sábado, 28 de novembro de 2015

#Porque eu... Sobre a Vontade de Amar Alguém




Ontem foi um dia cheio de diferentes nuances e uma delas me chamou bastante atenção, vou deixar as circunstâncias meio sem explicações porque mesmo sabendo que meu blog não tem muitas visualizações por aqui, vai que alguém descobre quem esse personagem é? Quero deixar claro que eu não o defendo e muito menos as ideias dele, fato que ficará claro no decorrer do post, mas observando o talento que as pessoas cultivam em odiar as outras acho melhor não alimentar fogo com fogo e deixar essa identidade de lado.

                    

O caso é que esse personagem me fez pensar sobre o que as pessoas classificam por amar o próximo e nesse contexto de terrorismo que assistimos só aumentam minhas dúvidas se realmente esse mundo já não se acabou a muito tempo atras. Bom, indo direto ao ponto; ao encontrarmos um casal de mulheres, as quais eu não conheço mas a pessoa deixou claro pra mim que elas eram um casal, me perguntou o que poderia ter acontecido com elas para serem assim, seria esse um distúrbio mental, uma doença ou algo do tipo? Eu realmente me surpreendi com a pergunta, olhei meio de lado e quase pensei que ele estivesse brincando, mas quando percebi que era sério, respirei fundo e agi igualmente como faço com meus alunos quando perguntam uma mesma coisa umas trezentas vezes, tentei me manter calma, como se essa fosse uma pergunta qualquer, o que definitivamente não era, e respondi com exemplos claros: "não, não é nada disso. é só vontade de amar outra pessoa a diferença é que nesse caso a atração acontece com o mesmo sexo . No caso das moças elas sentem uma pela outra o que o sr acha que elas deveriam sentir por homens."  me senti explicando algo meio óbvio ou tentando explicar algo inexplicável. A verdade é que eu não sei se expliquei certo, se é que existe o jeito certo, ou se ele compreendeu o que eu quis dizer, só assentiu com um comprido "aaaaaah". Me senti muito desconfortável com a situação, apesar do absurdo da questão ele não pareceu ter perguntado por maldade, mas sim porque queria talvez ouvir uma opinião diferente das que ele deve ter ouvido anteriormente. Encerrei o papo dizendo que elas estavam certas por ficar juntas e não esconderem seus sentimentos, se elas se gostam não há mal nisso.

Fiquei com essa história na cabeça e mesmo que o que eu disse não tenha feito efeito algum na opinião da pessoa me pergunto porque ter vontade de amar alguém, seja ela do sexo que for é assim tão complicado, temos mesmo que ficar julgando uns aos outros como doentes, condenados, sujos? Sou católica praticante e sei que a posição da igreja em relação ao homossexualismo é complicada, mas sei que o "amai-vos uns aos outros" que eu aprendi inclui acima de tudo respeito pelo próximo, independente de qualquer coisa. Afinal, deve existir uma comunidade/igreja que inclua e receba a todos, se somos todos filhos de Deus temos todos direito a mesma salvação. 

E mesmo com todas as opiniões contrárias e absurdas sobre o homossexualismo eu ainda não vejo o problema em gostar de uma pessoa e querer ficar ao lado dela. Bem vindos ao nosso mundo, que ainda espera uma profecia para acabar, mas onde a violência e o preconceito parecem normais e toleráveis e a vontade de amar alguém é doença.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Little Things: Dilemas Literários




Hey Leitores!
Hoje trouxe um pouco dos dilemas que leitor@s como nós enfrentamos durante a nossa vida de paixão por livros! 
Silêncio que o post vai começar!!!!


1 Nossa singela lista de desejos:


2. Aquela vontade de adotar todos os livros do mundo!


3. Aquele sentimento pós Black Friday


4. Quando a listinha de livros não para de crescer...

Tom Cruise perde! rsrs


5. E quando você encontra aquele livro que você tanto queria...


6. Vontade de começar nosso acervo pessoal.


7. Então você empresta o seu livro amado e...


8.  A famosa ressaca literária...


9.O ciclo que se repete toda vez comigo :(





Qual desses mais acontece com você? Deixe sua opinião!!
Hasta la vista!





sábado, 24 de outubro de 2015

Leituras e Devaneios: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky





Hey leitores! 

Depois de uns dias sumida voltei! O motivo do meu sumiço vou contar em outro post não se preocupem! Maaaas agora o assunto é outro o livro lindo e cheio de amor chamado As Vantagens de Ser Invisível do escritor norte-americano Stephen Chbosky.


                                

Minha história com esse livro é meio engraçada, desde que assisti ao filme que queria lê-lo, coloquei na minha lista mas sempre passava outro livro na frente dele e fui nessa lendo outras coisas até que um belo dia vi o livro na loja e fiz: é hoje! 

Comprei levei pra casa e comecei a ler no outro dia, fui me encantando pelo Charlie e terminei o livro em dois dias. Foi como em um piscar de olhos, se eu soubesse da ressaca literária que estava por vir... fiquei até com aquele sentimento de que deveria ter ido mais devagar e ir aproveitando cada página, refletindo cada momento.


Metade da culpa foi minha eu estava realmente ansiosa quando eu li o livro, muitas coisas mudando de uma hora pra outra e eu descontei minha ansiosidade no livro. A outra metade da culpa fica por conta da escrita de Chbosky, As Vantagens de Ser Invisível é escrito na forma epistolar, conhecemos Charlie pelas cartas que ele escreve para seu "amigo" esta, como define o autor, era a maneira mais íntima de falar ao leitor. Além disso, ele sentiu que esta seria uma forma de manter a história coesa, já que a juventude possui altos e baixos — onde, segundo o próprio romancista, "um dia, você está no topo do mundo e [...] três semanas depois, você está terrivelmente deprimido". Isso se reflete na escrita de Charlie: no início, o texto do garoto é simples e infantil, mas, à medida que amadurece, ele começa a escrever de uma forma mais profunda e completa.

Charlie é um personagem encantador, meio ingênuo, inseguro e ao mesmo tempo corajoso e determinado encontramos nele uma vontade incessante de ser alguém, de fazer parte de algo grande ou de apenas valorizar os pequenos momentos da vida. 


Chorei e ri muito com o Charlie a cada página eu me apeguei mais a ele, primeiro desejando estar entre seus amigos e as vezes querendo protegê-lo da maldade dos outros. As Vantagens de Ser Invisível nos lembra o quanto podemos ser jovens e idiotas, mas também podemos ser infinitos e tudo isso faz parte da grande montanha russa que é a vida principalmente quando se está a beira da idade adulta.


Uma coisa super legal sobre o livro é que o Charlie é um leitor voraz e no decorrer da história ele lê vários livros clássicos os quais eu já conhecia e outros que entraram na minha lista é muito legal acompanhar a influência que estes livros causam na vida de Charlie e o quanto ele aprende com eles. Outro ponto interessante é a trilha sonora. As Vantagens de Ser Invisível é um livro super musical, Charlie tem sua própria playlist e ele liga os sentimentos que as músicas trazem para diferentes momentos da sua vida.



No final a gente entende que o Charlie não é tão diferente da gente, apesar de sua trajetória de vida ser diferente, seus questionamentos e anseios são similares aos que temos ou já tivemos, todos nós sobrevivemos apesar dos medos e dificuldades e temos os nossos momentos de nos sentirmos infinitos.

obs: se prepare para uma ressaca literária daquelas...


Hasta la vista :*

domingo, 20 de setembro de 2015

#Little Things: O Livro ou o Filme?



O Livro ou o Filme? 



Brian Mcfarlane (1996) traz em sua obra From Novel to Film uma discussão sobre adaptação e sua relação com o romance da qual se origina. Neste ponto é necessário se discutir o porquê das adapatações serem tão populares. Em questão de popularidade podemos destacar que o filme está para o século XX/XXI como o romance/livro estava para o século XIX.


O papel do romance na sociedade do século XIX se assemelha ao que hoje temos o papel do cinema, como formador de opinião, difusor de idéias e fonte de entretenimento. As duas mídias tem muito mais em comum do que notamos, “como filme veio substituir na popularidade do romance representacional do início do século XIX, este o fez através da aplicação de técnicas praticadas pelos escritores no último final de século.” (MC FARLANE, 1996, p.6 tradução minha) O que reforça a proximidade das duas mídias e justifica termos o cinema e a literatura em constante diálogo através das adaptações. 


Ao tornar esse diálogo mais claro o cinema utiliza da literatura para fortalecer seu campo de trabalho, assim como atender as expectativas de seus leitores/espectadores:

"Assim que o cinema começou a ver-se como uma narrativa de entretenimento, a idéia de saquear o romance – já um repositório estabelecido de ficção narrativa - para material de origem teve início, e o processo continuou mais ou menos ininterruptamente por 90 anos. As razoes dos produtores para esse fenômeno parecem se mover entre os pólos de comercialismo em massa e o elevado respeito do público para com obras literárias." (MC FARLANE, 1996, p.6 tradução minha) 


A partir de então o cinema vê na literatura uma fonte de recursos sobre os quais poderão ser trabalhados, apresentando o leitor para determinados enredos de obras literárias ou atraindo aos que já conhecem a obra literária como fonte e que, querendo ou não poderá ver com olhos mais críticos o filme que deriva da obra de seu autor favorito.


É do leitor que vem a se tornar espectador que parte outro destaque de Mc Farlane em sua obra, para ele o leitor tem a motivação de ir ver uma adaptação mesmo sabendo que está poderá não preencher suas expectativas e será totalmente diferente daquilo que nós, como leitores, imaginamos ao ler uma obra literária.

"Quanto ao público, independentemente das suas reclamações sobre esta ou aquela violação da obra original, eles continuam a querer ver o que os livros poderiam parecer. Constantemente criando suas próprias imagens mentais do mundo de um romance e de seu povo, eles estão interessados em comparar as imagens com as criadas pelo cineasta." (MC FARLANE, 1996, p7 tradução minha) 


Leitores em geral têm como desejo saber como o livro seria se este pudesse ter existido de uma forma concreta, nesse caso concretizada em forma de imagem, no qual temos um porém, pois as imagens pertencentes ao imaginário de uma pessoa são diferentes em relação ao de outros leitores. O que diferencia um leitor/espectador comum e um diretor de cinema é que este tem o poder de transformar sua própria interpretação de uma obra em algo concreto, o filme, tornando desta forma, a sua adaptação/ interpretação pertencente ao imaginário daqueles que não conhecem a obra original; os espectadores não leitores.

E você a qual lado pertence? É um expectador leitor ou um leitor espectador? Deixe seu comentário!

Hasta La Vista :*

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Meu Cupido Me Ama - Cap VI - À Espera


"Meu Cupido Me Ama" é um projeto de ficção, uma brincadeira que comecei há uns anos atrás,e nunca dei continuidade, esses dias resolvi revisar e postar para vocês. O enredo conta a história de Lara Leão e sua trajetória amorosa um pouco desastrosa, enquanto isso ela aprende a lidar com os próprios sentimentos e incertezas. Bom, a graça dessa brincadeira é que a história nunca foi terminada, então durante as postagens dos capítulos eu aceito sugestões e sempre vou querer saber a opinião de vocês sobre a história. Lembrando que eu não sou nenhuma super escritora, então qualquer falha no enredo é mera falta de prática da pessoa que vos fala. 
Perdeu os demais Capítulos? Confira aqui!

14:00

Já estava na hora do poderoso chefão que me deve duas férias e que me faz trabalhar em janeiro chegar e nada dele, eu já estava ficando nervosa, era bem a cara dele desmarcar em cima da hora e pior, já que ele não sabia da visita do Luan, isso seria bem provável.
Eu e o Israel estávamos terminando de organizar uns papéis no escritório para ele parecer menos zoado e pertencente a um jornal que ninguém mais lê, nem mesmo o blog da internet, que está mais parado que o meu. O poderoso chefão herdou o jornal dos avós dele, era o meio de comunicação mais tradicional da cidade até que ficou meio largado pelo chefe, que nem liga muito sobre o que os jornalistas que ele contrata publicam, metade das matérias são ligadas a prefeitura, ainda bem que eu só atendo os telefones e se a polícia federal ligar pra cá, vou entregar o endereço de todo mundo quero nem saber....

14:30
Aaaf, eu fico olhando para o relógio toda hora, nada do chefe, nada do Luan.
- Acabou sua agonia, o chefe ligou e disse que não vem, ficou preso na fazenda da sogra dele e bla, bla. O legal é que podemos fechar e ir tomar sorvete, que tal!?
- Não acredito! Poxa chefão, logo quando eu preciso de sua presença aaargh que ódio.
Alguém bate na porta, era o Luan
Aii que vergonha, ele veio aqui a toa!
-Oi Luan, érr... desculpa, o chefe ligou e disse que não poderia vir hoje, sabe como é, no brasil o ano só começa depois do carnaval rsrsrs.
Que coisa mais idiota pra se falar. Ele abriu um sorriso lindo quando me viu? Sim ou não, tive a impressão que sim! Sou linda, eu sei, ou melhor irresistível ‘hahaha
- Tudo bem Lara, sem problemas. Volto outro dia. Ou melhor, você já está indo embora? Estava indo na pastelaria ali da esquina, queria companhia, vamos?
- já, já sim! Claro que vou!
Notei que o Israel me olhou meio estranho, ele estava falando alguma bobagem sobre sorvetes sei lá, ele quer me ver gorda ou o quê?
- Riri, termina de fechar pra mim coração?
- Claro gatinha, vai se divertir.

-partiu!

Próximo capítulo em breve!!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

#Little Things: Literando no Instagram

Hey Leitores!


Hoje vamos falar sobre Instagram, mais precisamente sobre dois perfis que estão fazendo muito sucesso espalhando amor pelo insta! Eles são Rafael Magalhães e Matheus Rocha que escrevem textos lindos, simples e reais que fazem com que nós nos identifiquemos quase que instantaneamente, dá para perceber que para eles a escrita é uma forma expressar os sentimentos, ideias, impressões de uma forma bonita, refletindo nossos atos corriqueiros com um toque de leveza que nem nós mesmos percebemos...  Prepara a curtida e vamos conhecer os autores que estão literando no Insta!


#Rafael Magalhães: Precisava Escrever 


@precisavaescrever

http://precisavaescrever.com.br/


Rafael Magalhães é um rapaz de 29 anos que se divide entre o anonimato da rotina como professor de educação física e a fama de um pseudônimo na internet. O goiano é o autor dos textos e gerenciador de todas as redes sociais Precisava Escrever. Em menos de 2 anos de publicações, Rafael já tem milhares de leitores e admiradores do seu trabalho por todos os cantos do país. O seu primeiro livro, também intitulado PRECISAVA ESCREVER, está na lista dos livros independentes mais vendidos do Brasil. O autor já está produzindo a sua segunda obra que deverá ser lançada em dezembro de 2015 ( eu quero todos!). Quando solicitado a deixar algumas palavras para seus leitores, Rafael Magalhães respondeu assim:

“Escrevo porque cansei de gritar. Escrevo porque cansei de me calar. Escrevo porque você me lê, me enxerga, me inspira e me entende. Escrevo porque acredito que a vida muitas vezes se repete e a minha experiência pode servir para você, seja como um alerta ou simplesmente para reviver um passado. Escrevo porque sei que somos humanos e que os meus medos e os meus sonhos se misturam aos seus. Porque acredito que minhas palavras tenham o poder de levar o abraço que você deseja ou a sacudida que você precisa. Não, eu não vivi todas as histórias que escrevo, mas já senti tudo aquilo que existe nelas. Escrevo tentando ler a sua alma, ouvir os seus segredos, penetrar aqueles sentimentos que muitas vezes você não permite serem explorados. Desejo que os meus textos derramem aquela lágrima que você insiste em segurar ou liberem aquele sorriso que o destino muitas vezes não deixou acontecer. Adoraria que eles reacendessem a chama daquele sonho que ficou esquecido e lhe dessem coragem suficiente para seguir a sua verdade. Falo de saudade porque tenho muito o que lembrar. Falo de coragem porque a vida me obrigou a ser assim. Falo de tristeza porque sei que ela uma hora ou outra há de me visitar. Mas, principalmente, falo de amor, porque já amei, porque amo e sei que amarei até os meus últimos dias, pois ainda não conheci neste mundo algo mais imponderável que o amor. Seja bem-vindo ao PRECISAVA ESCREVER. Entrego-lhe agora a chave do meu baú de lembranças. Talvez encontre dentro dele um ou outro item que lhe seja bastante familiar. Peço que tente não se assustar com as minhas cicatrizes. Prometo que serei muito cuidadoso com as suas.”


Porque eu sigo Precisava Escrever: Os textos do Rafael são inspiradores, é muito legal observar como ele expressa sobre a vida cotidiana de uma maneira tão simples e ao mesmo tempo tão cheia de detalhes, muitos deles nós nem percebemos, ou nos esquecemos que estão ali. O Precisava Escrever é um livro lindo, que eu estou doida pra ter em mãos rsrs. Enquanto isso não acontece eu continuo acompanhando as postagens dele no Insta e no blog do Precisava Escrever. Rafa, o sentimento é recíproco, assim como você precisa escrever, nós precisamos nos ler refletidos em suas palavras! <3

#Matheus Rocha: Neologismo


@neologismos


Matheus Rocha, baiano, 23 anos, e formado em jornalismo. Aspirante a escritor, criou o Neologismo há pouco mais de dois anos. Em resumo, são textos sem formas predefinidas, sem regras e com o mais sincero sentimento que se tem noção. Aqui, encontra-se o que a definição explica: novas palavras ou atribuições diferentes às que já existentes.

Segue em trecho de um texto do Matheus: 

  "Talvez a chuva, o frio, a noite ou uma combinação angustiante disso tudo mexa comigo. É que por mais que eu finja ser do tipo de gente que não liga, não se importa, não tá nem aí, eu tô sempre aqui. Esperando um carinho, um afago, um alô, um amor, você.
  Às vezes, a gente caminha na vida buscando um abraço quentinho para terminar a noite depois de um dia inteiro que parecia não ter fim. A gente só quer alguém pra morar, agarrar, se esconder feito ninho. Dormir em concha, em oceano, em paz. Alguém que venha e transforme a nossa agitação em calmaria. Alguém que coloque a minha insônia para dormir contando carneirinhos. Que alise meus cabelos e assista minha respiração.
  Não sei se você já se sentiu sozinho, vagando por aí, procurando desesperadamente um lugar para pertencer, para chamar de seu. Não sei se você já beijou alguém esperando que alguma coisa te arrepiasse e mostrasse só com o olhar que era pra ser, mas não foi. Não era. Não deu...
  Às vezes, na vida, a gente quer tanto alguém, que se esquece de ser também. E os dias passam, sem cor, sem vida, sem aquele carinho. Ninho. E aquela vontade de ser par aperta o peito. Angustia. Machuca. Maltrata. Faz da gente escravo e açoita nossos corpos sem dó. Piedade. De mim.
  De tanto cair, levantar, tropeçar, deixar os dias passarem, empurrar com a barriga, a gente parece que acaba desistindo. Desistindo de ter um abraço quentinho para terminar a noite, depois de um dia inteiro que parecia não ter fim. A gente simplesmente segue."

                                        
                                         

Porque eu sigo Neologismos: Sigo o Matheus a menos tempo do que o Rafa, o que não me impediu de me apaixonar tanto quanto pelos textos dele. São simples frases que refletem muito e que nos inspiram a ver a vida, os nossos atos, nossas relações com o mundo de uma maneira poética, bonita e que inspira a criarmos nossos próprios neologismos, é visitando páginas como a do Matheus que me pergunto porque não escrever também? As palavras podem significar muito mais do que aquilo que imaginamos e dividi-las com o mundo é um ato de desprendimento e coragem!

Gostaram?! Então não deixem de seguir os perfis dos garotos e compartilhar com quem você gosta! Conhece outro perfil legal? Deixe sua opinião nos comentários!

Na seção Palavra Cacheada deste blog eu brinco com as palavras em textos onde escrevo minha opinião de forma parecida com a dos garotos, não tão bem quanto eles, mas é escrevendo que se chega lá!

Hasta La Vista :*

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Leituras e Devaneios: Meia Noite Na Austenlândia - Shannon Hale




Hey leitores!

Cá estou eu, voltando de mais uma temporada na Austenlândia! Sim, desta vez o clima estava totalmente diferente, pude rever alguns de meus velhos conhecidos e me encantei pela nova hóspede e nossa heroína Charlotte Kinder!



Bom, já para esclarecer algumas dívidas iniciais, começo dizendo que Meia Noite na Austenlândia não é uma sequência ao livro inicial "Austenlândia"!! O local onde a história acontece que é o mesmo, até alguns personagens se repetem, como o alegre Coronel Andrews, a espalhafatosa Sra. Charming e a temida e na minha opinião meio rabugenta, a proprietária de Pembrook Park; a sra. Wastlebrook.

O Local pode ser o mesmo, mas a nossa heroína é outra Charlotte Kinder é doce, gentil, educada o exemplo de mãe e esposa, aquele tipo de pessoa que com certeza nunca se arriscou a fazer algo diferente ou errado na vida, assim ela seguia com seu casamento, para ela a combinação perfeita; seus filhos Lu e Beckett, seu marido James e seus negócios que iam de vento em popa. Até que a vida lhe mostrou a justiça que ela não merecia.



Justice, esse foi o nome da mulher que fez como se um furacão tivesse passado na perfeição da vida de Charlotte. James a trocou pela amante com esse nome no mínimo sugestivo 'rsrsrs. foi tentando se reerguer após esse doloroso divórcio — e ainda obrigada a ver o ex-marido se casar com a amante —, que Charlotte encontrou consolo na leitura, mais precisamente nos livros da nossa diva Jane Austen.

A ideia deste livro é tentar misturar o universo de Jane Austen com um tom de mistério inspirado em Agatha Christie e assim acontece: Todos em Pembrook Park devem desempenhar um papel, mas, com o passar do tempo, Charlotte não tem mais certeza de onde termina a encenação e começa a realidade. E, quando os jogos na casa se mostram um pouco assustadores, ela descobre que talvez nem mesmo o chapéu mais bonito poderá manter sua cabeça grudada ao pescoço. Ao contrário do que se poderia pensar, Pembrook Park se revela um lugar intimidante, e a experiência de dela passa a ser muito diferente da descrita no pacote de férias. É a partir deste momento que Charlotte começa a se dar conta de que há um mistério no local que envolve muito mais do que ela imagina.


Charlotte é uma heroína encantadora, ela começa meio estilo Anne Elliot de Persuasão, meio deixada de lado pela vida, pelos filhos e pelo amor e logo quando chega a Austenlândia vai se tornando uma Catherine Morland, investigando assassinatos como na Abadia de Northanger. Depois Charlotte reencontra a ela mesma e descobre que o mundo não acabou porque seu casamento acabou de uma forma tão trágica e que ela pode se dar mais uma chance de ser feliz isso claro, se ela conseguir sair viva da Austenlândia.

Muito mistério, romance e humor em mais um delicioso spin-off das obras de Jane Austen, a cada dia me encanto mais navegando entre os inúmeros caminhos que os romances de Austen abriram durante esses dois séculos que nos separam de nossa diva Jane. Graças a Shannon Hale e a Austenlândia 200 anos pareceram uma semana e eu aconselho as Janeites que não percam esse atalho temporal maravilhoso!