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sábado, 23 de abril de 2016

Leituras e Devaneios: O Duque e Eu - Julia Quinn



     Olá leitores estou aqui mais uma vez para dividir com vocês as minhas impressões sobre a minhas leituras, hoje, o primeiro livro, dos oito  da série Os Bridgertons- O Duque e Eu. A inserção desta obra  na minha lista foi uma surpresa já que esta leitura não estava programada. Abri um espaço na minha lista já que muitas pessoas me indicaram este livro por saber que eu gosto da autora Jane Austen. Júlia Quinn  é considerada Jane Austen contemporânea. Fiquei curiosa e fui descobrir sobre o que o livro se tratava.



   Não me arrependi, apesar de ter demorado mais tempo nessa leitura do que eu pretendia, é a vida social atrapalhando a vida de leitora mais uma vez... a experiência foi muito prazerosa.Logo de incio Júlia Quinn, como uma boa aprendiz de Austen que é, já vai logo nos apresentando seus personagens, por meio de sua escrita leve e divertida, de uma forma que ficaria impossível não se apaixonar por eles.

   Nossa heroína Daphne Bridgerton é a menina mais velha da família que sofre com os dilemas que uma típica moça de época tem que passar, como por exemplo, seguir à risca as regras da sociedade para preservar sua honra, sobreviver as investidas de sua mãe para lhe arranjar um bom casamento, pois com 21 anos Daphne já pode ser considerada uma solteirona. A família Bridgerton é composta pela matriarca Violet, que é uma perfeita caricatura da Sra Bennet de Orgulho e Preconceito, obcecada em arrumar bons casamentos para  seus oito filhos, que são sempre muito unidos, principalmente os meninos mais velhos, sempre empenhados em proteger as irmãs mais novas.



    O Duque de Hastings é o nosso "herói" que vive uma turbulenta história de amor com Daphne, mas antes disso ele corre de romance igual um vampiro da cruz! Simon é misterioso e taciturno, meio um Mr. Darcy, não tem como não comparar: rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon,o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Porém sua história de vida faz com que ele nunca queira casar, mesmo se sua pretendente for inteligente e espirituosa como Daphne.

    E é assim que se inicia o ápice da trama, para se livrar das garras das senhoras que estão loucas para casar as filhas com um Duque, Simon precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. 

    Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

     O Duque é eu é uma leitura deliciosa, um romance perfeito para se ler na cama em um fim de noite ou enrolada nas cobertas em um dia chuvoso. Tenho mais sete livros da série pela frente e com certeza irei continuar a série, me apaixonei pela família Bridgerton e não vejo a hora de conhecer as histórias dos irmãos de Daphne. Aguardem!

Beijinhos,
Hasta la vista!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Leituras e Devaneios: O Lado Bom da Vida - Matthew Quick



Hey Leitores!

Hoje nosso devaneio é sobre as páginas de O Lado Bom da Vida obra escrita por Matthew Quick em 2008 e adaptada para o cinema em 2012, sua adaptação é muito elogiada e é conhecida por ter dado a Jennifer Lawrence sua primeira estatueta do Oscar.


Sinopse

"Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança."


Bastou o primeiro capítulo e pronto! Eu já estava apaixonada pelo Pat Peoples o herói de "O Lado Bom da Vida" e já estava torcendo por ele, seja lá o que ele quisesse alcançar.

Matthew Quick soube ser esperto e para o bem da sua história criou um primeiro capítulo que mais serve como um laço, que prende o leitor desde o inicio da obra. Não tem como terminar esse capítulo sem se apaixonar por Pat e torcer pelo final feliz que ele tanto almeja.




O Lado Bom da Vida é um livro sobre tolerância, cheio de personagens super diferentes entre si, uns que você aprende a amar e outros a odiar. Começando pelo pai de Pat, o personagem que mais odiei durante o livro, é muita insensibilidade em um personagem só era incrível como ele não conseguia ver além das limitações do filho e enxergar que ele poderia ser alguém melhor se tivesse o apoio de todos. Inclusive a dele próprio.


Outro personagem super legal é o Dr. Patel e a relação que ele constrói com seu paciente Pat, mesmo sabendo que a essa relação é muito delicada, levando em conta que Dr. Patel trata da saúde mental de Pat, eles conseguiram encontrar uma paixão em comum, o futebol americano, que os uniu ainda mais e fez da amizade um ótimo acréscimo a terapia de Pat.

 
Falando sobre futebol americano, se você não curte muito ler sobre esse tipo de esporte vai ter um pouco de dificuldade durante o enredo já que este é cheio de referências a liga de futebol americano dos EUA.


Pat Peoples é um herói em extrema confusão para os outros mas totalmente decidido para si mesmo, apesar de suas limitações e dúvidas ele acredita que tem a chance de ser feliz e que não pode perder essa chance por nada mesmo sabendo o quão difícil poderá ser a sua trajetória.



Pat, além de tudo se torna um leitor voraz, no decorrer do livro ele nos conta suas impressões sobre os grandes clássicos que lê e o quanto decepcionado ele fica por saber que finais felizes nem sempre são permitidos, na vida e consequentemente na literatura. Entre essas sobras estão: O Grande Gatsby e O Apanhador no Campo de Centeio. 


                                   

Durante sua trajetória Pat deixa sempre claro os seus objetivos e se supera a cada novo capítulo, desde a saída do 'lugar ruim' até quando ele decide escolher pra sua vida aquilo que está ao seu alcance. O Lado Bom da Vida é um livro para sonhadores, pessoas que como Pat são persistentes e que acreditam que mesmo em situações difíceis o melhor pode acontecer. Um livro pra se apaixonar, chorar e se deliciar.

Hasta La Vista! :*

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Leituras e Devaneios: Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie



Hey!!!

Hoje é dia de falarmos sobre um assunto mega relevante: o feminismo e a questão de gênero em geral. O devaneio de hoje traz o livro: Sejamos Todos Feministas da autora Chimamanda Ngozi Adichie. Este post tem como detalhe especial a colaboração da minha amiga leitora Jailda Alves (@passosjai) que também leu o livro e fez questão de mesclar suas impressões com as minhas, resultando nesse post super girl power que você vai conferir agora!!




No nosso cotidiano é “comum” nos depararmos com explosões de padrões e regras, surgidas dos mais distintos lugares, como nas redes sociais, família, entre amigos e etc., algumas delas já estão inseridas na sociedade a tal ponto que muitas pessoas não conseguem sequer notar. Você pode se perguntar: “como isso?”, ou até estar convicto(a) que é mais um “mimimi” de gente que vê problema em tudo, como é considerado por muitos.

Chimamanda na palestra que originou o livro "we should all be feminists"


No entanto, um livro pequeno mas de conteúdo cheio de questionamentos traz reflexões que valem muito a pena serem levadas em consideração. No livro Sejamos todos feministas, Chimamanda convida a nós, homens e mulheres, a pensarmos sobre a questão de gênero de uma maneira diferente e simples, por meio de sua escrita leve e íntimista a autora nos guia por fatos do dia a dia que parecem corriqueiros, mas carregam uma grande carga de preconceito contra o gênero feminino. Chimamanda deixa claro nessa obra que o feminismo é um termo cheio de estereótipos e que muitas vezes é mal compreendido e mal utilizado. 


O ponto alto dessa obra na minha opinião é a questão do respeito a feminilidade da mulher, pois podemos lutar pelos nossos direitos, contra o que tira a nossa dignidade, sem ter que deixar nossa essência de lado, sem deixar que a questão do gênero dite quem DEVEMOS ser, e não quem somos. Uma ótima dica de leitura para quem quer iniciar seus estudos sobre gênero de uma maneira leve e objetiva. Um livro pra ser lido por HOMENS e MULHERES.


A leitura desse livro ajuda não somente a quebrar os estereótipos ligados ao feminismo, mas responde indiretamente algumas questões comumente direcionadas as feministas e redireciona e racionaliza o instinto adotado por algumas pessoas, o qual resume-se ao desvio e contorno da situação, enquanto algumas debatem, mostram um contraponto e lutam até serem ouvidas, ou até conseguir o objetivo pretendido, nesse caso, ao que refere-se aos direitos as mulheres.


Para se inteirar mais sobre o livro, não deixe de assistir a palestra que deu origem a obra em questão: 


Além do livro, parte do discurso de Chimamanda foi musicado por Beyoncé na canção #FLAWLESS 


Hasta la Vista! 


sábado, 16 de janeiro de 2016

Leituras e Devaneios: Bela Redenção - Jamie McGuire



Olá leitores!

Cheguei novamente para registrar mais uma leitura! Dessa vez vamos de Bela Redenção o segundo livro da série Irmãos Maddox que começou contando a história de Trenton Maddox em Bela Distração o qual eu já li e já contei a experiência pra vocês aqui.

Confere aí a sinopse do meu mais novo amor: <3



Liis Lindy é uma agente do FBI decidida a se casar apenas com o trabalho. Ela adora sua mesa, está em um relacionamento sério com seu laptop e sonha em ser cumprimentada pelo diretor depois de solucionar um caso difícil. 
O agente especial Thomas Maddox é arrogante e implacável, um dos melhores que o FBI tem a oferecer — e chefe de Liis. 
Quando Liis e Thomas são encarregados de uma missão em que precisam fingir ser um casal, a atração entre eles chega ao limite — e os leva a questionar quanto realmente estavam fingindo.
Bela redenção é o segundo volume da série que narra a excitante, romântica e por vezes volátil jornada dos Maddox rumo ao amor. Chegou a hora de conhecer o mundo misterioso do esquivo Thomas e descobrir como a paixão pode ser intensa quando você não é a primeira, e sim a última. Além, é claro, de rever os outros irmãos da família Maddox.


Bom, então vamos começar com o assunto do dia; Bela Redenção é um livro eletrizante, Jamie McGuire mais uma vez se superou ao narrar a história cheia de mistérios que envolve Thomas Maddox, o mais velho dos Maddox, e Liis Lindy uma gente do FBI super engajada no seu trabalho que não espera encontrar um romance. Que na verdade foge dessa história de romance!

A narrativa de Jamie  como sempre é empolgante, daquelas que te prende no livro, e te faz sentir falta dele quando você não pode lê-lo. Eu sinceramente procurava qualquer brecha no meu dia para poder ler pelo menos uma páginazinha a mais, com medo de chegar ao fim, mas ao mesmo tempo ansiosa para saber o desfecho da história.



Além de nos fazer apaixonar por mais um Maddox, Jamie constrói uma personagem forte e intensa. Liis Lindy é acima de tudo uma mulher super inteligente e bem sucedida, que tem suas fragilidades como todo mundo, mas se supera sempre. 

Como não se apaixonar por Thomas Maddox? Só esse sobrenome já me faz suspirar! Thomas tem tudo para conquistar todas as mulheres que quiser, co exceção de um pequeno detalhe, ele não quer isso. Teimoso e cheio de determinação e com um coração partido.

Acredito que o que realmente uniu esse casal foram as suas cicatrizes semelhantes (quem leu o livro vai entender) cada um tinhas seus problemas, inseguranças que descontavam no trabalho, esquecendo que os dois mereciam viver um amor de verdade.

                         "-Se eu te desse meu futuro, ia querer que você deixasse o passado."

Bela Redenção superou as minhas expectativas o que me deixa ainda mais ansiosa para a chegada de Beautiful Sacrifice e Beautiful Burn, os próximos títulos para a série Maddox Brothers. Tomara que não demore muito!!!! 

Cicatrizes semelhantes de atraem ...


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA LITERÁRIA : Leituras de 2015





Hey Leitores!!

Hora de avaliar as leituras feitas em 2015! Primeiro gostaria de dizer que estou muito feliz com a nova cara que o blog tomou esse ano e comigo mesma porque tive muito mais tempo para postar regularmente e curtir cada postagem assim como eu espero que vocês estejam. Aguardem Novidades para 2016!!!


Para começar separei algumas categorias nas quais delimitei minhas leituras, foi muito difícil escolher, já que em algumas categorias eu tinha vários amados e foi um esforço escolher um só!!! Confiram como ficou o ranking final!


#1 O Livro Mais Amado do Ano -
O Diário Secreto de Lizzie Bennet - Bernie Su e Kate Rorick


É até meio previsível que minha escolha para o melhor de todos seria algo relacionado com Jane Austen né? maaaas como não amar!? Imagine só, se Jane Austen pudesse ter vivido e escrito no século XXI? Este livro nos faz refletir um pouco sobre essa possibilidade. Assim como o The Guardian publicou :"gosto de pensar que se Austen escrevesse nos dias de hoje, teria criado algo muito parecido com isso!"  Me diverti bastante , esta é uma adaptação de Orgulho e Preconceito bem atual e divertida. É um livro daqueles que faz você rir alto durante a leitura, e receber olhares inquisidores dos "não-leitores" 'hehe. 

#2 Releitura do Ano -
Alice's Adventures in Wonderland - Lewis Carrol

Como não amar essa história? Impossível! Cada vez que releio encontro mais um motivo para gostar mais ainda, afinal todo mundo é meio Alice e com certeza mantem seu próprio Wonderland escondido por aí. 


"No decorrer da viagem, Alice encontra muitos caminhos que seguíam em várias direções. Em dado momento, ela perguntou a um gato sentado numa árvore:
- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Eu não sei.
O gato, então, respondeu sabiamente:
- Sendo assim, qualquer caminho serve."


#3 Livro que Até Hoje não Terminei -
Interview With The Vampire - Anne Rice


Eu realmente não sei pra que santo fazer promessa pra ver se consigo terminar esse livro, Antes de começar a leitura eu já sabia que seria árdua pois conversei com algumas pessoas que já haviam lido e me adivertiram que a leitura é um pouco pesada, mas eu não pensei que seria tanto assim. O enredo e legal e tudo mas demanda um esforço que talvez na correria do dia a dia faça esse livro ser um pequeno desafio, sendo assim ainda está em tempo e quem sabe ano que vem ele não aparece em um post aqui!! #Aguardemos #oremos


#4 Livro Que Todo Mundo Gostou MENOS EU -
A Seleção - Kiera Cass


Triste, mas verdadeiro. A Seleção não é uma série para mim, sei que muita gente gosta afinal, recebi muitas recomendações que me encheram de expectativa a história o que resultou em uma quebrada de cara beeeeeeeem grande. A Seleção não era nada como eu esperava, achei o enredo bom, mas muito sem ação, pouca coisa de interessante ou verdadeiramente intrigante aconteceu durante o livro. Infelizmente eu tentei gostar, mas não deu certo.

#5 Experiência do Ano -
Guerra Civil - Marvel


Começarei explicando porque essa foi a experiência do ano. primeiro por que a proposta do livro foi bem interessante pra mim já que é o enredo de uma série de HQs adaptada como livro. A narrativa dele é super dinâmica, são capítulos bem curtos que revezam seu foco entre os heróis narrando suas ações durante a guerra. O livro é lindo, tem um design bem legal e ainda vem com um marcador de página e um encarte com os próximos lançamentos da série Marvel pela editora Novo Conceito. Foi uma experiência super positiva! Pra quem gosta de uma aventura daquelas em que você não consegue desgrudar do livro, Guerra Civil é uma ótima opção de leitura.
#6 Descoberta no Wattpad-
Na Chuva com Benjamin - Flavia Dann


Nas nossas andanças literárias nos deparamos com todos os tipos de histórias, eu particularmente gosto de me aventurar por diferentes gêneros e em uma dessas andanças descobri esse livro cheio de amor: Na chuva com Benjamin! Escrito e publicado na rede social de leitores #Wattpad pela @flaviadann. É uma leitura super delicada e ideal pra esse fim de ano cheio de correria e expectativa. Essa história linda mostra como a vida pode dar voltas para o bem, fazendo com que no final tudo se encaixe onde parecia improvável. Comecei a ler por acaso e depois não conseguir parar. Mais um romance como os outros? Pode ser, mas pra mim é uma prova de que coisas boas podem acontecer a qualquer momento e nos agarrar a elas é o que pode fazer a diferença é só ter coragem de ir pra chuva!


#7 Para Ler e Assistir´
As Vantagens de Ser Invisível- Stephen Chbosky


Esse é um dos meus xodós do ano, decidi lê-lo desde quando assisti ao filme, que também é um trabalho cheio de amor, só que sempre colocava outro livro na frente até quando não pude mais evitar e acabei lendo. Chorei e ri muito com o Charlie (no livro e filme) a cada página eu me apeguei mais a ele, primeiro desejando estar entre seus amigos e as vezes querendo protegê-lo da maldade dos outros. As Vantagens de Ser Invisível nos lembra o quanto podemos ser jovens e idiotas, mas também podemos ser infinitos e tudo isso faz parte da grande montanha russa que é a vida principalmente quando se está a beira da idade adulta.


E assim termino minha Retrô literária 2015, com o coração partido pois deixei vários livros interessantes de fora e também muito feliz já que 2015, apesar de ter sido um ano estranho, foi muito rentável em leituras!!

Gostou? Deixe seu comentário. Como seria sua retrospectiva de leituras 2015??

Hasta La Vista e até 2016!!!
Feliz Ano Novo \O/ \O/ 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Little Things: Dilemas Literários




Hey Leitores!
Hoje trouxe um pouco dos dilemas que leitor@s como nós enfrentamos durante a nossa vida de paixão por livros! 
Silêncio que o post vai começar!!!!


1 Nossa singela lista de desejos:


2. Aquela vontade de adotar todos os livros do mundo!


3. Aquele sentimento pós Black Friday


4. Quando a listinha de livros não para de crescer...

Tom Cruise perde! rsrs


5. E quando você encontra aquele livro que você tanto queria...


6. Vontade de começar nosso acervo pessoal.


7. Então você empresta o seu livro amado e...


8.  A famosa ressaca literária...


9.O ciclo que se repete toda vez comigo :(





Qual desses mais acontece com você? Deixe sua opinião!!
Hasta la vista!





sábado, 24 de outubro de 2015

Leituras e Devaneios: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky





Hey leitores! 

Depois de uns dias sumida voltei! O motivo do meu sumiço vou contar em outro post não se preocupem! Maaaas agora o assunto é outro o livro lindo e cheio de amor chamado As Vantagens de Ser Invisível do escritor norte-americano Stephen Chbosky.


                                

Minha história com esse livro é meio engraçada, desde que assisti ao filme que queria lê-lo, coloquei na minha lista mas sempre passava outro livro na frente dele e fui nessa lendo outras coisas até que um belo dia vi o livro na loja e fiz: é hoje! 

Comprei levei pra casa e comecei a ler no outro dia, fui me encantando pelo Charlie e terminei o livro em dois dias. Foi como em um piscar de olhos, se eu soubesse da ressaca literária que estava por vir... fiquei até com aquele sentimento de que deveria ter ido mais devagar e ir aproveitando cada página, refletindo cada momento.


Metade da culpa foi minha eu estava realmente ansiosa quando eu li o livro, muitas coisas mudando de uma hora pra outra e eu descontei minha ansiosidade no livro. A outra metade da culpa fica por conta da escrita de Chbosky, As Vantagens de Ser Invisível é escrito na forma epistolar, conhecemos Charlie pelas cartas que ele escreve para seu "amigo" esta, como define o autor, era a maneira mais íntima de falar ao leitor. Além disso, ele sentiu que esta seria uma forma de manter a história coesa, já que a juventude possui altos e baixos — onde, segundo o próprio romancista, "um dia, você está no topo do mundo e [...] três semanas depois, você está terrivelmente deprimido". Isso se reflete na escrita de Charlie: no início, o texto do garoto é simples e infantil, mas, à medida que amadurece, ele começa a escrever de uma forma mais profunda e completa.

Charlie é um personagem encantador, meio ingênuo, inseguro e ao mesmo tempo corajoso e determinado encontramos nele uma vontade incessante de ser alguém, de fazer parte de algo grande ou de apenas valorizar os pequenos momentos da vida. 


Chorei e ri muito com o Charlie a cada página eu me apeguei mais a ele, primeiro desejando estar entre seus amigos e as vezes querendo protegê-lo da maldade dos outros. As Vantagens de Ser Invisível nos lembra o quanto podemos ser jovens e idiotas, mas também podemos ser infinitos e tudo isso faz parte da grande montanha russa que é a vida principalmente quando se está a beira da idade adulta.


Uma coisa super legal sobre o livro é que o Charlie é um leitor voraz e no decorrer da história ele lê vários livros clássicos os quais eu já conhecia e outros que entraram na minha lista é muito legal acompanhar a influência que estes livros causam na vida de Charlie e o quanto ele aprende com eles. Outro ponto interessante é a trilha sonora. As Vantagens de Ser Invisível é um livro super musical, Charlie tem sua própria playlist e ele liga os sentimentos que as músicas trazem para diferentes momentos da sua vida.



No final a gente entende que o Charlie não é tão diferente da gente, apesar de sua trajetória de vida ser diferente, seus questionamentos e anseios são similares aos que temos ou já tivemos, todos nós sobrevivemos apesar dos medos e dificuldades e temos os nossos momentos de nos sentirmos infinitos.

obs: se prepare para uma ressaca literária daquelas...


Hasta la vista :*

domingo, 20 de setembro de 2015

#Little Things: O Livro ou o Filme?



O Livro ou o Filme? 



Brian Mcfarlane (1996) traz em sua obra From Novel to Film uma discussão sobre adaptação e sua relação com o romance da qual se origina. Neste ponto é necessário se discutir o porquê das adapatações serem tão populares. Em questão de popularidade podemos destacar que o filme está para o século XX/XXI como o romance/livro estava para o século XIX.


O papel do romance na sociedade do século XIX se assemelha ao que hoje temos o papel do cinema, como formador de opinião, difusor de idéias e fonte de entretenimento. As duas mídias tem muito mais em comum do que notamos, “como filme veio substituir na popularidade do romance representacional do início do século XIX, este o fez através da aplicação de técnicas praticadas pelos escritores no último final de século.” (MC FARLANE, 1996, p.6 tradução minha) O que reforça a proximidade das duas mídias e justifica termos o cinema e a literatura em constante diálogo através das adaptações. 


Ao tornar esse diálogo mais claro o cinema utiliza da literatura para fortalecer seu campo de trabalho, assim como atender as expectativas de seus leitores/espectadores:

"Assim que o cinema começou a ver-se como uma narrativa de entretenimento, a idéia de saquear o romance – já um repositório estabelecido de ficção narrativa - para material de origem teve início, e o processo continuou mais ou menos ininterruptamente por 90 anos. As razoes dos produtores para esse fenômeno parecem se mover entre os pólos de comercialismo em massa e o elevado respeito do público para com obras literárias." (MC FARLANE, 1996, p.6 tradução minha) 


A partir de então o cinema vê na literatura uma fonte de recursos sobre os quais poderão ser trabalhados, apresentando o leitor para determinados enredos de obras literárias ou atraindo aos que já conhecem a obra literária como fonte e que, querendo ou não poderá ver com olhos mais críticos o filme que deriva da obra de seu autor favorito.


É do leitor que vem a se tornar espectador que parte outro destaque de Mc Farlane em sua obra, para ele o leitor tem a motivação de ir ver uma adaptação mesmo sabendo que está poderá não preencher suas expectativas e será totalmente diferente daquilo que nós, como leitores, imaginamos ao ler uma obra literária.

"Quanto ao público, independentemente das suas reclamações sobre esta ou aquela violação da obra original, eles continuam a querer ver o que os livros poderiam parecer. Constantemente criando suas próprias imagens mentais do mundo de um romance e de seu povo, eles estão interessados em comparar as imagens com as criadas pelo cineasta." (MC FARLANE, 1996, p7 tradução minha) 


Leitores em geral têm como desejo saber como o livro seria se este pudesse ter existido de uma forma concreta, nesse caso concretizada em forma de imagem, no qual temos um porém, pois as imagens pertencentes ao imaginário de uma pessoa são diferentes em relação ao de outros leitores. O que diferencia um leitor/espectador comum e um diretor de cinema é que este tem o poder de transformar sua própria interpretação de uma obra em algo concreto, o filme, tornando desta forma, a sua adaptação/ interpretação pertencente ao imaginário daqueles que não conhecem a obra original; os espectadores não leitores.

E você a qual lado pertence? É um expectador leitor ou um leitor espectador? Deixe seu comentário!

Hasta La Vista :*