quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Leituras e Devaneios: Profissões para Mulheres: Sobre Agent Carter e Virginia Woolf


Buenas!

Hoje vamos ter muito o que devanear sobre este post. Primeiramente este é baseado na leitura do livro Profissões para Mulheres e Outros Artigos Feministas da autora Virginia Woolf. Durante a leitura, percebi que esta obra tem bastante a ver com o plot da série de TV Marvel's Agent Carter e do perfil de sua personagem principal Peggy Carter. As duas obras, mesmo retratando realidades diferentes entre os anos 30 e 40 tem muito a ver com questionamentos que ainda nos fazemos hoje.

Vamos começar com um breve perfil das protagonistas deste post:

#Virginia Woolf



Virginia Adeline Stephen Woolf nasceu em Londres, Inglaterra, em 1882. Seu pai, um crítico literário, foi quem a educou. Figura central do grupo Bloomsbury, do qual também participaram E. M. Forster, Katherine Mansfield, Maximo Gorki, entre outros, colaborava com o Times Literary Supplement. 

Em 1912, casou-se com Leonard Woolf e fundou a casa editorial Hogarth Press, que lançou, além da própria escritora, T.S.Elliot, Forster e K. Mansfield. Foi a primeira editora a publicar a obra de Freud em inglês. Seu primeiro livro, A viagem, foi publicado em 1915. Depois vieram, entre outros,Noite e dia (1919), Mrs. Dalloway (1925), O quarto de Jacob (1922), Rumo ao farol (1927), Orlando (1928), Um teto todo seu (1929), As ondas (1931). No início da década de 1930, Vir­ginia já apresentava um histórico de saúde mental frágil, que culminaria no seu suicídio, em 1941.


#Agent Carter


Margaret "Peggy" Carter fez sua primeira aparição na revista Tales of Suspense #75 em março de 1966 criada pelos mestres Jack Kirby e Stan Lee. No início também era chamada de Agente 13, mesmo codinome que sua sobrinha Sharon Carter décadas mais tarde iria aderir (em outra história Sharon era irmã mais nova de Peggy).Carter foi uma das melhores agentes da Strategic Scientific Reserve (SSR) durante a segunda guerra mundial. Onde conheceu seu grande amor Steve Rogers, vulgo Capitão América. Nas histórias em quadrinhos eles se conheceram durante missões e Rogers não sabia o verdadeiro nome de Peggy, somente seu codinome.


Já no Universo Cinematográfico da Marvel, Peggy Carter é originalmente britânica, um oficial da British Armed Forces Special Air Service, durante a Segunda Grande Guerra. Conheceu Steve Rogers, antes desse se tornar o Capitão América, na base militar onde Steve foi treinar.

Teve um papel marcante na vida do Bandeiroso, sendo o grande amor de sua vida, que ficou lhe devendo uma última dança, antes de cair no oceano depois da luta contra o Caveira Vermelha no filme Capitão América: O Primeiro Vingador. Peggy Carter também participou da sequência Winter Soldier, já idosa, e com visíveis problemas de memória. 

...

Mas o que a renomada escritora inglesa e uma personagem ficcional tem em comum? Mais do que você imagina; as duas, uma através de suas obras e a outra nos fatos da série que protagoniza, demonstram em diferentes nuances e épocas, a posição das mulheres na sociedade patriarcal. Neste caso priorizando a profissão que exercem.

Virginia discute em seu livro a posição que as mulheres vinham tomando profissionalmente nos anos 30. O ensaio que abre o livro "Profissões para mulheres" Virginia expõem suas opiniões sobre os desafios que a mulher da época enfrenta para ocupar uma profissão que não seja ligada aos padrões que a sociedade lhe dita. Para tanto, usa sua experiência profissional como exemplo esta, que se limitou a escrita já que esta atividade era considerada respeitosa para uma moça.

                              Nor does she let a man assume she's a secretary.


O mesmo não pode se dizer de Peggy, os fatos aqui expostos dizem respeito ao enredo da 1ª temporada da série Agent Carter. Na série ambientada em 1946, acompanha Peggy Carter conforme ela lida com as consequências do retorno do exército para os EUA após o fim da guerra. Abalada depois do desaparecimento de Steve Rogers,  Peggy mesmo tendo participado de grandes missões como a que resultou na criação do Capitão América, é diminuída por seus colegas de trabalho, todos homens, e precisa neste ambiente dominado pelo sexo oposto, tentar fazer com que o seu trabalho seja respeitado.
Ser uma agente secreta não é uma profissão comum para uma mulher, e ela sofre com essa visão toda vez que no escritório é "confundida" com uma secretária e é designada para trabalhos como, atender telefones e buscar o almoço...

Thompson:"estes relatórios de vigilância precisam ser arquivados e você é sempre muito melhor neste tipo de coisa."
Peggy: Que tipo de coisa é essa, Agente Thompson? O alfabeto?"
  Virgínia Woolf prossegue seu argumento descrevendo alguns dos desafios que ela enfrentou para seguir a carreira de escritora, entre eles superar a sombra do "anjo do lar" que nada mais é do que o ideal feminino da época, que indicava como a mulher DEVERIA ser para ser respeitada: "em suma seu feitio era nunca ter opinião ou vontade própria e preferia sempre concordar com as opiniões e vontades dos outros." Woolf, resolveu "matar o anjo do lar dentro dela para que pudesse dar voz a sua verdadeira personalidade.

Carter por sua vez também parece ter se livrado do anjo do lar em suas decisões pessoais, mas não deixa de utilizá-lo como um aliado quando precisa para poder viver sua vida dupla e manter a fachada de "telefonista pacata" ou até dentro de seu escritório quando seus colegas a subestimam, e a veem como inferior usando, desta forma, o próprio machismo deles contra os mesmos (quem assistiu a série entende melhor essa parte.)

Almost all of her male co-workers see her as less capable, so she uses their mistake against them.
Carter executando o tipo de atividade que lhe era designada e aproveitando para coletar informações para suas missões.
   "O anjo do lar morreu e o que ficou? Vocês podem dizer que o que ficou foi algo simples e comum (...) Em outras palavras agora que tinha se livrado da falsidade a moça só tinha de ser ela mesma. Ah, mas o que é ela mesma? Quer dizer o que é uma mulher? Juro que não sei. E duvido que vocês saibam. Duvido que alguém possa saber, enquanto ela não se expressar em todas as artes e profissões abertas às capacidades humanas." Como saber no que a mulher necessita ou o que ela almeja sem que ela mesma possa nos mostrar essas respostas? Essa era a discussão trazida por Woolf nos anos 30, as mulheres dando voz ao próprio sexo para que elas possam fazer as escolhas que quiserem para suas vidas.

"Vocês acham que me conhecem, mas eu nunca fui mais do que o que cada um de vocês tem criado"

Em mais um trecho do Livro "Profissões para mulheres..." Virginia cita o que seria o perfil do personagem Thompson e a maneira como este trata a Agent Carter durante a série: "Há um instinto masculino forte e Inextirpável de que uma jovem culta ou mesmo talentosa é o monstro mais intolerável de toda a criação."  Thompson, não somente vê em Carter uma ameaça, mas sabe que ela é talentosa e competente no que faz e não a respeita como tal por ela ser mulher.

Thompson says something that, at least in Episode 4, actually turns out to be true.
Thompson: "A ordem natural do universo. Você é uma mulher. Nenhum homem irá te considerar como um igual."

Por fim, encerraremos nosso devaneio com mais um trecho de Virginia Woolf:
(...) Para um homem ainda é muito mais fácil do que para uma mulher dar a conhecer suas opiniões e vê-las respeitadas. Não tenho dúvidas de que, caso tais opiniões prevaleçam no futuro, continuaremos num estado de barbárie semicivilizada. Pelo menos é assim que defino a perpetuação do domínio de um lado e, de outro da servilidade. Pois a degradação de ser escravo só se equipara a degradação de ser senhor."

There is a shot early in the first episode where Agent Carter is symbolically fighting through men standing in her way.

Obs:
Poderia ter ficado um tempão aqui descrevendo o quanto a Agente Carter é girl power, mas fica aqui a minha recomendação: para quem ainda não assistiu a série ou leu o livro, eu super recomendo!

Para saber mais:

http://www.buzzfeed.com/arianelange/gloriously-feminist-moments-from-agent-carter#.ouneJNBAxb


http://esportenerd.com/serie/noticia/curiosidades-sobre-agent-carter20150105

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Leituras e Devaneios: Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie



Hey!!!

Hoje é dia de falarmos sobre um assunto mega relevante: o feminismo e a questão de gênero em geral. O devaneio de hoje traz o livro: Sejamos Todos Feministas da autora Chimamanda Ngozi Adichie. Este post tem como detalhe especial a colaboração da minha amiga leitora Jailda Alves (@passosjai) que também leu o livro e fez questão de mesclar suas impressões com as minhas, resultando nesse post super girl power que você vai conferir agora!!




No nosso cotidiano é “comum” nos depararmos com explosões de padrões e regras, surgidas dos mais distintos lugares, como nas redes sociais, família, entre amigos e etc., algumas delas já estão inseridas na sociedade a tal ponto que muitas pessoas não conseguem sequer notar. Você pode se perguntar: “como isso?”, ou até estar convicto(a) que é mais um “mimimi” de gente que vê problema em tudo, como é considerado por muitos.

Chimamanda na palestra que originou o livro "we should all be feminists"


No entanto, um livro pequeno mas de conteúdo cheio de questionamentos traz reflexões que valem muito a pena serem levadas em consideração. No livro Sejamos todos feministas, Chimamanda convida a nós, homens e mulheres, a pensarmos sobre a questão de gênero de uma maneira diferente e simples, por meio de sua escrita leve e íntimista a autora nos guia por fatos do dia a dia que parecem corriqueiros, mas carregam uma grande carga de preconceito contra o gênero feminino. Chimamanda deixa claro nessa obra que o feminismo é um termo cheio de estereótipos e que muitas vezes é mal compreendido e mal utilizado. 


O ponto alto dessa obra na minha opinião é a questão do respeito a feminilidade da mulher, pois podemos lutar pelos nossos direitos, contra o que tira a nossa dignidade, sem ter que deixar nossa essência de lado, sem deixar que a questão do gênero dite quem DEVEMOS ser, e não quem somos. Uma ótima dica de leitura para quem quer iniciar seus estudos sobre gênero de uma maneira leve e objetiva. Um livro pra ser lido por HOMENS e MULHERES.


A leitura desse livro ajuda não somente a quebrar os estereótipos ligados ao feminismo, mas responde indiretamente algumas questões comumente direcionadas as feministas e redireciona e racionaliza o instinto adotado por algumas pessoas, o qual resume-se ao desvio e contorno da situação, enquanto algumas debatem, mostram um contraponto e lutam até serem ouvidas, ou até conseguir o objetivo pretendido, nesse caso, ao que refere-se aos direitos as mulheres.


Para se inteirar mais sobre o livro, não deixe de assistir a palestra que deu origem a obra em questão: 


Além do livro, parte do discurso de Chimamanda foi musicado por Beyoncé na canção #FLAWLESS 


Hasta la Vista! 


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Leituras e Devaneios: 26 Coisas que pessoas obcecadas por livros sabem que é verdade!




1. Você sabe que nada supera o cheiro de um livro novinho em folha…

2. …exceto, talvez, o cheiro de um livro velho. ~Mmmm. Cheira como o resto do meu fim de semana.~





3. Às vezes você se pergunta se é normal gostar mais de livros que de pessoas. ~Estamos aqui para te dizer que é totalmente normal.~

4. Você nunca, jamais fica sem um livro.~Você pode deixar as chaves em casa, mas nunca o seu livro.~

5. Há livros que você associa com certos momentos da sua vida, e relê-los te faz voltar no tempo. ~E, sim, às vezes isso significa que haverá lágrimas.~

6. Você começa a pensar em personagens fictícios como pessoas reais…~Quando eles se machucam, você se machuca.~




7. …e fala sobre eles como se eles realmente fossem gente. ~Para quem quiser ouvir! E também para quem não quiser!

8. A ideia de mudança te assusta porque você teria que transportar cerca de 127 caixas de livros.

9. E, claro, há a questão de decidir quais vinte (ou quinhentos) livros você vai levará em uma viagem!



10. Você sente uma emoção secreta quando um livro ensina a você uma nova palavra.

11. Às vezes você fica tão imerso em um livro que começa a pensar e falar como seus personagens. ~VOCÊ E A HISTÓRIA SÃO UM.~

12. Nada nem ninguém pode te manter longe de um livro com o qual você se envolve.

13. Você já se pegou matando tempo lendo enquanto você deveria estar trabalhando ou estudando.





14. E você já pegou um livro só para dar uma olhada e em seguida percebeu que havia passado o dia inteiro lendo.

15. Você se lembra distintamente do dia que você pegou o seu primeiro cartão de biblioteca.

16. Você já sonhou em viver numa mansão, assim você poderia ter uma dessas bibliotecas gigantes, loucas, de pessoas ricas só para você.

17. Para você, ir viajar significa a oportunidade de visitar uma nova livraria.

18. E você não consegue apenas “visitar uma livraria.” Ah, não — você praticamente se muda. ~Vejo você em 10 horas!~

19. Além disso, você não consegue folhear um livro casualmente um livro. Você se envolve TOTALMENTE.




20. Você já parou de ler um livro porque simplesmente não conseguia suportar a ideia de terminá-lo e aí… acabou!

21. Mas você também já tomou a decisão extremamente difícil de manter a leitura em vez de ir dormir. ~“Não posso dormir… devo… saber… o que… aconteZzzzzzz.”~

22. Você sabe que não há nenhum sentimento como aquela espécie de sonho acordado que toma conta da sua mente assim que você acaba de ler um livro. ~Acho que a única coisa a fazer é ... começar outro.~

23. Depressão pós-livro.Quando o livro é tão bom que você não consegue parar de pensar nele o dia inteiro.




24: Quando um personagem importante morre e isso te deixa realmente abalado.

25: Quando você termina o livro e não conhece ninguém que o leu pra comentar.

26: Quando você conhece alguém que já leu o mesmo livro e vocês podem fazer comentários.



~Gente lembrando que esse texto foi retirado do whatsapp, fiz umas modificações mas, quem souber a referência original me avise please. ~
beijinhos !!
Hasta La Vista!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Leituras e Devaneios: Bela Redenção - Jamie McGuire



Olá leitores!

Cheguei novamente para registrar mais uma leitura! Dessa vez vamos de Bela Redenção o segundo livro da série Irmãos Maddox que começou contando a história de Trenton Maddox em Bela Distração o qual eu já li e já contei a experiência pra vocês aqui.

Confere aí a sinopse do meu mais novo amor: <3



Liis Lindy é uma agente do FBI decidida a se casar apenas com o trabalho. Ela adora sua mesa, está em um relacionamento sério com seu laptop e sonha em ser cumprimentada pelo diretor depois de solucionar um caso difícil. 
O agente especial Thomas Maddox é arrogante e implacável, um dos melhores que o FBI tem a oferecer — e chefe de Liis. 
Quando Liis e Thomas são encarregados de uma missão em que precisam fingir ser um casal, a atração entre eles chega ao limite — e os leva a questionar quanto realmente estavam fingindo.
Bela redenção é o segundo volume da série que narra a excitante, romântica e por vezes volátil jornada dos Maddox rumo ao amor. Chegou a hora de conhecer o mundo misterioso do esquivo Thomas e descobrir como a paixão pode ser intensa quando você não é a primeira, e sim a última. Além, é claro, de rever os outros irmãos da família Maddox.


Bom, então vamos começar com o assunto do dia; Bela Redenção é um livro eletrizante, Jamie McGuire mais uma vez se superou ao narrar a história cheia de mistérios que envolve Thomas Maddox, o mais velho dos Maddox, e Liis Lindy uma gente do FBI super engajada no seu trabalho que não espera encontrar um romance. Que na verdade foge dessa história de romance!

A narrativa de Jamie  como sempre é empolgante, daquelas que te prende no livro, e te faz sentir falta dele quando você não pode lê-lo. Eu sinceramente procurava qualquer brecha no meu dia para poder ler pelo menos uma páginazinha a mais, com medo de chegar ao fim, mas ao mesmo tempo ansiosa para saber o desfecho da história.



Além de nos fazer apaixonar por mais um Maddox, Jamie constrói uma personagem forte e intensa. Liis Lindy é acima de tudo uma mulher super inteligente e bem sucedida, que tem suas fragilidades como todo mundo, mas se supera sempre. 

Como não se apaixonar por Thomas Maddox? Só esse sobrenome já me faz suspirar! Thomas tem tudo para conquistar todas as mulheres que quiser, co exceção de um pequeno detalhe, ele não quer isso. Teimoso e cheio de determinação e com um coração partido.

Acredito que o que realmente uniu esse casal foram as suas cicatrizes semelhantes (quem leu o livro vai entender) cada um tinhas seus problemas, inseguranças que descontavam no trabalho, esquecendo que os dois mereciam viver um amor de verdade.

                         "-Se eu te desse meu futuro, ia querer que você deixasse o passado."

Bela Redenção superou as minhas expectativas o que me deixa ainda mais ansiosa para a chegada de Beautiful Sacrifice e Beautiful Burn, os próximos títulos para a série Maddox Brothers. Tomara que não demore muito!!!! 

Cicatrizes semelhantes de atraem ...


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA LITERÁRIA : Leituras de 2015





Hey Leitores!!

Hora de avaliar as leituras feitas em 2015! Primeiro gostaria de dizer que estou muito feliz com a nova cara que o blog tomou esse ano e comigo mesma porque tive muito mais tempo para postar regularmente e curtir cada postagem assim como eu espero que vocês estejam. Aguardem Novidades para 2016!!!


Para começar separei algumas categorias nas quais delimitei minhas leituras, foi muito difícil escolher, já que em algumas categorias eu tinha vários amados e foi um esforço escolher um só!!! Confiram como ficou o ranking final!


#1 O Livro Mais Amado do Ano -
O Diário Secreto de Lizzie Bennet - Bernie Su e Kate Rorick


É até meio previsível que minha escolha para o melhor de todos seria algo relacionado com Jane Austen né? maaaas como não amar!? Imagine só, se Jane Austen pudesse ter vivido e escrito no século XXI? Este livro nos faz refletir um pouco sobre essa possibilidade. Assim como o The Guardian publicou :"gosto de pensar que se Austen escrevesse nos dias de hoje, teria criado algo muito parecido com isso!"  Me diverti bastante , esta é uma adaptação de Orgulho e Preconceito bem atual e divertida. É um livro daqueles que faz você rir alto durante a leitura, e receber olhares inquisidores dos "não-leitores" 'hehe. 

#2 Releitura do Ano -
Alice's Adventures in Wonderland - Lewis Carrol

Como não amar essa história? Impossível! Cada vez que releio encontro mais um motivo para gostar mais ainda, afinal todo mundo é meio Alice e com certeza mantem seu próprio Wonderland escondido por aí. 


"No decorrer da viagem, Alice encontra muitos caminhos que seguíam em várias direções. Em dado momento, ela perguntou a um gato sentado numa árvore:
- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Eu não sei.
O gato, então, respondeu sabiamente:
- Sendo assim, qualquer caminho serve."


#3 Livro que Até Hoje não Terminei -
Interview With The Vampire - Anne Rice


Eu realmente não sei pra que santo fazer promessa pra ver se consigo terminar esse livro, Antes de começar a leitura eu já sabia que seria árdua pois conversei com algumas pessoas que já haviam lido e me adivertiram que a leitura é um pouco pesada, mas eu não pensei que seria tanto assim. O enredo e legal e tudo mas demanda um esforço que talvez na correria do dia a dia faça esse livro ser um pequeno desafio, sendo assim ainda está em tempo e quem sabe ano que vem ele não aparece em um post aqui!! #Aguardemos #oremos


#4 Livro Que Todo Mundo Gostou MENOS EU -
A Seleção - Kiera Cass


Triste, mas verdadeiro. A Seleção não é uma série para mim, sei que muita gente gosta afinal, recebi muitas recomendações que me encheram de expectativa a história o que resultou em uma quebrada de cara beeeeeeeem grande. A Seleção não era nada como eu esperava, achei o enredo bom, mas muito sem ação, pouca coisa de interessante ou verdadeiramente intrigante aconteceu durante o livro. Infelizmente eu tentei gostar, mas não deu certo.

#5 Experiência do Ano -
Guerra Civil - Marvel


Começarei explicando porque essa foi a experiência do ano. primeiro por que a proposta do livro foi bem interessante pra mim já que é o enredo de uma série de HQs adaptada como livro. A narrativa dele é super dinâmica, são capítulos bem curtos que revezam seu foco entre os heróis narrando suas ações durante a guerra. O livro é lindo, tem um design bem legal e ainda vem com um marcador de página e um encarte com os próximos lançamentos da série Marvel pela editora Novo Conceito. Foi uma experiência super positiva! Pra quem gosta de uma aventura daquelas em que você não consegue desgrudar do livro, Guerra Civil é uma ótima opção de leitura.
#6 Descoberta no Wattpad-
Na Chuva com Benjamin - Flavia Dann


Nas nossas andanças literárias nos deparamos com todos os tipos de histórias, eu particularmente gosto de me aventurar por diferentes gêneros e em uma dessas andanças descobri esse livro cheio de amor: Na chuva com Benjamin! Escrito e publicado na rede social de leitores #Wattpad pela @flaviadann. É uma leitura super delicada e ideal pra esse fim de ano cheio de correria e expectativa. Essa história linda mostra como a vida pode dar voltas para o bem, fazendo com que no final tudo se encaixe onde parecia improvável. Comecei a ler por acaso e depois não conseguir parar. Mais um romance como os outros? Pode ser, mas pra mim é uma prova de que coisas boas podem acontecer a qualquer momento e nos agarrar a elas é o que pode fazer a diferença é só ter coragem de ir pra chuva!


#7 Para Ler e Assistir´
As Vantagens de Ser Invisível- Stephen Chbosky


Esse é um dos meus xodós do ano, decidi lê-lo desde quando assisti ao filme, que também é um trabalho cheio de amor, só que sempre colocava outro livro na frente até quando não pude mais evitar e acabei lendo. Chorei e ri muito com o Charlie (no livro e filme) a cada página eu me apeguei mais a ele, primeiro desejando estar entre seus amigos e as vezes querendo protegê-lo da maldade dos outros. As Vantagens de Ser Invisível nos lembra o quanto podemos ser jovens e idiotas, mas também podemos ser infinitos e tudo isso faz parte da grande montanha russa que é a vida principalmente quando se está a beira da idade adulta.


E assim termino minha Retrô literária 2015, com o coração partido pois deixei vários livros interessantes de fora e também muito feliz já que 2015, apesar de ter sido um ano estranho, foi muito rentável em leituras!!

Gostou? Deixe seu comentário. Como seria sua retrospectiva de leituras 2015??

Hasta La Vista e até 2016!!!
Feliz Ano Novo \O/ \O/ 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

#Little Things: 5 Clipes pra Chorar!!


Hey Leitores!

Já que é de sofrência que vocês gostam, trouxe uma sofrência bem diferente pra vocês hoje, vamos curtir os 5 clipes mais tristes que eu conheço mais um bônus. Então se preparem para a chuva de lágrimas. Lencinhos a postos!? Lets Go!!!



#1 I Wasn't Expecting That - Jamie Lawson 


Vamos começar com as mais novinhas... Nesse clipe super fofo (mas triiiiiste) Jamie nos conta a história de um casal cuja vida aconteceu perfeitamente da maneira que não esperavam. #muitoamor!


                       

#2 Over and Over Again - Nathan Skykes


Lembra da banda The Wanted? Pois é rendeu frutos e aí está ele! Nathan nos apresenta uma linda história de amor no melhor estilo linha do tempo, contando como tudo começou até o inevitável fim. #Cutenessoverload !


                   

#3 High Hopes - Kodaline


Gente, entre as minhas escolhas hoje essa é a minha favorita, adoro essa música e ela tem bastante significado emocional pra mim ~eudramatica~ e tem um clipe super F*daa!! Tem ação, emoção, romance, lágrimas e uma ótima interpretação! #amoadoro



#4 The One That Got Away - Katy Perry


Só pela foto aí em cima já dá pra saber o nível de sofrimento desse clipe! The One That Got Away fala sobre arrependimentos e o quanto podemos sofrer por escolhas erradas. Sofrência é aí! #Cryingariver



#5 Wake Me Up When September Ends - Green Day



Pois é, o clipe começa assim só flores, mas aí a guerra separa dois corações apaixonados. Como resistir a isso sem derramar lágrimas? Seguimos com esse clássico do Green Day #heartbreaking 
Summer has come and passed the innocent can never last...


                                        
       

#Bônus!!!!!

Fake Plastic Trees - Radiohead


Bom, se você conseguiu chegar até aqui parabéns! Você é guerreir@!! Bem vind@ ao nosso bônus! Essa é meu top 1 de música triste, Fake Plastic Trees faz uma reflexão sobre a vida de "plástico" que vivemos hoje em dia, superficial e sem conteúdo. Viajo nessa letra!


                                          
                                   



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

#Little Things: O Leitor Ideal por Mário Quintana


Hey queridos leitores!

Hoje o post é sobre o leitor ideal! Exatamente o texto é praticamente sobre nós mesmos, ou melhor sobre quem se arrisca a ler e se jogar na leitura de forma diferente. Para refletirmos essa ideia de leitor ideal apresento aqui o texto "O leitor ideal" de Mário Quintana.
Que tipo de leitores somos? Somos os que esperam pelo autor para que este nos dê todos os detalhes da trama. Ou seríamos leitores mais "ativos" que tomam posse do texto que leem procurando uma forma de dialogar com ele?
Seja lá o tipo de leitor o qual você se encaixa o importante é estar disposto a ter o hábito da leitura, sendo assim aceite o presente que o Quintana nos sugere e reflita sobre quais os rumos que sua ventania irá alcançar...



O Leitor Ideal

O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase.
Uma frase? Que digo? Uma palavra!
O cronista escolheria a palavra do dia: "Árvore", por exemplo, ou "Menina".
Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto para os devaneios do leitor.
Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página.
Sem mais nada.
Até sem nome.
Sem cor de vestido nem de olhos.
Sem se saber para onde ia...
Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor.
E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão...
E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha...
Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra "Ventania". Serve?