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domingo, 10 de dezembro de 2017

#MestrarSemPirar: Mestrado é difícil?



Poderia estar lendo, poderia estar escrevendo, mas estou aqui chorando as pitangas com vocês!


Oie meu povo,

 Resolvi ressuscitar esse humilde bloguinho e começar uma série de alguns posts contando pra vocês um pouco do que eu estou vivendo, essa experiência desafiadora/ maluca/ enriquecedora que é estar fazendo mestrado. Vou começar respondendo algumas questões que as pessoas costumam fazer quando eu digo que faço mestrado. A mais comum delas é: Mestrado é difícil?

Bem, senta que lá vem história... A verdade é que o mestrado em si não é difícil, pense comigo, você cria um projeto durante algum tempo, tem umas leituras feitas nesse campo, já tem uma ideia mais ou menos formulada do que quer pesquisar então é só sair lendo e escrevendo as coisas e mandar ver! Só que não! há muito mais a se fazer do que apenas sua pesquisa e esse sentimento de ter que fazer muitas coisas ao mesmo tempo é o que desespera de vez em quando. Temos disciplinas, demandas de leituras, eventos, escritas de artigos... a sensação de que você sempre está deixando algo importante passar é constante e o que antes parecia simples vai tomando uma proporção maior e incontrolável.

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Já que é pra chorar as pitangas vamos chorar logo tudo! Além do que já mencionei outra dificuldade do mestrado é dar conta do que há fora dele, é muito difícil que uma pessoa queira se envolver APENAS com a pesquisa, sempre tem aquele livro da saga favorita que você ainda não terminou, os últimos lançamentos do cinema e claro as sempre problemáticas séries pra por em dia, sem falar do lado mais afetivo da coisa: vida social. o que é isso mesmo? Os almoços em família que você já vai pensando em voltar pra terminar de ler aquele texto que ficou pela metade ou a baladinha que suas amigas estão combinando e você já sabe que não vai porque tem um seminário na mesma semana. É difícil até ficar por dentro das notícias do dia a dia que a nível de momento caótico na política no país é essencial ficar por dentro do que os golpistas estão a preparar. Sempre existem uma gama de coisas por fora dos desesperos da pesquisa que te fazem valorizar cada segundo dos tempinhos em que nos permitimos respirar fora deles.

Imagem relacionada

Pra finalizar, sei que pode ter soado meio baixo astral, mas essa seção é pra isso, expormos os problemas e quem sabe o "peso" ser menor, afinal, o intuito é não pirar no meio do caminho e tentar passar por todos os processos das melhores formas possíveis, não é uma estrada fácil, nada nunca foi, escolher fazer mestrado, como tudo na vida, é uma etapa de sacrifícios e delícias que você só descobre se tentar.

Musiquinha pra melhorar os ânimos:



Até o próximo post!
obs: estamos abertos a guest posts caso alguém queira compartilhar seus desesperos tbm é só entrar em contato. @giiselems

#MestrarSemPirar #VemChorarasPitangas 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

#Why not?: Me mandem tomar vergonha na cara!







Me mandem tomar vergonha na cara! Não quero ter que votar naqueles que fingem me controlar, enquanto eu permaneço acordada tentando descobrir que horas o Neo aparece dizendo que este é um capítulo da Matrix. Não vejo a hora dessa era começar. Já era? Me mandem calçar os sapatos! Botar a cara na noite, sair e gritar! Quem me calou é quem falará. Rir ou chorar, não tive escolhas quando de cansaço, chorei. Um flash! Esperem! Eu não estava sorrindo o bastante! Filtrem por favor.
Se possível prepare um café, quero me manter de olhos abertos pra perceber em que momento perdi o controle, cuspo palavras, cuspo sim e ainda mais, transpiro. Transpiro palavras porque já me cansei, elas saem porque não posso evitar, mas é melhor do que evitarem a mim, finjo te ouvir mas me retiro do recinto pois não importa o que você diga, vou sorrir, balançar sua mão cordialmente te enxergando como uma peça insignificante para meu plano, mas uma cifra significativa para minha conta. Talvez eu até te deixe morrer, não irei sujar minhas mãos, darei pequenos golpes, te cegarei noite após noite enquanto assiste ao noticiário, mas claro que não quero ser culpado, nunca serei culpado. Este é um jogo pra poucos, caso os jogadores avancem contra mim eu reinicio o game, ou melhor puxo o fio da tomada antes do game over. Me culpar não é justo! Serei culpado por você ter que exercer seus deveres dentro da lei, trabalhando para a sua aposentadoria e não conseguir viver o bastante para desfrutá-la? Você que não atentou para a sua saúde, o hospital é público! A educação é pública! Tudo de graça e você quer me culpar? Não se preocupe há aquele que sempre é culpado por mim e por você, você o culpa tanto que parece o conhecer intimamente; o sistema, ora, que sistema? Quem sistema? Eu não sou! Você é? Ninguém é? A essa altura eu já esqueci do que me culpavam, e você também.