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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

#Retrospectiva Literária: Leituras de 2017!



Oiee my dear leitores!


           Como já é tradição nesse humilde bloguinho, trago hoje as categorias de melhores leituras do ano, primeiramente gostaria de explicar que li pouco esse ano, pouco das coisas que eu realmente queria como continuar minhas sagas, séries e trilogias que não estão dentro da grade do mestrado 'haha, mas se formos considerar minhas pesquisas, disciplinas e afins, eu li muito esse ano e descobri/aprendi muitas coisas novas e edificantes.
Hoje trarei uma breve listinhas do que foi lido dentro dos escapes da pesquisa! hahah Vamos nessa!

#1 O queridinho do ano: UM TETO TODO SEU - Virgínia Woolf


Esse é o único livro ligado a minha pesquisa nessa lista e foi exatamente por isso que ele é o queridinho, Um Teto Todo Seu trata sobre autoria feminina e os desafios que a mulher enfrenta da sociedade para se posicionar como um ser pensante detentor de conhecimento válido para tratar sobre o próprio ponto de vista e o que está a sua volta principalmente dentro da literatura, já que é esse o ponto de discussão que a maravilhosa Virginia Woolf põe em foco.

#2 Surpresa do ano: OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA - Rupi Kaur


Confesso que fiquei vários dias considerando se esse livro seria bom ou não, antes de comprá-lo 'rsrsrs foi uma surpresa exatamente por isso, depois que o li comecei a compreender todo o burburinho em volta dele e claro saí recomendando pra todo mundo. A poesia de kaur é verdadeira ao extremo e traz o relato de conflitos comuns a toda mulher que busca o auto conhecimento e a afirmação do próprio eu.

#3 Para ler e assistir: O CONTO DA AIA -Margaret Atwood


Alguém tem dúvida de que O Conto da Aia foi um dos maiores destaques do ano? Acompanhada da série homônima produzida pelo Hulu, a obra de Margaret Atwood foi uma das minhas melhores leituras do ano, um romance visceral onde a todo tempo você é envolvido pela trama e porque não dizer surpreso do quão verossímeis são os eventos que levam a realidade de Offred ser como é.

#4 Bye Bye do ano: BELO FUNERAL - Jamie McGuire


Lencinhos à postos pois a série Irmãos Maddox chegou ao fim... Belo Funeral foi o último livro da série unindo todos os Maddox em 265 páginas, onde todas as tramas dos outros romances se fecham em um final surpreendente, já são três anos seguindo essa série e com certeza sentirei falta de ler coisas inéditas sobre essa família sexy e imprevisível. 

#5 Gostinho de quero mais: O LADO FEIO DO AMOR - Colleen Hoover


Gostinho de quero mais! Li o Lado Feio do Amor bem no comecinho de 2017 e prometi pra mim mesma que leria mais coisas da Colleen durante o ano, maas muitos plot twists aconteceram e não consegui ler mais nenhuma obra dela até agora.. :'( 
Este livro é maravilhoso, discute o amor por um lado comum, mas de um ângulo nem sempre explorado. A escrita de Colleen é precisa e nos dá a sensação se estar dentro da trama compartilhando cada angústia com os personagens. Quero mais Colleen urgente!

Essa foi minha listinha! Que 2018 venham com muitas leituras para todos nós! See ya! ;)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

#Little Things: Lidando com Jamie Fraser no sec XXI


Oieeee!!!

Felizona de ter tirado esse tempinho pra compartilhar com vocês um pouco da minha mais nova série favorita de todos os tempos ~nem um pouco exagerada~ Sim, é a maravilhosa Outlander!!! 

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Pra quem não conhece ela narra a história de Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.

Segue o Trailer da primeira temporada pra quem quiser ficar por dentro:


Caso meus leitores aqui presentes não tenham assistido a série que agora está em sua terceira temporada, fica aqui o meu Spoiler Alert! Pois irei comentar dois fatos ocorridos durante a primeira temporada.

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Que James Alexander Malcom Mackenzie Fraser parece ser o escocês que pedimos a Deus não é mentira, mas algumas das ações dele nos fazem pensar em como o personagem é único e em como os séculos de distância entre ele, Claire e os espectadores parecem se tornar gigantes e próximos ao mesmo tempo.

A primeira vista Jamie é o típico herói cavalheiro e corajoso que nos acostumamos a ver nos filmes e séries por aí, forte, guerreiro, honesto e lindo de cair o queixo, mas o que não prestamos atenção em uma primeira impressão é que o Highlander dos nossos sonhos também é machista, conservador um típico homem do século XVIII apontando certos comportamentos na série , que não tiveram muita importância para a trama no geral, mas que fariam qualquer mulher do século atual pensar duas vezes em se envolver com ele.

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Vou destacar dois pontos que não saíram da minha cabeça, o fato do Jamie ter batido na Claire logo depois que ela tenta fugir dele e o motivo que o fez ficar longe de sua irmã por tantos anos: pensar que ela havia sido estuprada por Black Jack Randall.

No primeiro caso, logo após Claire tentar fugir de todas as formas para ás pedras de Craigh na Dun que a levaram na viagem do tempo. Jamie vai atrás dela e ao encontrá-la decide puni-la com agressão física. Se bem me lembro do episódio, ainda na primeira temporada, Jamie sofre muita pressão dos companheiros para que ele tome uma atitude sobre a fuga e essa foi a escolha feita por ele, parecia estar fazendo pela pressão mas, foi difícil de engolir depois de todos os feitos heroicos dele para com Claire.

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 Fica meio óbvio que na nossa época agressão física dentro de um casamento infelizmente não é novidade, convivemos com essa realidade, muitas vezes não tão distantes, sobre mulheres que sofrem em relações abusivas com homens que se sentem donos das esposas/namoradas/ficantes  que chegam a sofrer esse tipo de agressão, mas isso não deve fazer com que casos assim se tornem normais ou aceitáveis, pois não são! Não importa o quão perfeito o cara aparente ser, NADA JUSTIFICA UMA AGRESSÃO, sendo ela física ou de qualquer outra forma.

NA SÉRIE, Claire ao sofrer a agressão ficou tão perplexa que não teve uma reação imediata, mas logo após se afastar dele por um tempo ela o perdoou depois de Jamie dizer que espetaria uma faca no próprio coração se voltasse a tocar nela de forma agressiva. Claire teve em mente os mundos que os separavam, como eles sempre fazem e acabam compreendendo um ao outro, logo ela aceitou as desculpas, não sem antes dizer que comeria o coração de Jamie caso a promessa fosse quebrada. Românticos como só eles sabem ser.

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O segundo ponto diz respeito a relação de Jamie com a irmã Jenny, no decorrer da trama descobrimos que a irmã dele poderia ter sido estuprada por Jack Randall, isso é um dos motivos que fazem Jamie sentir vergonha de voltar para casa, pesa o fato de que ele por ser o irmão mais velho, deveria proteger a honra da irmã e meio que as circunstâncias acabam fazendo com que seja um pouco "culpa" dele a ida de Randall a casa da família que resultou neste fato, mas o que Jamie descobre depois é que sua irmã nunca foi estuprada por seu inimigo e que ela conseguiu se virar muito bem sozinha, casou, teve filhos e manteve as terras deles em ordem.

O que eu achei mais estranho nesse caso foi que ao saber que Randall poderia ter abusado da irmã, Jamie não se importou em tentar de alguma forma saber como a irmã estava emocionalmente depois do ocorrido ou mesmo depois de retornar ele meio que queria envergonhá-la pela ideia do filho dela poder ser de Randall. Muito ele pensava sobre como iria lidar com a desonra da irmã.

O que fica implícito aqui e em outros episódios onde estupro é mencionado, é que a vítima nem sempre é acolhida de forma adequada depois de um trauma desses, o que Jamie demonstra sendo um homem de 1742 é que a culpa/vergonha do estupro sempre recai sobre a vítima, nem a irmã dele escapou deste julgamento. Bem parecido com o que vivemos hoje, exceto que temos mais voz pra reforçar que estupro NUNCA é culpa da VÍTIMA!! Não importam as circunstâncias, meios, formas. A vítima merece amparo, acolhimento e acima de tudo respeito para poder seguir em frente.
NA SÉRIE, logo tudo se esclarece, Jenny perdoa Jamie e o acolhe novamente em casa.

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Devemos odiar Jamie por causa disso? Não, o que trago aqui é apenas uma reflexão já que as atitudes de Jamie são justificadas por ele pertencer a uma outra época e portanto viver de acordo com os costumes desta. O que não se pode esquecer é que no século XXI certos comportamentos como os dele não podem ser aceitos.

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Tentamos lidar com Jamie e ao mesmo tempo tentamos evitar cair de amores por ele, que como o personagem que é, representa o seu tempo mas também cresce e aprende muito em sua convivência com Claire. Então assistam Outlander e amem Jamie Fraser sem culpa, já que muitas vezes ele também provou que dentre os Highlanders ele é o melhor.

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sábado, 15 de outubro de 2016

LittleThings - Pensando sobre Cinema: Remakes, Reboots e Caça Fantasmas



O mercado cinematográfico recorre com frequência as estratégias do Remake e Reboot tendo como um dos principais objetivos atrair um público já "garantido" levando em conta que o fã do filme original iria se interessar pro um promissor remake de um filme já consagrado. E claro, ganhar uma nova platéia. Acontece que muitas vezes trazer de volta essas obras ao cinema não é a melhor ideia e o novo filme, sendo ele um reboot ou um remake corre o risco de não emplacar.

Antes de tudo vamos clarear um pouco a mente sobre os termos Remake e Reboot:

Remake:

Traduzindo literalmente para o português, remake significa “refazer”, o que quer dizer, pegar uma obra mais antiga e fazer uma refilmagem com um elenco novo e poucas mudanças em relação à obra original, ou seja, totalmente baseado na mesma. ( ex: A Fantástica Fábrica de Chocolate 2005)

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Reboot:

Na tradução literal significa “reinício”, assim, podemos dizer que é um reboot quando uma franquia é trazida de volta às origens com um novo elenco e até outra história, ou a mesma contada de um outro jeito, sem se basear em um filme específico. (ex: Jurassic World 2015)

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Recentemente, assistindo novamente De Volta pro Futuro me veio um medo em mente " e se decidirem fazer um remake desse filme?"  a primeira coisa que me veio a mente foram os terríveis exemplos de remakes que eu tive o desprazer de assistir e que pela nossa sorte acabam sendo esquecidos com o passar do tempo, sem antes deixar um rastro de vergonha alheia para os envolvidos. Fazer um filme ruim é uma coisa, mas fazer uma história renomada, clássica, com uma fórmula já bem sucedida ficar ruim é quase um pecado, isso sem falar dos prejuízos financeiros aos estúdios e os fãs decepcionados.


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Pois é, existe um remake de Psicose, lembrava disso? 

Porque assistimos a reboot/remakes? Simples, amamos as histórias e queremos vê-las recontadas, sendo sucesso e conquistando mais fãs! As vezes é só um toque de nostalgia, adicionado aos benefícios que os novos recursos cinematográficos podem adicionar a trama além de a interpretação de um novo diretor que apresenta sua versão dos fatos de um ponto de vista não antes pensado.

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Teste do remake mais desnecessário do cinema: de qual dessas Carries você correria se encontrasse com ela a meia noite sozinha na rua? Versão 1976 ou remake 2013?

Eu particularmente sou super a favor de reboots e remakes, por um lado eu super apoio um de De Volta Pro Futuro mesmo sentindo aquela dorzinha no coração por saber que o nosso personagem amado irá perder o rosto ator que sempre o interpretou (sim, o tombo vai ser grande Mr. Wolverine) ou até que seu filme amado pode tomar um rumo não tão bom. É claro que quando gostamos muito de um filme com potencial para ser refeito/reinterpretado meio que nos sentimos parte daquilo, queremos que nossas expectativas sejam preenchidas para sentirmos aquela sensação de ver tudo de novo como se fosse a primeira vez, só que dessa vez somos os espectadores especialistas do que é inédito e isso nem sempre dá certo. 

Who you gonna call?


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Recentemente assisti ao reboot de Ghostbusters (Caça Fantasmas) comédia clássica da década de oitenta que desde seu anúncio no fim 2014 causou furor já que os personagens principais do filme original, produzido a mais de 30 anos atrás, eram homens e o reboot apresentaria um time feminino.

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Os protagonistas anteriores Bill Murray (dr. Peter Venkman), Dan Aykroyd (dr. Ray Stant Harold) Ramis (dr. Egon Spengler) e Ernie Hudson ( Winston Zeddemore) deram lugar as maravilhosas (sim vou rasgar seda porque elas são divas e eu estou empolgada) Kristen Wiig (Erin), Melissa McCarthy (Abby), Kate McKinnon (Jillian) e Leslie Jones (Patty) 

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Daí começam os primeiros desafios de Ghostbusters logo de cara diretores e atrizes começaram a ser atacados pelas redes sociais, sim, aqueles mesmos que se sentiram especialistas do que não tinham visto ainda, alegaram que o filme por ter um elenco feminino destruiria suas infâncias o que é inadmissível, pois estas pessoas que se dizem fãs do 'grande clássico Ghostbusters' (que sejamos honestos recebe mais crédito do que realmente merece) escondem seu sexismo atrás de mimimi.

Sim, esse é um filme girl power! Que mesmo tendo suas controvérsias, como a personagem Patty de Lesllie Jones, representando a mulher negra, ser a única não cientista, ou mesmo o fato da personagem Holtzmann de Kate McKinnon, abertamente lésbica na vida real, "dar a entender" que é homossexual na trama, mas que supostamente tenha sido obrigada a ficar no armário por pressão do estúdio. 

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Kate McKinnon como Holtzmann
            
Ghostbusters abre caminho para representatividade que é muito importante, mesmo mais de 30 anos depois dos filmes originais (sim demorou tudo isso!) agora podemos dizer para as meninas que sim, elas podem caçar fantasmas se quiserem! E aos que diziam ter suas infâncias arruinadas pelo novo filme tenho um recado: crianças de 30 e poucos anos ( que são as piores de lidar, principalmente se estiverem escondidas atrás de uma tela de computador) Ghostbusters 2016 é melhor, sim repito e soletro M-E-L-H-O-R que a franquia original. O reboot supera em comédia e efeitos especiais claro mantendo alguns elementos clássicos; como os fantasmas gosmentos e a musiquinha chiclete que é marca registrada do time. 

Meninas cumprimentam a atriz Kristen Wiig na pré-estreia de 'Caça-fantasmas' em NY (Foto: Reprodução/Twitter)
"Nossa! Outra infância arruinada por Caça Fantasmas"


Insisto em dizer que esse não é um filme feito para agradar os fãs antigos, mas sim para conquistar uma nova audiência se reformular até poder sair da sombra dos antecessores, caminho árduo, mas possível. Dado o recado eu realmente espero que Ghostbusters 2016 possa ter uma sequência e novos reboots/ remakes venham por aí para nos divertir ou só pra ter o que criticar mesmo!

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Hasta La Vista!

Sites de apoio:

http://www.blogdecinema.com/2015/02/08/remake-x-reboot/

http://blog.geekeriashop.com.br/2016/01/20/geek10-os-piores-remakes-e-reboots/

http://variety.com/gallery/worst-movie-remakes/#!1/introduction-17/

http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/07/caca-fantasmas-da-status-de-super-heroinas-personagens-g1-ja-viu.html

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Leituras e Devaneios: Quando o Vento Sumiu - Graciela Mayrink




Hey amores!

Hoje o nosso devaneio vem apresentar pra vocês a autora carioca Graciela Mayrink e o seu terceiro livro Quando o Vento Sumiu.


Sinopse:

Suzan, Mateus e Renato parecem três jovens como outros quaisquer do Rio de Janeiro. Suzan estuda Turismo. Renato e Mateus, Engenharia Civil. Os três são amigos desde o colégio e, apesar de muito diferentes, são inseparáveis. Mas, entre aulas, festas, momentos em família e idas à praia, cada um deles enfrenta seus problemas. Desde que o pai foi pego dando um golpe, Mateus vive só com a mãe, marcado por esse acontecimento. Renato é um garoto rico que resiste às pressões do pai para surfar menos e se interessar mais pela construtora da família. Suzan é apaixonada por Renato e sofre por ser considerada apenas uma amiga – e pela pressão da mãe para que se envolva com ele. 
No correr dos dias, a amizade dos três se transforma sutilmente. Suzan deve se declarar ao amigo, ou tentar ser feliz de outro modo? Mateus terá realmente só a amizade para lhe oferecer?Renato deve se render à pressão paterna e se aplicar mais aos estudos? E até que ponto a relação dos três suportará o desgaste do tempo? 
Embora tenham toda a vida pela frente, logo descobrirão uma dura lição: algumas escolhas têm consequências duradouras e alteram o curso de toda uma existência. Muitas coisas saem diferente do desejado. O difícil é prever o resultado de nossas opções e conviver com elas no futuro. 
E se você pudesse voltar atrás e escolher outro final para a sua história? Que escolha você faria diferente?


Um pouco da autora:


Graciela Mayrink nasceu no Rio de Janeiro. Publicou em várias antologias de contos e é autora dos romances Até eu te encontrar (2013) e A namorada do meu amigo (2014). É idealizadora do Projeto Jovem Curte Ler, que incentiva a leitura por meio de visitas a escolas, e uma das integrantes do Lit Girls, projeto que busca aproximar autoras e leitores.
Vale muito a pena seguir a Graciela nas redes sociais, além de acompanharmos os eventos e novidades envolvendo suas obras, ela é super fofa e sempre procura interagir com seus leitores.

                             Resultado de imagem para graciela mayrink


www.gracielamayrink.com.br

facebook.com/gracielamayrink.o ficial
Twitter: @gracielamayrink
Instagram/Snapchat: gracielamayrink

 Os perigos de se deixar influenciar pela capa:

Que é um perigo é, mas quem resiste a uma capa linda e cheia de fofurices? Descobri esse livro pelas minhas andanças em Igs literários no instagram, inclusive no próprio perfil da autora, achei a capa a coisa mais linda logo, constatei que que iria me jogar em um romancezinho leve no estilo altos níveis de glicose, bem, me enganei. Quando o Vento Sumiu se inicia já com um mistério no ar e logo no prólogo você já se pega querendo saber o que irá acontecer depois, já que o trama começa com dois dos personagens principais, Renato e Suzan se reencontrando anos depois da história que iremos acompanhar no decorrer do livro. A partir daí foram "páginas pra quê te quero!" ávida para descobrir qual seria o desfecho desta história.

Os Nossos Protagonistas <3 :


Suzan, é uma estudante de turismo que sempre está acompanhada de seus dois amigos Renato e Mateus, o primeiro por quem ela é terrivelmente apaixonada desde que se conheceram , mas Suzan sofre da síndrome da Friendzone, assim como Mateus que é apaixonado pela amiga e sofre tendo que ouvir ela se lamentar pelo seu amor platônico por Renato. O livro vai muito além desse triângulo amoroso, o que eu também achei ótimo. Renato é o sonho de qualquer garota, lindo, surfista, estudante de engenharia e rico, fator esse que quase seduz a mãe de Suzan mais do que ela mesma. Afinal a mãe dela é um ótimo exemplar da típica Sra. Bennet de Orgulho e Preconceito: pretende casar a filha com alguém que possa "dar um futuro" a ela, ou seja, seja rico o bastante para sustentar a filha. O que não é o caso de Mateus, o jovem simples e batalhador que tenta viver tranquilamente apesar de uma grande sombra que atormenta sua vida e que claro, faz toda a diferença na trama.

Foi um pouco difícil pra mim pra me identificar com Suzan ao ponto de torcer para um final feliz, achei ela chata de início, pois dificultava coisas óbvias, como o fato de que o Renato não iria adivinhar se ela gostava dele ou não, ela precisava se declarar, ir em frente, tomar as próprias decisões e viver a vida dela apesar de gostar dele. Mesmo no início com um lista interminável de críticas a Suzan, fui me deixando envolver pela trama, que ainda me reservava muitas surpresas!

A narrativa da Graciela é bem leve e dinâmica, mergulhamos de cabeça na vida de Suzan e seus amigos, como se estivéssemos realmente compartilhando de suas expectativas e angústias, é essa aproximação que faz toda a diferença no final da trama, pois o livro deixa aquela saudade gostosa que te faz se arrepender de não ter ido mais devagar com os últimos capítulos.

Quando o Vento Sumiu é um livro sobre amizades e amores intensos, sobre como a realidade pode ser cruel com todo mundo e principalmente sobre decisões que podem mudar o rumo de belas histórias pra sempre. Uma leitura imperdível pra quem quer conhecer novos nomes da literatura brasileira e se apaixonar ainda mais por ela!

Playlist:

A música tem um papel muito importante em Quando o Vento Sumiu e como consequência disso fiz uma pequena playlist com hits que na minha opinião combinam com a vibe do livro! Aperta o play e até a próxima!

                                                     

sábado, 27 de agosto de 2016

Leituras e Devaneios: Depois de Você - Jojo Moyes





Sim, começo a escrever esse texto ainda com o coração acelerado. O fim de Depois de Você, a esperada continuação de Como Eu Era Antes de Você, me deixou cheia de emoções misturadas. E é tão bom quando um livro proporciona isso! E caso você não tenha lido o primeiro livro e queira se inteirar antes de ler esse post pode conferir um pouco da história aqui no meu post sobre ele.
 Sinopse: Quando uma história termina, outra tem que começar. Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.



Fui obrigada pelo meu subconsciente faminto por histórias  a ler Depois de Você, continuação de Como Eu Era Antes de Você, com um pouco de receio fui em frente na sequência, mesmo sabendo que ela poderia desconstruir tudo o que eu amei na protagonista Louisa Clark e foi isso que aconteceu. Jojo Moyes não teve pena de seus leitores e nos apresentou uma nova aventura da vida de Lou, daquelas que te revolta no começo, mas que depois de um tempo você começa a compreender que tudo aquilo foi necessário para que finalmente Lou pudesse se encontrar em seu próprio futuro.



Uma nova Lou Clark surgiu, nada de roupas extravagantes e coloridas que estranhamente pareciam combinar com o estilo vívido e alegre da moça e para a decepção de todos nós, nada de meinhas de abelhinha. De início foi difícil até imaginar essa nova Lou de "Camiseta branca e calça jeans" mas depois foi ficando mais simples compreender seus motivos. Como ela poderia seguir em frente depois de perder alguém tão marcante como Will? 
Em Como Eu Era Antes de Você, Lou conheceu o ponto de vista de Will e da vida amarga que ele vivia, mas ao tentar mudar as opiniões dele acabou mudando ás próprias decidindo viver melhor e intensamente. Pena que essa decisão se foi junto com Will pois ele era a raiz desse sentimento.

                

A Lou que conhecemos no início do livro é de assustar, amargurada, presa em um emprego que não gosta e com o peso de achar que não está fazendo aquilo que Will pedira: viver intensamente. Além de tudo isso recomeçar uma vida longe da casa, sozinha e convivendo com o luto faz com que Lou se perca em seus objetivos, principalmente quando ela encontra uma pessoa muito importante na vida de Will (que eu não vou dizer quem é) que a faz deixar de lado a própria vida.

Ao fim, todas as escolhas que Lou faz durante o livro apesar de parecerem ser erradas de início levam na a um final feliz, mas não definido. Ela volta a se reconhecer e aceitar um recomeço sem Will ao seu lado, a presença dele em sua memória deixou de ser um peso, um motivo de tristeza, para ser uma lembrança de felicidade e crescimento.

No geral eu até que gostei bastante, não quanto o primeiro livro, mas foi uma leitura prazerosa, gostei do estilo da JoJo Moyes que parece estar escondendo pistas sobre os personagens por entre ás páginas e no decorrer da leitura você vai descobrindo um pouco mais, se deliciando e sendo instigado pela vontade de presenciar um final feliz para Lou e as pessoas que ela ama.

E você que achou de Depois de você? Já leu? Vai ler? Deixe sua opinião!!

Hasta la Vista! ;*

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Para ler, ver e ouvir: Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes



Não sei vocês, mas eu particularmente AMO a sensação de assistir a uma adaptação de um livro que eu gosto para filme, nem que seja para ficar revoltada com o resultado final ou com alguns detalhes, o que claro sempre acontece já que a interpretação do roteirista do filme não é a mesma que a sua e a não ser que você seja um aspirante a roteirista de Hollywood e vá adaptar algum livro que você ama um dia, é melhor se acostumar com essas experiências negativas. Maaaas, nem tudo são espinhos, volta e meia e , sejamos razoáveis, na maioria das vezes, as adaptações de best sellers são boas maneiras de fazer o livro migrar para outras mídias e por quê não, alcançar novos leitores ávidos por histórias de amor.

É esse o caso de Como Eu Era Antes de Você ( Me Before You) um romance escrito pela já popular Jojo Moyes, ganhou sua adaptação recentemente para as telonas. Eu claro, não quis ficar fora dessa e fui escolher o caminho pelo qual eu iria conhecer essa história. Minha escolha desta vez foi: livro primeiro, filme depois. Nada contra os filmes, eu sinceramente não me apego a isso, como disse antes, gosto da sensação de imaginar primeiro e ver se minhas escolhas se encaixariam com as dos produtores do longa, é como se eu contasse os erros e acertos, ou as coisas que eu escolheria melhor 'haha


Para quem ainda não conhece o livro, segue a sinopse:
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

#Para Ler:


Tive três fases na leitura deste livro, podendo ser classificadas como: 1) "OMG não estou curtindo, vou largar em 3... 2.." 2) "OMG não consigo largar mais isso! Vamos lá Lou, você consegue!! Go Girl!" 3) "OMG tá acabando, não sei lidar com isso!!"  Não demorei muito na leitura, até porque não consegui largar mais, me apeguei a Lou Clark um pouco depois dos primeiros capítulos e estou apegada até agora. Viva a ressaca literária! Quem nunca!?
A escrita de Jojo Moyes é detalhada, mas direta, ela nos deixa saber exatamente o que precisamos para que nos identifiquemos com sua personagem principal de maneira a compartilhar das inseguranças e paixões dela. Vai dizer que você não ficou querendo (ou vai querer) uma meia de abelhinha também?
Como Eu Era Antes de Você é acima de tudo uma história de amadurecimento, crescimento e amor, um romance delicado e puro. Que faz jus ao grande sucesso que tem!

          


#Para Ver:


Gostei bastante da adaptação do livro, muitas coisas coincidiram com minhas expectativas, primeiramente a escolha dos personagens, os principais, Lou e Will já estavam na minha minha mente como Sam Clafin e Emilia Clarke então eles já continuaram sendo perfeitos. Emilia então é a personificação perfeita da Lou! Alguns personagens com alguns detalhes diferentes da minha mente que não tiraram a beleza do filme, por exemplo, imaginei Nathan, o enfermeiro de Will, negro, os pais de Will mais novos e a irmã de Will bem magra e alta, minha sorte é que ela é tão chata que nem no filme apareceu!

O que achei como ponto negativo foi a falta de alguns detalhes da vida de Louisa, que podem ser amargos mas são importantes para que pudéssemos compreender melhor algumas das atitudes dela e sua posição diante da própria vida, assim como seu relacionamento com o namorado Patrick, com a sua irmã Katrina e posteriormente com Will. Então se querem saber mais sobre Lou, o livro é a melhor opção.

Um ponto superpositivo no filme foi a "não exploração do dramalhão", é tudo bem leve, puro e muito delicado nas ambientações e cenas, apesar de tratar sobre um assunto polêmico, em nenhum momento parece que o filme (nem o livro) está te forçando a sofrer com os personagens, você apenas sente o que achar ser verdadeiro.

#Para Ouvir:


Tem coisa melhor do que transformar um filme/livro em música? Como Eu Era Antes de Você faz isso com maestria nos cativando logo nas primeiras notas.
Quando eu pensei que não poderiam deixar Thinking Out Loud do Ed Sheeran mais romântica, colocam ela em uma cena super fofa e emocionante do filme. Além dela temos Photograph, também do nosso ginger mais fofo Ed Sherran.
Destaque para a música Not Today, interpretada por Imagine Dragons e escrita especialmente para integrar a trilha sonora do filme.


Confira também Unsteady por X Ambassadors:


                                             


Terminamos por aqui nosso Ler, ver e ouvir, com a certeza que Como Eu Era Antes de Você se encaixa perfeitamente nessas categorias graças a sua leveza e beleza, se não conferiu a história ainda escolha seu caminho (ouvir, ver depois ler/ ler, ouvir e ver/ ver, ouvir, ler) e se jogue nessa vibe apaixonante <3

                                     

Hasta La vista! :*


 

domingo, 12 de junho de 2016

Leituras e Devaneios: Um Sorriso ou Dois - Frederico Elboni



Olá leitores, hoje nosso devaneio é sobre o livro mais fofo que eu li por esses dias: Um sorriso ou Dois de Frederico Elboni, acredito que vocês já conheçam o Fred, sim a gente chama de Fred porque depois de ler o livro você se sente amiguinha dele 'haha  



Com três livros já publicados, sendo Um Sorriso ou Dois o primeiro deles, Fred estende o trabalho que encontramos no seu blog "Entenda os Homens" de uma forma muito mais íntima. Me senti realmente como se estivesse tendo um papo cara a cara com ele.

"Para Frederico Elboni, não existe certo ou errado quando os sentimentos estão em pauta. O que importa é encontrar harmonia e equilíbrio entre quem somos e o que fazemos; entre nossas ações e nossa perspectiva diante da vida.
E, consciente de que mulheres trazem na bagagem alguns conflitos internos em relação ao mundo e aos homens – e haja conflito! -, esse jovem autor se dirige a elas: mulheres apaixonadas, decepcionadas, ingênuas, destemidas... Todas ansiosas por palavras que as façam abrir em seu rosto um lindo e incessante sorriso. Ou dois."


Um sorriso ou dois é uma coletânea de crônicas e contos estes podem ser divididos em três partes: crônicas, contos e vida a dois, que retratam os relacionamentos, amorosos e as problemáticas que os envolvem, dentre eles as ‘nóias das mulheres com relação a postura dos homens em um relacionamento, sendo ele sério ou casual.

Apesar do título ser “para mulheres que querem mais” acredito que ele pode ser lido por ambos os sexos, são ideias que devem ser discutidas por todos que tem a chance de participar de uma relação e queiram que esta possa ser tranquila, ou que queiram  ser solteiros e poder ficar de boa curtindo a vida por aí. O problema é que tanto para mulheres e homens a sociedade impõe modos de se comportar quando os assuntos são relações afetivas,o que atrapalha no que deveria ser mais importante; sermos nós mesmos de uma forma natural e verdadeira.  

O livro é um afago no coração, por mais que  tenhamos uma boa alta estima e segurança nos relacionamentos sempre há aquele medinho atrás da orelha assombrando e dizendo “tudo esta bem agora mas pode desmoronar a qualquer momento” ou se você curte sua solteirice o medinho fala “aah, mas nenhum homem vai te querer rodada deste jeito!" Você termina a leitura cheia de esperanças e novas ideias, além daquela vontade de sair indicando o livro pra todo mundo! É como se as palavras do Fred fossem abrindo seus olhos para coisas que nem sempre paramos pra pensar, mas que são relevantes e podem fazer a diferença em nossa postura em um relacionamento.

                           


No final todos queremos arrancar um sorriso ou dois da pessoa que amamos, e a maneira mais fácil de conseguir isso não é seguir nenhuma regra da sociedade ou seguir o que outras pessoas dizem, é sim saber se desprender deste tipo de preocupação e focar no que que deve ser o ponto principal de um relacionamento saudável; felicidade conjunta.

Nem preciso dizer que amei cada palavrinha do livro né? E super recomendo pra todo mundo que queira ler algo tranquilo, debaixo das cobertas em um domingo frio ou largado na rede em uma tarde de sol.

Hasta La Vista! :*

sábado, 7 de maio de 2016

Leituras e Devaneios: de Shakespeare, um soneto...




William Shakespeare é até hoje um dos nomes mais lembrados da literatura inglesa, o poeta e dramaturgo deixou uma vasta obra de clássicos atemporais que continuam sendo difundidas, adaptados e reinterpretadas durante séculos. 


Também considerado como o pai da língua inglesa moderna, Shakespeare além das grandes peças teatrais deixou uma coleção de sonetos que também refletem seu grande talento como poeta. E este será o principal ponto da presente discussão, apresentar as características formais de um soneto shakespeariano bem como seu tema. Como matéria da presente análise será utilizado o soneto 71.

Soneto 71 - William Shakespeare

Quando eu morrer não chores mais por mim
Do que hás de ouvir triste sino a dobrar
Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
Do mundo vil pra com os vermes morar.

E nem relembres, se estes versos leres,
A mão que os escreveu, pois te amo tanto
Que prefiro ver de mim te esqueceres
Do que o lembrar-me te levar ao pranto.

Se leres estas linhas, eu proclamo,
Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,
Nem tentes relembrar como me chamo:

Que fique o amor, como a vida, acabado.
Para que o sábio, olhando a tua dor
Do amor não ria, depois que eu me for. 


Muito se especula sobre do que se tratam os sonetos, ou para quem seriam escritos, pois estes se diferem notavelmente dos demais escritos em sua época, o soneto 71, por exemplo, foi escrito por William Shakespeare na fase que abrange o soneto 18 até o soneto 126 onde Shakespeare se dirige a um jovem, The Young man, sobre o poder destrutivo do tempo, que é contrariado pela força do amor e da poesia. 


O soneto 71 caracteriza bem essa fase, pois o autor expressa o que deseja que façam ou não depois que ele morrer querendo apenas que o ser amado esqueça-se do amor e de quem ele era, para que não seja causado sofrimento pela sua partida. 

É uma espécie de consolo feito pelo poeta que acredita que poderá morrer antes de seu amado, e pede para que o mesmo se esqueça dele após este fato, e até mesmo se desfaça do amor que existia, sem sofrimentos, pois lembrar do amor seria mais um motivo para deixa-lo triste e fazer com que as outras pessoas pensem que o amor e todos envolvidos com ele são tolos. 


O desenvolvimento do tema dentro do soneto acontece nas três primeiras estrofes, onde somos apresentados ao tema (a morte do poeta) que será mais bem detalhado (coisas que o Young man deve agir diante da morte do poeta) e concluído nos dois últimos duetos ( não sofrer pela morte, e esquecer-se do amor.) 

Sobre os elementos formais deste soneto, assim como os demais, este é construído de acordo com o Iambic Pentameter com versos decassílabos que apresentam padrão de rima abab cdcd efef gg, também conhecido como o padrão Shakespeariano.


                                      

Mais sobre o soneto Shakespeariano....

ESTRUTURA BÁSICA DA COMPOSIÇÃO

O Soneto Inglês ou Shakespeariano deve obedecer, para os versos a seguinte estrutura:

Ter um conjunto de 14 versos, dispostos numa única estrofe (monostrófico), com um dístico final, separado por dois espaços para diferencia-lo do restante da construção do SONETO INGLÊS. Podemos chamar os 12 primeiros versos de espaço para DESENVOLVIMENTO DA IDEIA do poema; já o dístico final (conjunto de 2 (dois) versos – denominado pelos ingleses de “couplet”) como a CONCLUSÃO da ideia do poema.
METRO E RITMO

Todos os versos possuem METRO DECASSÍLABO (verso com 10 sílabas poéticas) utilizando o PENTÂMETRO JÂMBICO, que é composto por cinco pés, sendo cada pé um jambo - transferindo para uma linguagem mais simples podemos dizer assim: utiliza-se uma sílaba poética átona seguida de uma sílaba poética tônica (acentuada), por 5 (cinco) vezes seguidas em cada verso até formar, por completo, o verso Decassílabo Shakespeariano: o PENTÂMETRO JÂMBICO, que visualizando dá este esquema RÍTMICO:

U – U – U – U – U –  (U sílaba fraca; – sílaba forte).

Esta estrutura de verso é possível de se realizar, com maior facilidade, no idioma Inglês porque este possui boa quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos; o que no nosso idioma acontece em menor quantidade. Esta menor quantidade de vocábulos monossílabos e dissílabos traz maior dificuldade ao poeta, que escreve em Português, na criação do Pentâmetro Jâmbico.

OBSERVAÇÃO: Shakespeare não tinha a preocupação de manter este esquema rítmico em todos os versos. Ele, às vezes, transgride a regra do Pentâmetro Jâmbico, em algum verso do Soneto Inglês.

Esta afirmação fica clara na dificuldade da tradução, para o Português, dos Sonetos de Shakespeare, onde, os tradutores precisam aclimatar, a maior possibilidade de idéias, por conta do maior número de vocábulos monossílabos e dissílabos presentes no verso decassílabo em Inglês, em um verso, com vocábulos equivalentes no Português: trissílabos e quadrissílabos.


Curtiram?! Qual é o soneto de Shakespeare que você mais gosta? Deixe seu comentário e até a próxima!


referência: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/2062310