terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Quando For Dormir...



                                  

Pense que o dia acabou, mas não levou consigo a tua coragem;
O sol sempre volta e traz consigo mais uma chance;
Se a chuva chegar, deixe que os seus problemas escorram pra longe;
Todos os dias são necessários para se construir uma nova história.




 Feliz Ano Novo!
 Happy New Year!
 Bonne Année!
 Feliz Año Nuevo! :)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Para as Coisas Que Não Se Vão



        Você pensa que chegou ao fim? Não tão fácil, não tão cedo. Existem coisas que nunca se vão e para elas posso listar muitas coisas somos marcados todo o dia por momentos, pessoas, músicas, sentimentos, perdas. Cada um de nós sabe as bagagens que levamos, coisas que queremos, sonhos, anseios, e a bagagem de coisas que deixamos pra trás.

        Engana-se quem acha que essa bagagem é leve, quanto mais o tempo passa mais pesada ela fica, cada vez que temos vontade de reviver coisas boas, tornar o passado futuro, esquecer um pouco o presente, mas não dá. Essas também são coisas que não se vão e para elas existe a saudade como ponte para te ligar a aquilo que você pensou esquecer. A gente sempre se engana pensando que algo se vai para sempre, nem mesmo as pessoas se vão para sempre.

       Para as coisas que não se vão existem os vazios, que ficam lá no lugar daquilo que você deixou pra trás, e para esses vazios existem as vontades, que os preenchem de desejos que não te deixam esquecer.

     Então eu devo levar tudo comigo? Nem isso deve-se fazer; outra coisa que não se vai é a necessidade que temos de deixar coisas pra trás; lugares, sentimentos, pessoas, sonhos. Chamamos isso de crescer, amadurecer, renovar, evoluir. Mas mesmo quem “evoluiu” procura em si sua bagagem de coisas que não se vão, nossa ligação com aquilo que não podemos deixar: nossa essência.

       Para as coisas que não se vão existem também as amizades verdadeiras, nunca se deixa um amigo verdadeiro pra trás, nem que se queira, vão se os anos, as décadas, mas os sentimentos permanecem, o que faz bem sempre volta, se renova, se busca. E isso eu aconselho nunca deixar ir.





Para elas também fica minha vontade de escrever, de compartilhar minhas ideias mirabolantes!
 Blog voltando à ativa: Que sigam-me os bons!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Às Heroínas que Somos!



Depois de finalizada a leitura de Lições de Vida das Grandes Heroínas da Literatura de Erin Blakemore me permiti pensar em algo que antes não dava importância, algo meio fora do real, que eu sempre achei difícil ser. Quão enganada eu estava, na verdade, esse sentimento está presente na nossa essência a partir do momento em que tomamos posse de nossos objetivos e nos reconhecemos como heroínas! 

Calma! é isso mesmo, você não leu errado, heroínas! Não só na ficção elas existem, estão presentes em cada uma de nós, mesmo sem precisar de capa, nem espadas ou superpoderes. Só necessitam de força suficiente para assumirem a sua própria identidade. Sua própria maneira de ser heroína.

As personagens que conhecemos na literatura e que por direito nós chamamos de heroínas não fazem parte de nenhum fato extraordinário que não nos pode acrescentar em nada, muito pelo contrário, elas juntamente com suas autoras, também heroínas por trás delas, são um exemplo que nos lembram o quanto de nós mesmas temos que refletir, recomeçar ou por em prática.

Me permito dizer que nós somos heroínas! Cada uma de nós dentro das nossas particularidades, tem seus obstáculos, objetivos e desafios a vencer! Talvez não queiram colocar nossas histórias em revistas em quadrinhos, mas o livro da nossa vida transcende o que podemos imaginar, nossa história é única, tudo o que já enfrentamos e aprendemos até aqui é digno de orgulho e respeito. Lutamos para que nossas vidas sejam melhores, somos heroínas que desejam a felicidade.

Seja heroína de si mesma! Que possamos nos salvar de tudo que não nos otimiza, nem vale à pena, que possamos nos salvar das imposições, estereótipos e preconceitos que querem nos aprisionar fora do que realmente somos. Desperte a heroína que há dentro de você, não deixe que se esqueça que ela existe, pois precisamos delas, não só nos romances, mas também nesse constante labirinto que é a vida. Que sejamos heroínas à nossa maneira, infinitas dentro de nós mesmas.

Por isso proponho um brinde, ás heroínas que somos! Por possuirmos a capacidade de nos vermos como tal, por lutarmos por dias melhores por igualdade, por respeito, por tentarmos ser diferentes num mundo onde querem nos manter padronizadas, por enfrentarmos os limites que encontramos trabalhando duro, por assumirmos a nossa imperfeição, errarmos e recomeçarmos. Que sejamos heroínas para enfrentarmos os nossos vilões do dia a dia, para sermos generosas no sonhar e guerreiras no realizar. Que possamos tomar posse dessa identidade e assumir nossa heroína interior, pois como nos livros, temos muito a aprender com elas.




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Arrisque-se




Me chateei, quebrei a cara, acontece com todo mundo eu sei. Construí uma ponte em um lugar alto, segura de que estava fazendo a coisa certa, confiante, perseverante, esperava o sucesso, mas nem tudo seguiu como imaginado, minha ponte virou uma corda bamba e eu caí. Ainda dói, todas as quedas deixam marcas mas eu que serei responsável pelo tempo em que elas irão durar. Estou pensando se vou me arriscar em construir outra ponte, em um lugar tão alto novamente. Penso em desistir? Sim, mas eu não seria eu se assim o fizesse. 

Acredito que tudo o que você se dispõe a fazer com dedicação e fé já tem chances válidas de dar certo, não foi hoje, talvez não seja amanhã, mas isso não quer dizer que não acontecerá nunca, sempre há uma chance a mais se você se permitir a ter esse direito. Se arriscar é um ato de coragem, quebrar a cara é apenas um risco que você vai correr, se exitem o sim e o não, por que não o sim? Se a vida te impõe limites, mostre a ela a sua capacidade de superá-los, limite as chances que a vida tem de te limitar, mostre a que sua vontade é infinitamente maior.

Eu poderia esquecer minha ponte, deixar para lá, tentar algo mais fácil, permanecer no que já é conhecido, mas quantas coisas eu estaria perdendo se assim o fizesse? Quantas novas experiências eu estaria evitando?Provavelmente eu estaria sempre no mesmo lugar, mas eu prefiro me arriscar, me arrisco todo dia, se não me arriscasse nem estaria aqui escrevendo isso, afinal estou correndo o risco de me acharem, boba, maluca, desocupada, ou coisas do tipo.

 Me arrisco, não porque alguém mandou, ou porque alguém disse que era certo, me arrisco porque me permito isso, você pode se permitir a fazer muitas coisas, quem sabe correr descalço na chuva, dar risada sem motivo, escrever um livro de poesia , cantar no chuveiro, idealizar possibilidades pro futuro que podem dar certo, ou não. Você tem inúmeras possibilidades de ser você e manter suas ideias em prática, mantê-las em risco.

Viver é um jogo de fazer escolhas, fazer escolhas requer sacrifício, e sacrifício significa correr riscos só depende da sua vontade de dar certo e isso começa dentro de você, nem sempre pode ser ruim, afinal, nem todas as pontes caem.

Lute pelo que você acredita, plante em si mesmo a vontade de ir em frente, não se tranque, se possua, seja quem você quiser e construa suas pontes o mais alto que puder, arrisque-se sem medo, erre, mas se permita uma chance a mais, não se limite, transborde-se.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pra Sempre Austen





Como não admirar Jane Austen? Não apenas pelos seus incomparáveis romances, mas também pela pessoa que foi pela coragem se ser quem ela era mesmo tendo que encarar as dolorosas consequências que a sociedade do séc. XIX lhe impunha.  Jane é inspiradora, tocante, como não se emocionar com a história de sua vida? Mesmo sabendo que talvez todo sofrimento relatado nas fontes que conhecemos pode não ser equivalente ao que ela realmente sentiu, ter que publicar suas obras, seus filhos queridos, por um preço humilhante totalmente fora do que eles verdadeiramente valiam, ter que ver sua família permanecer na pobreza e saber que se talvez ela tivesse feito o que uma mulher comum faria e se cassasse por convenções teria salvo sua mãe e irmã da miséria. 

Contudo ela não teria sido a Austen se tivesse feito isso, se tivesse escolhido o que deveria ser feito e se casasse por interesse.  Ela não teria sido Austen se não lutasse pela sua própria liberdade. Não teria sido Austen se não acreditasse no amor, se não acreditasse que existia algo a mais para ela, que não apenas suas heroínas poderiam ter um final feliz, pois era isso que ela queria apenas ser feliz podendo escrever seus romances sem ter que sofrer imposições de homem algum e assim poder ser ela mesma e ter seus próprios valores. 

Um exemplo de coragem para a época e para os séculos que se seguiram, coragem de uma coisa que deveria ser tão simples, mas que poucos se atrevem a ter, coragem de acreditar no amor, de acreditar em si próprio, de acreditar que você mesmo pode construir o caminho para a sua felicidade mesmo com o mundo inteiro contra, mesmo com uma sociedade que quer te limitar e silenciar. 

Jane vem nos lembrar que vale a pena tentar lutar por aquilo que acreditamos e não apenas se deixar levar pelo que todos dizem ser certo e tenho certeza que se ela pudesse estar aqui hoje e ver os frutos que seus romances proporcionaram ela não se arrependeria de tudo o que fez, pois para Jane e seus romances não haverá apenas um final feliz, mais uma incessante onda de finais felizes, sentidos, chorados,sonhados, deliciados, vividos,assistidos, lidos e relidos por cada um de seus admiradores, sem importar o tempo, ano, década ou século ela será para sempre Austen infinitamente amada.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Noite de Tempestade




Essas emoções me tiram da órbita 
Vem e vão
Como o violento pulsar das ondas
Em noite de tempestade

Vem como algo que me tira do chão

Mas não me faz flutuar
Apenas roubam as minhas bases 
me cegam, me deixam cair

Sucumbir em um abismo de constante ausência

Frente á aquilo que eu entendo das palavras não ditas
Do silêncio que mais fala do que cala
A dor que mais cura do que fere

São esses os suspiros que fingindo vida atormentam meus sonhos

Querendo dizer apenas o que não me foi dito
Vem e vão
Tentando iluminar o que não pode ser compreendido

Essas emoções que não emudecem

Rompem em uma contínua oração
Somente vem e vão.

Se alimentam dos desejos da alma

Regojizam-se das incertezas
E deixam transparecer aquilo que de você há em mim.

terça-feira, 5 de março de 2013

Vento no rosto, pé na rua e cabeça na lua.




Eu sempre fui assim, sempre acreditei na magia da vida, sempre acreditei que as coisas que acontecem de repente são especiais e tem  algo pra nos fazer aprender, nunca acreditei no acaso, um momento de distração, uma atitude, um desejo e sua vida pode mudar pra sempre, algo bom  pode acontecer a qualquer momento.  Vento no rosto, pé na rua e cabeça na lua.  Tudo isso que parece bobagem, que acontece repetidamente todo dia, sempre me fascinou, algo me faz acreditar nos detalhes, no poder de um sorriso, de uma palavra de carinho, um abraço, o barulho dos amigos! Tantas vezes lamentei por existirem pessoas que estragam suas vidas afogando-as em mágoas, tristezas, preocupações, aparências, gente que tem medo de rir alto, de tomar banho de chuva, falar besteira, gente que se entrega a solidão e se trancam em si mesmas. Tantas vezes agradeci a Deus por tudo o que ele me proporciona viver, por me dar a oportunidade de pensar diferente, por me fazer feliz sendo apenas o que sou, pode parecer pouco, pode parecer clichê, mas para mim é um tesouro sem medida. Deus capricha tanto, tanto, que eu nem sei por onde começar a agradecer. Eu tenho fé e isso me sustenta, penso que coisas ruins acontecem, sei bem disso, nada é perfeito. Penso em desistir, mas isso nunca fez meu estilo. Aprendi a erguer a cabeça, desafiar os meus medos e me jogar no futuro, mesmo sem saber onde vou cair. E mesmo sabendo o quão incerto é o meu amanhã, algo me faz crer que será bonito, será o meu primeiro passo para os novos momentos, novos abraços, novas canções, novos risos, novos motivos de felicidade.