sábado, 15 de outubro de 2016

LittleThings - Pensando sobre Cinema: Remakes, Reboots e Caça Fantasmas



O mercado cinematográfico recorre com frequência as estratégias do Remake e Reboot tendo como um dos principais objetivos atrair um público já "garantido" levando em conta que o fã do filme original iria se interessar pro um promissor remake de um filme já consagrado. E claro, ganhar uma nova platéia. Acontece que muitas vezes trazer de volta essas obras ao cinema não é a melhor ideia e o novo filme, sendo ele um reboot ou um remake corre o risco de não emplacar.

Antes de tudo vamos clarear um pouco a mente sobre os termos Remake e Reboot:

Remake:

Traduzindo literalmente para o português, remake significa “refazer”, o que quer dizer, pegar uma obra mais antiga e fazer uma refilmagem com um elenco novo e poucas mudanças em relação à obra original, ou seja, totalmente baseado na mesma. ( ex: A Fantástica Fábrica de Chocolate 2005)

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Reboot:

Na tradução literal significa “reinício”, assim, podemos dizer que é um reboot quando uma franquia é trazida de volta às origens com um novo elenco e até outra história, ou a mesma contada de um outro jeito, sem se basear em um filme específico. (ex: Jurassic World 2015)

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Recentemente, assistindo novamente De Volta pro Futuro me veio um medo em mente " e se decidirem fazer um remake desse filme?"  a primeira coisa que me veio a mente foram os terríveis exemplos de remakes que eu tive o desprazer de assistir e que pela nossa sorte acabam sendo esquecidos com o passar do tempo, sem antes deixar um rastro de vergonha alheia para os envolvidos. Fazer um filme ruim é uma coisa, mas fazer uma história renomada, clássica, com uma fórmula já bem sucedida ficar ruim é quase um pecado, isso sem falar dos prejuízos financeiros aos estúdios e os fãs decepcionados.


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Pois é, existe um remake de Psicose, lembrava disso? 

Porque assistimos a reboot/remakes? Simples, amamos as histórias e queremos vê-las recontadas, sendo sucesso e conquistando mais fãs! As vezes é só um toque de nostalgia, adicionado aos benefícios que os novos recursos cinematográficos podem adicionar a trama além de a interpretação de um novo diretor que apresenta sua versão dos fatos de um ponto de vista não antes pensado.

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Teste do remake mais desnecessário do cinema: de qual dessas Carries você correria se encontrasse com ela a meia noite sozinha na rua? Versão 1976 ou remake 2013?

Eu particularmente sou super a favor de reboots e remakes, por um lado eu super apoio um de De Volta Pro Futuro mesmo sentindo aquela dorzinha no coração por saber que o nosso personagem amado irá perder o rosto ator que sempre o interpretou (sim, o tombo vai ser grande Mr. Wolverine) ou até que seu filme amado pode tomar um rumo não tão bom. É claro que quando gostamos muito de um filme com potencial para ser refeito/reinterpretado meio que nos sentimos parte daquilo, queremos que nossas expectativas sejam preenchidas para sentirmos aquela sensação de ver tudo de novo como se fosse a primeira vez, só que dessa vez somos os espectadores especialistas do que é inédito e isso nem sempre dá certo. 

Who you gonna call?


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Recentemente assisti ao reboot de Ghostbusters (Caça Fantasmas) comédia clássica da década de oitenta que desde seu anúncio no fim 2014 causou furor já que os personagens principais do filme original, produzido a mais de 30 anos atrás, eram homens e o reboot apresentaria um time feminino.

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Os protagonistas anteriores Bill Murray (dr. Peter Venkman), Dan Aykroyd (dr. Ray Stant Harold) Ramis (dr. Egon Spengler) e Ernie Hudson ( Winston Zeddemore) deram lugar as maravilhosas (sim vou rasgar seda porque elas são divas e eu estou empolgada) Kristen Wiig (Erin), Melissa McCarthy (Abby), Kate McKinnon (Jillian) e Leslie Jones (Patty) 

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Daí começam os primeiros desafios de Ghostbusters logo de cara diretores e atrizes começaram a ser atacados pelas redes sociais, sim, aqueles mesmos que se sentiram especialistas do que não tinham visto ainda, alegaram que o filme por ter um elenco feminino destruiria suas infâncias o que é inadmissível, pois estas pessoas que se dizem fãs do 'grande clássico Ghostbusters' (que sejamos honestos recebe mais crédito do que realmente merece) escondem seu sexismo atrás de mimimi.

Sim, esse é um filme girl power! Que mesmo tendo suas controvérsias, como a personagem Patty de Lesllie Jones, representando a mulher negra, ser a única não cientista, ou mesmo o fato da personagem Holtzmann de Kate McKinnon, abertamente lésbica na vida real, "dar a entender" que é homossexual na trama, mas que supostamente tenha sido obrigada a ficar no armário por pressão do estúdio. 

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Kate McKinnon como Holtzmann
            
Ghostbusters abre caminho para representatividade que é muito importante, mesmo mais de 30 anos depois dos filmes originais (sim demorou tudo isso!) agora podemos dizer para as meninas que sim, elas podem caçar fantasmas se quiserem! E aos que diziam ter suas infâncias arruinadas pelo novo filme tenho um recado: crianças de 30 e poucos anos ( que são as piores de lidar, principalmente se estiverem escondidas atrás de uma tela de computador) Ghostbusters 2016 é melhor, sim repito e soletro M-E-L-H-O-R que a franquia original. O reboot supera em comédia e efeitos especiais claro mantendo alguns elementos clássicos; como os fantasmas gosmentos e a musiquinha chiclete que é marca registrada do time. 

Meninas cumprimentam a atriz Kristen Wiig na pré-estreia de 'Caça-fantasmas' em NY (Foto: Reprodução/Twitter)
"Nossa! Outra infância arruinada por Caça Fantasmas"


Insisto em dizer que esse não é um filme feito para agradar os fãs antigos, mas sim para conquistar uma nova audiência se reformular até poder sair da sombra dos antecessores, caminho árduo, mas possível. Dado o recado eu realmente espero que Ghostbusters 2016 possa ter uma sequência e novos reboots/ remakes venham por aí para nos divertir ou só pra ter o que criticar mesmo!

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Hasta La Vista!

Sites de apoio:

http://www.blogdecinema.com/2015/02/08/remake-x-reboot/

http://blog.geekeriashop.com.br/2016/01/20/geek10-os-piores-remakes-e-reboots/

http://variety.com/gallery/worst-movie-remakes/#!1/introduction-17/

http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/07/caca-fantasmas-da-status-de-super-heroinas-personagens-g1-ja-viu.html

sábado, 1 de outubro de 2016

Why Not?: Somos Como Flocos de Neve...



"Livre, se já não faz sentido
Ou nunca fez
Livre, pra encontrar motivo outra vez
Mais uma vez ou de uma vez" (Tiago Iorc)


Eu sou eu, não posso deixar de eu pra ser o que você quiser, eu provavelmente sentiria muita falta de mim! Assim como você, se deixar de ser você, fará muita falta pra si mesmo. Somos únicos, seu eu é o que faz de você tão interessante, inigualável. 

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Não posso tentar te moldar a minha maneira, te aceito como você é e se encontro algo em comum comigo fico feliz pela surpresa, mas assim que as diferenças aparecem fico fascinada com o jeito único que você lida com a vida. É o seu eu se fazendo presente, se manifestando de forma livre e sem medo.

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Somos como flocos de neve, desenhos da natureza que nunca saem os mesmos, somos preciosos, cada um moldado a forma que queremos nos dar, marcados por alegrias e decepções, tombos e vitórias, um livro de experiências nunca antes vividas, histórias cheias de emoções inexplicáveis.

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Sua vida é única, sua história é única e inédita não adianta quantas vezes te disserem que deveria ter sido diferente, os seus motivos, suas dores só você pode compreender. Você não imagina o quanto é forte. seu eu guarda dentro de si uma força desmedida, gritando para que o deixem livre. Não tente calá-lo.

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Seja você, se liberte dos moldes você se impõe, não seja inimigo do seu eu. Você, mesmo não sendo perfeito é único! Não há nada igual, ninguém que possa explicar ou se igualar aquilo que está dentro do seu coração. Encha seu eu de coragem, e não tenha medo disso. O mundo irá se surpreender com a tua autenticidade, com a tua liberdade de ser quem você quiser. Como um floco de neve, livre para cair onde quiser, ter a forma que quiser, encantar como quiser.

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O que os outros querem que você seja não importa, eles mal sabem deles mesmos, querem te mudar, pois não tem coragem de lidar com seus próprios problemas. Querem te fazer igual, dispensável, comum. Seja você, fiel e sincero com seu eu. Uma obra prima inédita e autêntica ávida por ser livre na simplicidade de ser apenas você mesmo.


Hasta la Vista!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Leituras e Devaneios: Quando o Vento Sumiu - Graciela Mayrink




Hey amores!

Hoje o nosso devaneio vem apresentar pra vocês a autora carioca Graciela Mayrink e o seu terceiro livro Quando o Vento Sumiu.


Sinopse:

Suzan, Mateus e Renato parecem três jovens como outros quaisquer do Rio de Janeiro. Suzan estuda Turismo. Renato e Mateus, Engenharia Civil. Os três são amigos desde o colégio e, apesar de muito diferentes, são inseparáveis. Mas, entre aulas, festas, momentos em família e idas à praia, cada um deles enfrenta seus problemas. Desde que o pai foi pego dando um golpe, Mateus vive só com a mãe, marcado por esse acontecimento. Renato é um garoto rico que resiste às pressões do pai para surfar menos e se interessar mais pela construtora da família. Suzan é apaixonada por Renato e sofre por ser considerada apenas uma amiga – e pela pressão da mãe para que se envolva com ele. 
No correr dos dias, a amizade dos três se transforma sutilmente. Suzan deve se declarar ao amigo, ou tentar ser feliz de outro modo? Mateus terá realmente só a amizade para lhe oferecer?Renato deve se render à pressão paterna e se aplicar mais aos estudos? E até que ponto a relação dos três suportará o desgaste do tempo? 
Embora tenham toda a vida pela frente, logo descobrirão uma dura lição: algumas escolhas têm consequências duradouras e alteram o curso de toda uma existência. Muitas coisas saem diferente do desejado. O difícil é prever o resultado de nossas opções e conviver com elas no futuro. 
E se você pudesse voltar atrás e escolher outro final para a sua história? Que escolha você faria diferente?


Um pouco da autora:


Graciela Mayrink nasceu no Rio de Janeiro. Publicou em várias antologias de contos e é autora dos romances Até eu te encontrar (2013) e A namorada do meu amigo (2014). É idealizadora do Projeto Jovem Curte Ler, que incentiva a leitura por meio de visitas a escolas, e uma das integrantes do Lit Girls, projeto que busca aproximar autoras e leitores.
Vale muito a pena seguir a Graciela nas redes sociais, além de acompanharmos os eventos e novidades envolvendo suas obras, ela é super fofa e sempre procura interagir com seus leitores.

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www.gracielamayrink.com.br

facebook.com/gracielamayrink.o ficial
Twitter: @gracielamayrink
Instagram/Snapchat: gracielamayrink

 Os perigos de se deixar influenciar pela capa:

Que é um perigo é, mas quem resiste a uma capa linda e cheia de fofurices? Descobri esse livro pelas minhas andanças em Igs literários no instagram, inclusive no próprio perfil da autora, achei a capa a coisa mais linda logo, constatei que que iria me jogar em um romancezinho leve no estilo altos níveis de glicose, bem, me enganei. Quando o Vento Sumiu se inicia já com um mistério no ar e logo no prólogo você já se pega querendo saber o que irá acontecer depois, já que o trama começa com dois dos personagens principais, Renato e Suzan se reencontrando anos depois da história que iremos acompanhar no decorrer do livro. A partir daí foram "páginas pra quê te quero!" ávida para descobrir qual seria o desfecho desta história.

Os Nossos Protagonistas <3 :


Suzan, é uma estudante de turismo que sempre está acompanhada de seus dois amigos Renato e Mateus, o primeiro por quem ela é terrivelmente apaixonada desde que se conheceram , mas Suzan sofre da síndrome da Friendzone, assim como Mateus que é apaixonado pela amiga e sofre tendo que ouvir ela se lamentar pelo seu amor platônico por Renato. O livro vai muito além desse triângulo amoroso, o que eu também achei ótimo. Renato é o sonho de qualquer garota, lindo, surfista, estudante de engenharia e rico, fator esse que quase seduz a mãe de Suzan mais do que ela mesma. Afinal a mãe dela é um ótimo exemplar da típica Sra. Bennet de Orgulho e Preconceito: pretende casar a filha com alguém que possa "dar um futuro" a ela, ou seja, seja rico o bastante para sustentar a filha. O que não é o caso de Mateus, o jovem simples e batalhador que tenta viver tranquilamente apesar de uma grande sombra que atormenta sua vida e que claro, faz toda a diferença na trama.

Foi um pouco difícil pra mim pra me identificar com Suzan ao ponto de torcer para um final feliz, achei ela chata de início, pois dificultava coisas óbvias, como o fato de que o Renato não iria adivinhar se ela gostava dele ou não, ela precisava se declarar, ir em frente, tomar as próprias decisões e viver a vida dela apesar de gostar dele. Mesmo no início com um lista interminável de críticas a Suzan, fui me deixando envolver pela trama, que ainda me reservava muitas surpresas!

A narrativa da Graciela é bem leve e dinâmica, mergulhamos de cabeça na vida de Suzan e seus amigos, como se estivéssemos realmente compartilhando de suas expectativas e angústias, é essa aproximação que faz toda a diferença no final da trama, pois o livro deixa aquela saudade gostosa que te faz se arrepender de não ter ido mais devagar com os últimos capítulos.

Quando o Vento Sumiu é um livro sobre amizades e amores intensos, sobre como a realidade pode ser cruel com todo mundo e principalmente sobre decisões que podem mudar o rumo de belas histórias pra sempre. Uma leitura imperdível pra quem quer conhecer novos nomes da literatura brasileira e se apaixonar ainda mais por ela!

Playlist:

A música tem um papel muito importante em Quando o Vento Sumiu e como consequência disso fiz uma pequena playlist com hits que na minha opinião combinam com a vibe do livro! Aperta o play e até a próxima!

                                                     

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

#Why not?: Um pouco de verdade, tudo bem?


" Que me deixe comprar presente, oferecer carona, preparar café na cama, perguntar mil vezes se está tudo bem. Que não diga que não precisa, não precisar é negar, não precisar é não dar importância." (Carpinejar)

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Nas manhãs, tardes e noites nas correrias de cada dia dificilmente paramos pra pensar em quão verdadeiros são os nossos "tudo bem?" Passamos pelo vizinho na calçada e perguntamos "Bom dia fulano tudo bem? mandamos mensagem pelo whatsapp com carinhas felizes e um "tudo bem?" bem animado, mas já pensou se essa pergunta fosse levada a sério?

Nem sempre perguntamos isso com a intenção de parar para ouvir, é um habito, uma mentira que repetimos dia após dia e nem mesmo nos sentimos culpados por isso. Quando perguntamos queremos apenas que na casualidade do encontro sejamos saudados com um "tudo bem e você?" quase sempre na intenção que a resposta seja positiva, mas nem sempre verdadeira. Quando um "tudo bem" for respondido subitamente com um "não, ou tudo péssimo" é como se a ordem natural das coisas fosse alterada. O que você faria de verdade? "Ei, eu não ligo só perguntei por educação" e´melhor estar preparado vai que a moça do mercado que você sempre cumprimenta resolve ter um ataque súbito de sinceridade justo com você?

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A verdade é que existe um acordo pré assinado por todos que usam a dita frase. Essa será perguntada por "educação" "cordialidade" e não para que seja respondida com sinceridade. O "tudo bem?" que eu te dou na verdade é pra mim, para que eu não me sinta culpado por ter sido rude ou mal educado. E o que eu recebo não tem muita importância já programei meu cérebro para o modo automático alternando entre um "sim" combinado com um sorrisinho, e um "sim e você?" para que eu mostre que também quero ser educada.

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Estou dizendo que nunca mais usemos essa perguntinha? NÃO! É algo  normal, é algo que se repete e não temos como evitar, ninguém vai querer sair contando os seus dilemas para o primeiro que perguntar como você está. o problema é quando deixamos o nosso "sim" com sorrisinho tão programado que esquecemos que existem pessoas que realmente perguntam com sinceridade e que com as quais podemos contar para dividir os nossos, medos, saudades, inseguranças e claro, momentos de felicidade. Valorize quem pergunta com sinceridade, desligue o automático, abra o coração, Pergunte com verdade, pare, escute, compreenda. Falar o que se sente faz bem um "tudo bem?" recheado de carinho também.
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E então, tudo bem com você?


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Little Things: Página Versos Verdadeiros



Olá leitores, hoje o Little Things vai apresentar para você os poemas do meu amigo Rafael Cardoso. Eu adoro descobrir novas páginas sobre literatura e mais ainda sobre pessoas corajosas que se arriscam a transformar suas motivações em poesia! Hoje trouxe um poema do Rafa, originalmente publicado em sua página  Versos Verdadeiros no Facebook. E mais um pequeno bate papo com ele sobre seus escritos! 




Mídia Demoníaca


''Não vista essa roupa menina, 
Ande assim, coma menos, aprenda 
A se comportar'' e a andar como a 
Mídia impõe, obedeça ela, ouviu?!

Tamanho, peso, altura, roupa, e comida, 
É assim que essa mídia miserável a qual
Vivemos tenta e consegue cada vez mais 
Nos manipular, e é com ela que eu quero acabar!

Você não pode vestir determinada roupa
Porque está fora de moda, você não pode
Ter um corpo de 70 quilos porque você é feia...

Essa é a nossa mídia, você tem que comer 
Isso, e não aquilo, você tem que ser alta pra 
Ser modelo, tem que ter cabelo liso...

Você tem que ser clara, não pode ser ‘’um 
Pouco mais escura’’, porque senão determinados 
Trabalhos você simplesmente não consegue, 
Porque tudo gira em torno dessa mídia...

Essa mídia que te coloca hoje lá em cima, 
É a mesma que vai te colocar lá no chão 
Amanhã, esses padrões que você que
Segue é o mesmo que te menospreza!

A mídia brasileira é o um dos nossos 
Demônios, pois ela acaba com os nossos 
Sonhos, ela é sim demoníaca!

Já está na hora de nós acabarmos com 
Ela, de fazer com que ela perceba que 
Você gordinha e baixinha é linda assim mesmo!

Já está mais do que na hora dela perceber, 
Que o mundo gira em torno da gente, e não 
Dela, já está na hora dela nos temer, pois 
Sem nós elas não são ninguém.

Você que é negra, de cabelo encaracolado, 
Que usa turbante, que tem cabelo rastafári, 
Você é linda e maravilhosa sim, não se 
Abale por isso, essa mídia não é nada.



O Autor: 

Meu nome é Nilton Rafael Cardoso Souza, mas todos me chama de Rafael Cardoso, moro em Jacobina Bahia, nasci em São Paulo, mais especificamente em Guarulhos.


O que te inspirou/ motivou a escrever o poema "Mídia Demoníaca"?



O que me inspirou escrever esse poema foi um trabalho de educação física que a prof Conceição passou, que era de uma forma bem resumida para eu realizar um desfile no colégio com todo tipo de pessoa, ou seja mostrando a diversidade cultural do colégio e das pessoas com o seu jeito único de ser, ou seja, desfilaram pessoas, magras, altas, gordas, negras, brancas e etc, ou seja quebrando o tabu que para ser modelo precisaria necessariamente ser alta, magra e ''bonita'' aos olhos da mídia.

Quando começou a escrever poemas?

O que me leva a escrever é porque eu gosto de escrever, é simples, gosto de escrever geralmente quando estou inspirado, sendo assim tudo que eu escrevo é o que eu sinto, eu posso me inspirar em uma pessoa, em uma música, um filme, ou simplesmente em nada, já que o nada me faz pensar e questionar.

Faça um convite para as pessoas visitarem a sua Página!


Caros leitores, minha página de poemas é bem peculiar, ela é bem diferente de todas que vcs já viram, os meus poemas quase todos são inspirados em histórias reais, alguns em letras de músicas, novelas, filmes, ou simplesmente um trabalho escolar, e eu convido vocês a mergulharem nessa minha fantasia, se caso gostarem fiquem a vontade para curtir, comentar, compartilhar e criticar, na minha página tudo é aceito se for dentro dos padrões de respeito! Eu espero a sua visita ansiosamente.

Gostou? Que tal dar uma passadinha na page do Rafa? É só acessar:

 www.facebook.com/VersoVerdadeiro/


Hasta La VIsta ! :*





sábado, 27 de agosto de 2016

Leituras e Devaneios: Depois de Você - Jojo Moyes





Sim, começo a escrever esse texto ainda com o coração acelerado. O fim de Depois de Você, a esperada continuação de Como Eu Era Antes de Você, me deixou cheia de emoções misturadas. E é tão bom quando um livro proporciona isso! E caso você não tenha lido o primeiro livro e queira se inteirar antes de ler esse post pode conferir um pouco da história aqui no meu post sobre ele.
 Sinopse: Quando uma história termina, outra tem que começar. Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.



Fui obrigada pelo meu subconsciente faminto por histórias  a ler Depois de Você, continuação de Como Eu Era Antes de Você, com um pouco de receio fui em frente na sequência, mesmo sabendo que ela poderia desconstruir tudo o que eu amei na protagonista Louisa Clark e foi isso que aconteceu. Jojo Moyes não teve pena de seus leitores e nos apresentou uma nova aventura da vida de Lou, daquelas que te revolta no começo, mas que depois de um tempo você começa a compreender que tudo aquilo foi necessário para que finalmente Lou pudesse se encontrar em seu próprio futuro.



Uma nova Lou Clark surgiu, nada de roupas extravagantes e coloridas que estranhamente pareciam combinar com o estilo vívido e alegre da moça e para a decepção de todos nós, nada de meinhas de abelhinha. De início foi difícil até imaginar essa nova Lou de "Camiseta branca e calça jeans" mas depois foi ficando mais simples compreender seus motivos. Como ela poderia seguir em frente depois de perder alguém tão marcante como Will? 
Em Como Eu Era Antes de Você, Lou conheceu o ponto de vista de Will e da vida amarga que ele vivia, mas ao tentar mudar as opiniões dele acabou mudando ás próprias decidindo viver melhor e intensamente. Pena que essa decisão se foi junto com Will pois ele era a raiz desse sentimento.

                

A Lou que conhecemos no início do livro é de assustar, amargurada, presa em um emprego que não gosta e com o peso de achar que não está fazendo aquilo que Will pedira: viver intensamente. Além de tudo isso recomeçar uma vida longe da casa, sozinha e convivendo com o luto faz com que Lou se perca em seus objetivos, principalmente quando ela encontra uma pessoa muito importante na vida de Will (que eu não vou dizer quem é) que a faz deixar de lado a própria vida.

Ao fim, todas as escolhas que Lou faz durante o livro apesar de parecerem ser erradas de início levam na a um final feliz, mas não definido. Ela volta a se reconhecer e aceitar um recomeço sem Will ao seu lado, a presença dele em sua memória deixou de ser um peso, um motivo de tristeza, para ser uma lembrança de felicidade e crescimento.

No geral eu até que gostei bastante, não quanto o primeiro livro, mas foi uma leitura prazerosa, gostei do estilo da JoJo Moyes que parece estar escondendo pistas sobre os personagens por entre ás páginas e no decorrer da leitura você vai descobrindo um pouco mais, se deliciando e sendo instigado pela vontade de presenciar um final feliz para Lou e as pessoas que ela ama.

E você que achou de Depois de você? Já leu? Vai ler? Deixe sua opinião!!

Hasta la Vista! ;*

domingo, 31 de julho de 2016

Orfã de Série: Freaks and Geeks


Eu faço isso todas as vezes, começo a assistir uma série que já foi cancelada e fico despedaçada quando ela acaba e não há chance alguma de uma nova temporada! Assim aconteceu com a divertidíssima Freaks and Geeks que tem apenas uma temporada com 18 episódios exibidos nos EUA entre 1999 e 2000. Terrivelmente traduzida como "Aborrecentes" no Brasil. Confere a abertura para entrar no clima!

I DON'T GIVE A DAMN 'BOUT MY REPUTATIOOOON...!!! 

A trama gira em torno da adolescente Lindsay Weir e seu irmão Sam Weir que frequentam o McKinley High School no início dos anos 80, nos subúrbios de Detroit, Michigan. Ao ser abalada pela morte da avó, Lindsay perde alguns hábitos e ganha novos fazendo novos amigos, vulgarmente freaks. Este novo estilo de vida de Lindsay traz conflitos às relações com os seus pais. Os primeiros episódios da série, em especial, ilustram a transição da vida de Lindsay, como uma matematleta ( jovens que treinam para campeonatos de matemática) inata que tem como melhor amiga Millie , personalidade semelhante, em uma adolescente que veste o casacão do exército do pai e sai com seus novos amigos politicamente incorretos e problemáticos. Parte significativa da trama da série consiste em seu relacionamento com seus novos amigos e a fricção que isso causa em seu relacionamento com os pais e sua própria imagem. De forma paralela, a série mostra o percurso de Sam e seus amigos geeks enquanto eles tentam se encaixar em um novo universo social.

                             

Claramente temos na série dois tipos de "grupos sociais" Os Freaks, adolescentes problemáticos que se envolvem com vandalismo, drogas e bebedeira aos quais Lindsay começa a fazer parte. E os Geeks compostos pelos nerds que tiram notas altas e sofrem bullying dos atletas da escola dentre eles Sam Weir, irmão de Lindsay.


Lindsay, a protagonista da série, se encontra em um conflito de identidades, sem saber quem ela quer ser e onde ela deve se encaixar, com os Freaks ou os Geeks dos quais ela fazia parte antes. Na tentativa de se redescobrir Lindsay acaba se metendo em enrascadas que seus pais nunca imaginariam que ela fosse capaz de fazer. O legal é que todo esse tema de dramas da adolescência é tratado de uma maneira leve e cômica não fazendo de Freaks And Geeks apenas mais uma série "High School".


 Claro que existem momentos mais densos, principalmente quando passamos a conhecer melhor cada personagem ao decorrer dos episódios e compreendemos os dilemas que cada um vive dentre eles, a perda de um ente querido, casamento dos pais em crise, vício em drogas e etc...


Apesar de ter apenas uma temporada, e sim, mesmo sabendo disso eu assisti e fiquei com o coração partido quando terminou, Freaks and Geeks é considerada 'cult' umas das melhores séries sobre a vida adolescente já produzida e a que melhor representa as injustiças e dramas dos dilemas adolescentes.


Freaks and Geeks, além de ser muito bem produzida, tem uma trilha sonora marcante começando pelos vocais de Joan Jett na abertura e nomes do rock dos anos 80 e 70 como The Who, Janis Joplin, Santana e Lynyrd Skynyrd. Boatos dizem que grande parte dos lucros da série foi destinado apenas para que fossem pagos os direitos da trilha sonora utilizada e isso também poderia ter retardado o lançamento da série em DVD.


Além disso Freaks and Geeks foi o primeiro trabalho de estrelas renomadas no cinema e TV entre eles James Franco, com trabalhos em Homem Aranha 1,2 e 3 e 127 horas. Jason Segel mais conhecido como Marshal Ericksen da série How I Met Your Mother (foi por causa dele que comecei a assistir Freaks and Geeks 'rs). E Seth Rogen conhecido por aparecer em comédias como Ligeriramente Grávidos entre outros.




E se depois de tudo isso eu consegui te convencer a conferir os dilemas de Freaks and Geeks corre pra Netflix que a série está disponível inteirinha lá, quando terminar não diga que eu não avisei, a saudade vai ser grande <3



Hasta La Vista! :*