quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Meu Passado Literário: Gisele Moreira


Hey Leitores! 

Bem vindos a nova seção do nosso blog, chamada "Meu passado literário" A intenção é que os leitores do blog façam um texto contando suas primeiras experiências com a leitura, qual foi o primeiro livro que leu/ ganhou/ comprou/ virou fã e quais eram suas preferencias quando leitor jovem ex: autores/ gêneros/ obras e tal.. é isso! Dessa maneira você pode compartilhar suas experiências e conhecer as trajetórias de outras pessoas pelo mundo da leitura! Algumas pessoas eu irei convidar e outros interessados podem entrar em contato comigo pelo e-mail de contato do blog. Espero seu texto!! Pra começar, eu mesma vou tentar contar um pouco da minha trajetória como leitora...

Bem vindos ao meu passado literário!

Por: Gisele Moreira

Lembro da primeira palavra que eu li: escola, lembro da minha felicidade por ver as letras que antes não faziam sentido se unirem em um significado. Acho que não sabia nem ler quando ganhei meu primeiro livro, era um livro de orações para crianças que minha mãe me deu.

Lembro também de uma caixinha de música com livros que ganhei logo quando aprendi a ler, tenho ela até hj, mas perdi alguns livros. Essa caixinha muita gente deve conhecer é um kit com cinco clássicos da Disney os meus eram Alladin, Pocahontas, A Pequena Sereia, 101 Dálmatas e a Bela e a Fera. Não sei quantas vezes eu li e reli esses livrinhos, sei que perdi os meus favoritos, sabe aquela mania de criança de guardar as coisas em lugares especiais?! Pois é, depois esquece e não acha nunca mais. (minha mãe diria desculpa de menina bagunçeira hahaha)
A caixinha tocava música quando aberta, um bauzinho de tesouros!


Os que sobraram, relíquias 'haha

O primeiro livro que comprei, nem lembro quantos anos tinha, mas era bem guria, fui em uma Bienal do Livro como excursão da escola e voltei com o livrinho "Os Animais e Suas Vozes" (que também achei aqui no meio das minhas "arrumações de guarda roupa " relíquia!)

fofinho né?

O livro mais "maduro" que ganhei quando mais velha com uns dez ou onze anos não lembro direito, foi minha mãe que me presenteou ela disse que o livro era bom e que ela mesma tinha lido a versão para adultos alguns anos antes. Trata-se de "Quem Mexeu no Meu Queijo" de Spencer Johnson, M.D. uma coisa interessante desse livro é que querendo ou não foi muito importante pra mim, ele trata sobre mudanças e como lidar com elas e  eu nessa idade tive que lidar com muitas mudanças.


A verdade é que os livros sempre estiveram presentes na minha vida, não sei até que ponto fui influenciada por ter ganhado aquela caixinha de clássicos da Disney quando criança, de lá pra cá me permiti a passar por vários gêneros e me deixar levar pelas histórias que me aguardavam num passar de páginas. Poderia passar um trinta posts falando sobre os livros que li, e minhas histórias com eles, mas, tenho certeza que de alguma forma essa ligação não teria sido tão forte se não tivesse sido presenteada com um tesouro de clássicos quando tive a oportunidade. Agradeço aos meus pais por isso e pelos inesquecíveis professores/ incentivadores que tive.

Acredito que a leitura entra na nossa vida e se faz presente a partir do momento em que ela é aceita como uma atividade natural de lazer e conhecimento, não precisamos ter lido todos os clássicos do mundo, nem todos os best sellers do momento para sermos leitores em potencial, muito pelo contrário precisamos nos permitir, arriscar e nos descobrir como tal, mesmo que sua vontade seja de ler uma página por dia ou um livro por ano, o importante é começar.

Hasta La Vista :*

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Leituras e Devaneios nº 3: Extraordinário - R.J. Palácio




         
           Tocante. E a primeira palavra que surge a minha mente quando penso sobre Extraordinário, é uma narrativa simples e natural, passeamos pela vida de Auggie um garoto de dez anos que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Que tem pela frente a difícil tarefa de começar a frequentar a escola pela primeira vez no quinto ano e convencer seus colegas de classe que é um garoto normal como todos os outros.

      Auggie nunca tinha frequentado a escola, sua mãe lhe dava aulas em casa e seu mundo se resumia a seus pais sua irmã e sua cachorrinha Daisy. Seus pais eram superprotetores e não queriam que o garoto sofresse com a rejeição de outras crianças, mas um dia Auggie teria que crescer, fazer suas próprias decisões e vencer o mundo.
               
         Durante a leitura conhecemos o universo de Auggie através do pronto de vista dele e das pessoas que convivem com ele, ficamos sabendo de suas lutas diárias por lidarem com o preconceito que afeta tanto o garoto quanto as pessoas que o amam. Dentre elas estão Olivia, sua irmã, Summer e Jack, colegas da escola, Miranda, amiga de Olivia e Justin, namorado de Olivia.

                                            

         A história da escrita do livro começa com um estranhamento, a própria autora R.J. Palacio viveu uma situação em que seu personagem, Auggie, se deparou muitas vezes durante sua vida:

 R.J. Palacio estava em uma sorveteria, acompanhada de seus dois filhos, quando se aproximou de uma menina com uma grave deformidade facial. Assustado, o mais novo, de 3 anos, começou a chorar bem alto e o de 10 pareceu alarmado. Rapidamente, ela tirou os meninos de perto − não por eles, mas para não magoar a garotinha. A autora nunca mais voltou a vê-la, mas não conseguiu parar de refletir sobre o ocorrido. “Eu comecei a pensar em como devia ser a vida para aquela família, para aquela menina.” Aquela situação provavelmente se repetia dezenas de vezes por dia. Centenas, talvez. E o que ela poderia ensinar aos seus filhos para que eles pudessem entender e se portar melhor da próxima vez? Foi então que R.J. Palacio teve a ideia de escrever Extraordinário. 

                                                  
                                          


              Foi exatamente o que a autora focou em seu livro de estréia, o relacionamento de Auggie com as demais pessoas de seu espaço e a sua luta para ser visto como uma criança normal, nos emocionamos com o seu desejo de não assustar as pessoas, de não ser tratado mal por elas só pela razão de ter o rosto diferente. Queria apenas encontrar seu espaço sem ser "julgado pela cara".
          
      
     A trajetória de Auggie também inspirou uma  campanha contra bullying chamada "Choose Kind" tradução livre: "escolha ser gentil" no site http://choosekind.tumblr.com/  inspirado na citação referente ao preceito de setembro do Sr. Browne( professor da escola de Auggie): "quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil". No site você tem acesso a um conteúdo relacionado ao livro e pode assinar "o juramento da gentileza" concordando que um ato de bondade pode fazer a diferença.

        Extraordinário é uma leitura indicada para todas as idades, uma nova narrativa refrescante cheia de coração e esperança. Uma oportunidade de reflexão sobre nós e nossas atitudes diante os outros. RJ Palacio chamou seu romance de estréia, "uma meditação sobre a bondade" - cada leitor vai sair dele com uma maior valorização para a simples coragem de proclamar a amizade e a gentileza.

                                                           

#Choosekind 

Hasta La Vista :*

sábado, 31 de janeiro de 2015

Leituras e Devaneios nº 2: O Diário Secreto de Lizzie Bennet - Bernie Su e Kate Rorick







         Imagine só, se Jane Austen pudesse ter vivido e escrito no século XXI? Este livro nos faz refletir um pouco sobre essa possibilidade. Assim como o  The Guardian publicou :"gosto de pensar que se Austen escrevesse nos dias de hoje, teria criado algo muito parecido com isso!" 

Estou me diverti bastante uma adaptação de Orgulho e Preconceito bem atual e divertida. É um livro daqueles que faz você rir alto durante a leitura, e receber olhares inquisidores dos "não-leitores" 'hehe




        No enredo podemos acompanhar um ano na vida de Lizzie Bennet, que é uma estudante de comunicação, vivendo conflitos muito parecidos com os nossos: faculdade, grana curta, fim de semestre, melhores amigos, dúvidas sobre o futuro.... E mais os bônus dos Bennet's  irmãs mais novas problemáticas, mães neuróticas, moços bonitos e possuidores de grandes fortunas que por um acaso vão morar perto de sua casa, moços bonitos que se interessam por você e são perfeitos demais pra serem verdade  e etc...

            Como produto da sua tese para sua pós graduação, Lizzie decide fazer um vlog, sobre sua vida, refletindo sobre a relação dela com sua família e suas irmãs e lá ela registra um ano cheio de descobertas, principalmente quando dois jovens ricos e charmosos se mudam para a sua vizinhança.

               Aos fãs de Jane Austen esse livro é uma deliciosa viagem ao que seria Orgulho e Preconceito no século XXI é um livro que toda a Janeite merece conhecer e se deliciar com a vida moderna de Lizzie Bennet.

          É muito interessante perceber as mudanças que são feitas para "atualizar" os fatos do romance para a nossa época, sem perder a essência do romance original ( não vou adiantar nenhum deles, não quero encher vocês de spoilers).  





        São 202 anos de diferença de um livro para o outro e O Diário Secreto de Lizzie Bennet é  mais um exemplo de que Jane Austen é uma autora atemporal, seus romances alimentam até hoje a "Austenmania" sem deixar que esta se torne massante. Austen se tornou ponto de partida de milhares de histórias que atravessam gerações, sejam elas por meio de livros, filmes, séries, fan fictions e etc...

     Uma das coisas mais interessantes deste livro é sua abordagem transmídia  você pode seguir a história em dois gêneros diferentes: ler o  livro, e acompanhar os vídeos da web série "The Lizzie Bennet Diaries" no youtube!!! Eles têm um papel bem importante no romance, já que são os vídeos do vlog da Lizzie, e você pode acompanhá-los na medida em que eles são citados no livro!  O livro "O Diário Secreto de Lizzie Bennet", por sua vez, foi inspirado na web série e foi escrito pelas roteiristas da mesma: Bernie Su e Kate Rodrick.



         Amei a leitura e estou curtindo bastante a série!!  indico para as Janeites em geral, principalmente para as maluquinhas como eu que vivem imaginando como seriam os romances da Jane na nossa época! 

#Partiu #PemberleyDigital

Hasta La Vista!


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Leituras e Devaneios nº 1: Bela Distração - Jamie McGuire



Buenaaas !

Vamos agitar esse blog que está muito paradão, e para isso vou começar uma nova seção e postar aqui minhas impressões sobre minhas leituras durante o ano. Espero que gostem e acompanhem minhas dicas de leitura, alerto logo de cara que poderão encontrar todo o tipo de gêneros por aqui pois, pretendo diversificar bastante.

Are you Ready!? ;)

       Vocês já ouviram falar na série Belo Desastre?






        Bom essa série é composta por três livros: Belo Desastre, Desastre Iminente e Belo Casamento da escritora norte americana Jamie McGuire.



        Essa foi a minha descoberta literária do ano passado, viciei na série! Não vou mentir comprei os livros pelas capas que são lindas e pelos títulos que são instigantes, (tirando Belo Casamento que eu classifico como um "título - spoiler" mas... ) a sinopse do primeiro livro é muito diferente da história real e realmente não me atrairia se eu não tivesse lido pois aí uns comentários de leitores alertando sobre isso. Tomem cuidado também com um boato que surgiu que Belo Desastre é um irmão mais novo de 50 Tons de  Cinza, pura mentira!!!! ( bitch please!) Uma história não tem nada a ver com a outra!




        Bom indo direto ao assunto o enredo da série é sobre o casal Travis e Abby que se apaixonam de uma forma totalmente desastrosa e viciante. O que achei mais interessante na série, ou melhor nos dois primeiros livros, foi a mudança do ponto de vista da narração do romance; em Belo Desastre conhecemos a história pelo ponto de vista da Abby, já em Desastre Iminente é o Travis Maddox que conta os fatos pelo ponto de vista dele, e é nesse momento que ficamos por dentro de quem realmente interessa nesse post: os Irmãos Maddox.




         O apaixonante e perturbado Travis Maddox tem quatro irmãos, todos sarados e lindos como ele ( pelo menos na minha imaginação e de quem fez essa montagem) e a Jamie McGuire, que não é boba nem nada tratou de criar um spin-off de Belo Desastre para matar nossa curiosidade sobre o resto da sedutora família de Travis. Assim surgiu a Série Irmãos Maddox e é sobre o primeiro livro dessa série, minha primeira leitura de 2015, que vamos falar hoje. Ladies and Gentleman lhes apresento: Bela Distração.


        Em Bela Distração conhecemos o universo do irmão mais próximo de Travis, Trenton Maddox, para quem leu Belo Desastre, já está por dentro da relação dos dois irmãos e como um confia no outro. Mas para a nossa decepção e ao contrário do que eu pensava, a história não é narrada pelo ponto de vista de Trenton mas sim da intensa e independente Cami Camilin, que irá se apaixonar por Trenton e fazer uma bagunça na família Maddox.

        Assim como em Belo Desastre Jamie McGuire nos apresenta uma narrativa leve e instigante, daquelas em que você gruda no livro e não quer mais soltar, ou melhor não quer mais viver até que termine a história e depois não quer mais viver porque a história acabou (hahaha brincando, mas vocês me entendem né?)


         Cami é uma personagem que você se identifica logo de cara, batalhadora e esforçada ela tem que se desdobrar entre a faculdade e seu emprego como bartender no mais pop bar do universo Belo Desastre; o The Red Door e ainda lidar com um namoro a distância, um namorado super ocupado que não tem tempo pra ela e sua família problemática. Imaginamos que a vida de Cami não tem nenhuma graça até que ela conhece Trenton Maddox. E quando um Maddox se apaixona é para sempre!
       
        Trenton teve sua vida virada de cabeça para baixo depois de um trágico acidente que acabou com seus objetivos, teve que largar a faculdade e lidar com a culpa pelo acontecido, e está tentando reestruturar sua vida, econômica e emocionalmente quando Cami reaparece em sua vida, e dessa vez ele não deixará ela escapar.

      Bela Distração é misterioso, viciante e sexy. É impossível não se identificar com a Cami. Assitimos sua luta para manter "apenas uma amizade" com Trenton e se continuar fiel ao seu namorado distante e seu relacionamento cada vez mais frio. Durante a leitura me senti como se fizesse parte do pequeno grupo de amigos no The Red Door e dividindo seus segredos com ela assim como sua amiga Reagan. 

        Para quem curtiu Belo Desastre, Bela Distração é leitura obrigatória, pois além de tudo podemos descobrir mais alguns detalhes da história de Abby e Travis que não nos foram contadas no primeiro romance, aliás quem é que atendia o Travis sempre que ele ia encher a cara no The Red Door? Pois é queridos amigos leitores, ela mesma Cami Camilin! Sabe aquela história de "garçom, aqui nessa mesa de bar...." (leu no ritmo que sei hahaha) Travis entre umas e outras desabafava com ela.
      
        Espero ter contribuído para a sede literária de vocês, super recomendo a série Belo Desastre e seu spin-off  Irmãos Maddox! Por isso que já obriguei (obriguei mesmo, sou dessas! Tipo assim, ei trouxe um livro pra te emprestar!) uma galera a começar a ler; incluindo meu namorado (livre e espontânea pressão, não passa do primeiro livro, pelo menos posso ler e ir contar tudo pra ele 'haha), minha prima ( uma luta, mas já está em Desastre Iminente!!! êeeh), e minhas amigas. ( começando por Milla, toda hora eu pergunto se ela já começou a ler hehe) 

       E como se não bastasse (nunca basta!!!) nossa querida Jamie McGuire lançou essa semana nos EUA o segundo livro da série Irmãos Maddox: Beautiful Redemption, tradução livre: bela redenção, que conta sobre o mais velho dos irmãos: Thomas Maddox!!!



 Esperando ansiosamente e já guardando as moedinhas no porquinho!!

Hasta La Vista !!!!




terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Quando For Dormir...



                                  

Pense que o dia acabou, mas não levou consigo a tua coragem;
O sol sempre volta e traz consigo mais uma chance;
Se a chuva chegar, deixe que os seus problemas escorram pra longe;
Todos os dias são necessários para se construir uma nova história.




 Feliz Ano Novo!
 Happy New Year!
 Bonne Année!
 Feliz Año Nuevo! :)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Para as Coisas Que Não Se Vão



        Você pensa que chegou ao fim? Não tão fácil, não tão cedo. Existem coisas que nunca se vão e para elas posso listar muitas coisas somos marcados todo o dia por momentos, pessoas, músicas, sentimentos, perdas. Cada um de nós sabe as bagagens que levamos, coisas que queremos, sonhos, anseios, e a bagagem de coisas que deixamos pra trás.

        Engana-se quem acha que essa bagagem é leve, quanto mais o tempo passa mais pesada ela fica, cada vez que temos vontade de reviver coisas boas, tornar o passado futuro, esquecer um pouco o presente, mas não dá. Essas também são coisas que não se vão e para elas existe a saudade como ponte para te ligar a aquilo que você pensou esquecer. A gente sempre se engana pensando que algo se vai para sempre, nem mesmo as pessoas se vão para sempre.

       Para as coisas que não se vão existem os vazios, que ficam lá no lugar daquilo que você deixou pra trás, e para esses vazios existem as vontades, que os preenchem de desejos que não te deixam esquecer.

     Então eu devo levar tudo comigo? Nem isso deve-se fazer; outra coisa que não se vai é a necessidade que temos de deixar coisas pra trás; lugares, sentimentos, pessoas, sonhos. Chamamos isso de crescer, amadurecer, renovar, evoluir. Mas mesmo quem “evoluiu” procura em si sua bagagem de coisas que não se vão, nossa ligação com aquilo que não podemos deixar: nossa essência.

       Para as coisas que não se vão existem também as amizades verdadeiras, nunca se deixa um amigo verdadeiro pra trás, nem que se queira, vão se os anos, as décadas, mas os sentimentos permanecem, o que faz bem sempre volta, se renova, se busca. E isso eu aconselho nunca deixar ir.





Para elas também fica minha vontade de escrever, de compartilhar minhas ideias mirabolantes!
 Blog voltando à ativa: Que sigam-me os bons!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Às Heroínas que Somos!



Depois de finalizada a leitura de Lições de Vida das Grandes Heroínas da Literatura de Erin Blakemore me permiti pensar em algo que antes não dava importância, algo meio fora do real, que eu sempre achei difícil ser. Quão enganada eu estava, na verdade, esse sentimento está presente na nossa essência a partir do momento em que tomamos posse de nossos objetivos e nos reconhecemos como heroínas! 

Calma! é isso mesmo, você não leu errado, heroínas! Não só na ficção elas existem, estão presentes em cada uma de nós, mesmo sem precisar de capa, nem espadas ou superpoderes. Só necessitam de força suficiente para assumirem a sua própria identidade. Sua própria maneira de ser heroína.

As personagens que conhecemos na literatura e que por direito nós chamamos de heroínas não fazem parte de nenhum fato extraordinário que não nos pode acrescentar em nada, muito pelo contrário, elas juntamente com suas autoras, também heroínas por trás delas, são um exemplo que nos lembram o quanto de nós mesmas temos que refletir, recomeçar ou por em prática.

Me permito dizer que nós somos heroínas! Cada uma de nós dentro das nossas particularidades, tem seus obstáculos, objetivos e desafios a vencer! Talvez não queiram colocar nossas histórias em revistas em quadrinhos, mas o livro da nossa vida transcende o que podemos imaginar, nossa história é única, tudo o que já enfrentamos e aprendemos até aqui é digno de orgulho e respeito. Lutamos para que nossas vidas sejam melhores, somos heroínas que desejam a felicidade.

Seja heroína de si mesma! Que possamos nos salvar de tudo que não nos otimiza, nem vale à pena, que possamos nos salvar das imposições, estereótipos e preconceitos que querem nos aprisionar fora do que realmente somos. Desperte a heroína que há dentro de você, não deixe que se esqueça que ela existe, pois precisamos delas, não só nos romances, mas também nesse constante labirinto que é a vida. Que sejamos heroínas à nossa maneira, infinitas dentro de nós mesmas.

Por isso proponho um brinde, ás heroínas que somos! Por possuirmos a capacidade de nos vermos como tal, por lutarmos por dias melhores por igualdade, por respeito, por tentarmos ser diferentes num mundo onde querem nos manter padronizadas, por enfrentarmos os limites que encontramos trabalhando duro, por assumirmos a nossa imperfeição, errarmos e recomeçarmos. Que sejamos heroínas para enfrentarmos os nossos vilões do dia a dia, para sermos generosas no sonhar e guerreiras no realizar. Que possamos tomar posse dessa identidade e assumir nossa heroína interior, pois como nos livros, temos muito a aprender com elas.