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sábado, 25 de março de 2017

#Why Not?: Você quer mudar?




                                                              "I am not done changing
                                                             Out on the run, changing
                                                       I may be old and I may be young
                                                            But I am not done changing"

                                      Imagem relacionada

Eu sei que as vezes posso me centrar muito em mim, mas isso não significa que eu não pense em você. Posso não estar reclamando todo tempo, o que não me faz imune de ter problemas. Sempre procuramos e cobramos a verdade dos outros sem nem mesmo pensarmos em sermos verdadeiros com nós mesmos. E ser verdadeiro demanda esforço, demanda estarmos abertos a mudança.

                                  Resultado de imagem para flower bloom gif

Mudar não é fácil nunca foi, exatamente por ser algo que não é imediato, queremos nos pertencer e descobrir quem somos, tudo ao mesmo tempo e o mais rápido possível, mas quem nunca olhou para uma atitude de pouco tempo atrás e se deu conta o quanto aquilo não faz mais sentido ou não é mais parte do que você é?
Mudar é bom, se for para o bem, se for pra crescer, todo o benefício é bem quisto. Se mudar te faz bem vai em frente, se você precisa de uma mudança tome uma posição, mude! Se não der der certo, respeite seu passo atrás com a mesma coragem com a qual você avançou.

                         Resultado de imagem para flower bloom gif

Arriscamos, erramos, caímos tudo isso faz parte da mudança, ela se faz presente mesmo quando não percebemos, é impossível de fugir dela, o tempo por si só nos mostra isso dia após dia, ele muda as coisas sem que nos demos conta e fica cada vez mais difícil encontrar quem somos nós e nos desprender da sombra de quem fomos por isso se for mudar, priorize a sua verdadeira essência, aquilo que lhe faz feliz, não há problema algum em ser zeloso consigo mesmo. Seja uma metamorfose ambulante! Se rotule menos, a vida é feita das experiências que compartilhamos, tudo é passageiro faça de tudo para que sua trajetória seja a melhor possível.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Little Things: Página Versos Verdadeiros



Olá leitores, hoje o Little Things vai apresentar para você os poemas do meu amigo Rafael Cardoso. Eu adoro descobrir novas páginas sobre literatura e mais ainda sobre pessoas corajosas que se arriscam a transformar suas motivações em poesia! Hoje trouxe um poema do Rafa, originalmente publicado em sua página  Versos Verdadeiros no Facebook. E mais um pequeno bate papo com ele sobre seus escritos! 




Mídia Demoníaca


''Não vista essa roupa menina, 
Ande assim, coma menos, aprenda 
A se comportar'' e a andar como a 
Mídia impõe, obedeça ela, ouviu?!

Tamanho, peso, altura, roupa, e comida, 
É assim que essa mídia miserável a qual
Vivemos tenta e consegue cada vez mais 
Nos manipular, e é com ela que eu quero acabar!

Você não pode vestir determinada roupa
Porque está fora de moda, você não pode
Ter um corpo de 70 quilos porque você é feia...

Essa é a nossa mídia, você tem que comer 
Isso, e não aquilo, você tem que ser alta pra 
Ser modelo, tem que ter cabelo liso...

Você tem que ser clara, não pode ser ‘’um 
Pouco mais escura’’, porque senão determinados 
Trabalhos você simplesmente não consegue, 
Porque tudo gira em torno dessa mídia...

Essa mídia que te coloca hoje lá em cima, 
É a mesma que vai te colocar lá no chão 
Amanhã, esses padrões que você que
Segue é o mesmo que te menospreza!

A mídia brasileira é o um dos nossos 
Demônios, pois ela acaba com os nossos 
Sonhos, ela é sim demoníaca!

Já está na hora de nós acabarmos com 
Ela, de fazer com que ela perceba que 
Você gordinha e baixinha é linda assim mesmo!

Já está mais do que na hora dela perceber, 
Que o mundo gira em torno da gente, e não 
Dela, já está na hora dela nos temer, pois 
Sem nós elas não são ninguém.

Você que é negra, de cabelo encaracolado, 
Que usa turbante, que tem cabelo rastafári, 
Você é linda e maravilhosa sim, não se 
Abale por isso, essa mídia não é nada.



O Autor: 

Meu nome é Nilton Rafael Cardoso Souza, mas todos me chama de Rafael Cardoso, moro em Jacobina Bahia, nasci em São Paulo, mais especificamente em Guarulhos.


O que te inspirou/ motivou a escrever o poema "Mídia Demoníaca"?



O que me inspirou escrever esse poema foi um trabalho de educação física que a prof Conceição passou, que era de uma forma bem resumida para eu realizar um desfile no colégio com todo tipo de pessoa, ou seja mostrando a diversidade cultural do colégio e das pessoas com o seu jeito único de ser, ou seja, desfilaram pessoas, magras, altas, gordas, negras, brancas e etc, ou seja quebrando o tabu que para ser modelo precisaria necessariamente ser alta, magra e ''bonita'' aos olhos da mídia.

Quando começou a escrever poemas?

O que me leva a escrever é porque eu gosto de escrever, é simples, gosto de escrever geralmente quando estou inspirado, sendo assim tudo que eu escrevo é o que eu sinto, eu posso me inspirar em uma pessoa, em uma música, um filme, ou simplesmente em nada, já que o nada me faz pensar e questionar.

Faça um convite para as pessoas visitarem a sua Página!


Caros leitores, minha página de poemas é bem peculiar, ela é bem diferente de todas que vcs já viram, os meus poemas quase todos são inspirados em histórias reais, alguns em letras de músicas, novelas, filmes, ou simplesmente um trabalho escolar, e eu convido vocês a mergulharem nessa minha fantasia, se caso gostarem fiquem a vontade para curtir, comentar, compartilhar e criticar, na minha página tudo é aceito se for dentro dos padrões de respeito! Eu espero a sua visita ansiosamente.

Gostou? Que tal dar uma passadinha na page do Rafa? É só acessar:

 www.facebook.com/VersoVerdadeiro/


Hasta La VIsta ! :*





sábado, 7 de maio de 2016

Leituras e Devaneios: de Shakespeare, um soneto...




William Shakespeare é até hoje um dos nomes mais lembrados da literatura inglesa, o poeta e dramaturgo deixou uma vasta obra de clássicos atemporais que continuam sendo difundidas, adaptados e reinterpretadas durante séculos. 


Também considerado como o pai da língua inglesa moderna, Shakespeare além das grandes peças teatrais deixou uma coleção de sonetos que também refletem seu grande talento como poeta. E este será o principal ponto da presente discussão, apresentar as características formais de um soneto shakespeariano bem como seu tema. Como matéria da presente análise será utilizado o soneto 71.

Soneto 71 - William Shakespeare

Quando eu morrer não chores mais por mim
Do que hás de ouvir triste sino a dobrar
Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
Do mundo vil pra com os vermes morar.

E nem relembres, se estes versos leres,
A mão que os escreveu, pois te amo tanto
Que prefiro ver de mim te esqueceres
Do que o lembrar-me te levar ao pranto.

Se leres estas linhas, eu proclamo,
Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,
Nem tentes relembrar como me chamo:

Que fique o amor, como a vida, acabado.
Para que o sábio, olhando a tua dor
Do amor não ria, depois que eu me for. 


Muito se especula sobre do que se tratam os sonetos, ou para quem seriam escritos, pois estes se diferem notavelmente dos demais escritos em sua época, o soneto 71, por exemplo, foi escrito por William Shakespeare na fase que abrange o soneto 18 até o soneto 126 onde Shakespeare se dirige a um jovem, The Young man, sobre o poder destrutivo do tempo, que é contrariado pela força do amor e da poesia. 


O soneto 71 caracteriza bem essa fase, pois o autor expressa o que deseja que façam ou não depois que ele morrer querendo apenas que o ser amado esqueça-se do amor e de quem ele era, para que não seja causado sofrimento pela sua partida. 

É uma espécie de consolo feito pelo poeta que acredita que poderá morrer antes de seu amado, e pede para que o mesmo se esqueça dele após este fato, e até mesmo se desfaça do amor que existia, sem sofrimentos, pois lembrar do amor seria mais um motivo para deixa-lo triste e fazer com que as outras pessoas pensem que o amor e todos envolvidos com ele são tolos. 


O desenvolvimento do tema dentro do soneto acontece nas três primeiras estrofes, onde somos apresentados ao tema (a morte do poeta) que será mais bem detalhado (coisas que o Young man deve agir diante da morte do poeta) e concluído nos dois últimos duetos ( não sofrer pela morte, e esquecer-se do amor.) 

Sobre os elementos formais deste soneto, assim como os demais, este é construído de acordo com o Iambic Pentameter com versos decassílabos que apresentam padrão de rima abab cdcd efef gg, também conhecido como o padrão Shakespeariano.


                                      

Mais sobre o soneto Shakespeariano....

ESTRUTURA BÁSICA DA COMPOSIÇÃO

O Soneto Inglês ou Shakespeariano deve obedecer, para os versos a seguinte estrutura:

Ter um conjunto de 14 versos, dispostos numa única estrofe (monostrófico), com um dístico final, separado por dois espaços para diferencia-lo do restante da construção do SONETO INGLÊS. Podemos chamar os 12 primeiros versos de espaço para DESENVOLVIMENTO DA IDEIA do poema; já o dístico final (conjunto de 2 (dois) versos – denominado pelos ingleses de “couplet”) como a CONCLUSÃO da ideia do poema.
METRO E RITMO

Todos os versos possuem METRO DECASSÍLABO (verso com 10 sílabas poéticas) utilizando o PENTÂMETRO JÂMBICO, que é composto por cinco pés, sendo cada pé um jambo - transferindo para uma linguagem mais simples podemos dizer assim: utiliza-se uma sílaba poética átona seguida de uma sílaba poética tônica (acentuada), por 5 (cinco) vezes seguidas em cada verso até formar, por completo, o verso Decassílabo Shakespeariano: o PENTÂMETRO JÂMBICO, que visualizando dá este esquema RÍTMICO:

U – U – U – U – U –  (U sílaba fraca; – sílaba forte).

Esta estrutura de verso é possível de se realizar, com maior facilidade, no idioma Inglês porque este possui boa quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos; o que no nosso idioma acontece em menor quantidade. Esta menor quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos traz maior dificuldade ao poeta, que escreve em Português, na criação do Pentâmetro Jâmbico.

OBSERVAÇÃO: Shakespeare não tinha a preocupação de manter este esquema rítmico em todos os versos. Ele, às vezes, transgride a regra do Pentâmetro Jâmbico, em algum verso do Soneto Inglês.

Esta afirmação fica clara na dificuldade da tradução, para o Português, dos Sonetos de Shakespeare, onde, os tradutores precisam aclimatar, a maior possibilidade de idéias, por conta do maior número de vocábulos monossílabos e dissílabos presentes no verso decassílabo em Inglês, em um verso, com vocábulos equivalentes no Português: trissílabos e quadrissílabos.


Curtiram?! Qual é o soneto de Shakespeare que você mais gosta? Deixe seu comentário e até a próxima!


referência: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/2062310