de 1930, Vir­ginia já apresentava um histórico de saúde mental frágil, que culminaria no seu suicídio, em 1941.


#Agent Carter


Margaret "Peggy" Carter fez sua primeira aparição na revista Tales of Suspense #75 em março de 1966 criada pelos mestres Jack Kirby e Stan Lee. No início também era chamada de Agente 13, mesmo codinome que sua sobrinha Sharon Carter décadas mais tarde iria aderir (em outra história Sharon era irmã mais nova de Peggy).Carter foi uma das melhores agentes da Strategic Scientific Reserve (SSR) durante a segunda guerra mundial. Onde conheceu seu grande amor Steve Rogers, vulgo Capitão América. Nas histórias em quadrinhos eles se conheceram durante missões e Rogers não sabia o verdadeiro nome de Peggy, somente seu codinome.


Já no Universo Cinematográfico da Marvel, Peggy Carter é originalmente britânica, um oficial da British Armed Forces Special Air Service, durante a Segunda Grande Guerra. Conheceu Steve Rogers, antes desse se tornar o Capitão América, na base militar onde Steve foi treinar.

Teve um papel marcante na vida do Bandeiroso, sendo o grande amor de sua vida, que ficou lhe devendo uma última dança, antes de cair no oceano depois da luta contra o Caveira Vermelha no filme Capitão América: O Primeiro Vingador. Peggy Carter também participou da sequência Winter Soldier, já idosa, e com visíveis problemas de memória. 

...

Mas o que a renomada escritora inglesa e uma personagem ficcional tem em comum? Mais do que você imagina; as duas, uma através de suas obras e a outra nos fatos da série que protagoniza, demonstram em diferentes nuances e épocas, a posição das mulheres na sociedade patriarcal. Neste caso priorizando a profissão que exercem.

Virginia discute em seu livro a posição que as mulheres vinham tomando profissionalmente nos anos 30. O ensaio que abre o livro "Profissões para mulheres" Virginia expõem suas opiniões sobre os desafios que a mulher da época enfrenta para ocupar uma profissão que não seja ligada aos padrões que a sociedade lhe dita. Para tanto, usa sua experiência profissional como exemplo esta, que se limitou a escrita já que esta atividade era considerada respeitosa para uma moça.

                              Nor does she let a man assume she's a secretary.


O mesmo não pode se dizer de Peggy, os fatos aqui expostos dizem respeito ao enredo da 1ª temporada da série Agent Carter. Na série ambientada em 1946, acompanha Peggy Carter conforme ela lida com as consequências do retorno do exército para os EUA após o fim da guerra. Abalada depois do desaparecimento de Steve Rogers,  Peggy mesmo tendo participado de grandes missões como a que resultou na criação do Capitão América, é diminuída por seus colegas de trabalho, todos homens, e precisa neste ambiente dominado pelo sexo oposto, tentar fazer com que o seu trabalho seja respeitado.
Ser uma agente secreta não é uma profissão comum para uma mulher, e ela sofre com essa visão toda vez que no escritório é "confundida" com uma secretária e é designada para trabalhos como, atender telefones e buscar o almoço...

Thompson:"estes relatórios de vigilância precisam ser arquivados e você é sempre muito melhor neste tipo de coisa."
Peggy: Que tipo de coisa é essa, Agente Thompson? O alfabeto?"
  Virgínia Woolf prossegue seu argumento descrevendo alguns dos desafios que ela enfrentou para seguir a carreira de escritora, entre eles superar a sombra do "anjo do lar" que nada mais é do que o ideal feminino da época, que indicava como a mulher DEVERIA ser para ser respeitada: "em suma seu feitio era nunca ter opinião ou vontade própria e preferia sempre concordar com as opiniões e vontades dos outros." Woolf, resolveu "matar o anjo do lar dentro dela para que pudesse dar voz a sua verdadeira personalidade.

Carter por sua vez também parece ter se livrado do anjo do lar em suas decisões pessoais, mas não deixa de utilizá-lo como um aliado quando precisa para poder viver sua vida dupla e manter a fachada de "telefonista pacata" ou até dentro de seu escritório quando seus colegas a subestimam, e a veem como inferior usando, desta forma, o próprio machismo deles contra os mesmos (quem assistiu a série entende melhor essa parte.)

Almost all of her male co-workers see her as less capable, so she uses their mistake against them.
Carter executando o tipo de atividade que lhe era designada e aproveitando para coletar informações para suas missões.
   "O anjo do lar morreu e o que ficou? Vocês podem dizer que o que ficou foi algo simples e comum (...) Em outras palavras agora que tinha se livrado da falsidade a moça só tinha de ser ela mesma. Ah, mas o que é ela mesma? Quer dizer o que é uma mulher? Juro que não sei. E duvido que vocês saibam. Duvido que alguém possa saber, enquanto ela não se expressar em todas as artes e profissões abertas às capacidades humanas." Como saber no que a mulher necessita ou o que ela almeja sem que ela mesma possa nos mostrar essas respostas? Essa era a discussão trazida por Woolf nos anos 30, as mulheres dando voz ao próprio sexo para que elas possam fazer as escolhas que quiserem para suas vidas.

"Vocês acham que me conhecem, mas eu nunca fui mais do que o que cada um de vocês tem criado"

Em mais um trecho do Livro "Profissões para mulheres..." Virginia cita o que seria o perfil do personagem Thompson e a maneira como este trata a Agent Carter durante a série: "Há um instinto masculino forte e Inextirpável de que uma jovem culta ou mesmo talentosa é o monstro mais intolerável de toda a criação."  Thompson, não somente vê em Carter uma ameaça, mas sabe que ela é talentosa e competente no que faz e não a respeita como tal por ela ser mulher.

Thompson says something that, at least in Episode 4, actually turns out to be true.
Thompson: "A ordem natural do universo. Você é uma mulher. Nenhum homem irá te considerar como um igual."

Por fim, encerraremos nosso devaneio com mais um trecho de Virginia Woolf:
(...) Para um homem ainda é muito mais fácil do que para uma mulher dar a conhecer suas opiniões e vê-las respeitadas. Não tenho dúvidas de que, caso tais opiniões prevaleçam no futuro, continuaremos num estado de barbárie semicivilizada. Pelo menos é assim que defino a perpetuação do domínio de um lado e, de outro da servilidade. Pois a degradação de ser escravo só se equipara a degradação de ser senhor."

There is a shot early in the first episode where Agent Carter is symbolically fighting through men standing in her way.

Obs:
Poderia ter ficado um tempão aqui descrevendo o quanto a Agente Carter é girl power, mas fica aqui a minha recomendação: para quem ainda não assistiu a série ou leu o livro, eu super recomendo!

Para saber mais:

http://www.buzzfeed.com/arianelange/gloriously-feminist-moments-from-agent-carter#.ouneJNBAxb


http://esportenerd.com/serie/noticia/curiosidades-sobre-agent-carter20150105